ESTADÃO – ODEBRECHT PROVOCARÁ TSUNAMI NA POLÍTICA, DIZ PROCURADOR DA LAVA JATO

A entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, está no blog de Fausto Macedo, do portal de notícia Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, que reproduzimos aqui, citando as fontes.

 Carlos Fernando dos Santos Lima. * Foto – Internet – Rodolfo Buhrer – Estadão

Escreve Fausto Macedo:

Carlos Fernando dos Santos Lima defendeu fim do sigilo e disse que revelações mostrarão que a corrupção descoberta no governo federal é igual nos estados e municípios e atinge todos os partidos.

Um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira e confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita.

“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos.”

Defensor do fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, recebeu o Estadão, na quinta-feira, 16, na sala de reuniões em que foram negociadas a maior parte das delações premiadas – que mantiveram a operação em constante expansão, nos três anos de apurações ostensivas.

Acordos como o do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator do esquema, que agora corre o risco de perder parte de seus benefícios, e o dos 77 colaboradores do Grupo Odebrecht, foram selados na sala de reuniões do oitavo andar do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, que desde 2014 é o QG da força-tarefa.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Carlos Fernando. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

Carlos Fernando negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.”

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

Estadão: Nas duas últimas semanas, dois ministros do Supremo manifestaram preocupação com o excesso de prisões da Lava Jato. Há abuso no uso desse tipo de medida restritiva de liberdade?

Carlos Fernando dos Santos Lima: Evidente que não, até porque elas têm sido referendadas nos tribunais. O sistema permite tamanha quantidade de recursos, que não há como se dizer que há abusos. No Brasil temos excessos de prisões de pessoas por crimes menores, como furtos, mulas de tráfico. Agora, não vi problema carcerário por excessos de prisões de colarinho branco. Temos é que aumentar o número de prisões para esses casos.

Estadão: Qual a necessidade de se prender investigados, e por que a manutenção das prisões por longos períodos?

Carlos Fernando: A prisão se justifica segundos os requisitos de lei. Normalmente temos feito prisão por necessidade da instrução, pela ordem pública. E, enquanto presentes os requisitos, o juiz mantém a prisão.

As prisões demoram muito menos que as prisões cautelares em outros crimes, porque o juiz Sérgio Moro (dos processos da Lava Jato, em Curitiba) é extremamente eficiente.

Estadão: Uma crítica recorrente é que vocês, investigadores da Lava Jato, não respeitam os direitos individuais dos investigados…

Carlos Fernando: Não é uma crítica justa. Existem recursos e tribunais para se resolver a questão. A interpretação excessiva desses direitos individuais é que tem causado a impunidade no Brasil. Temos que fazer um balanço entre a necessidade que a sociedade tem de punir esses crimes, com o direito das pessoas. Perfeito. Mas quem decide esse balanço são os tribunais e, até o momento, eles têm mantido as decisões.

Os fatos (crimes) que temos levantados são bem graves, continuados e continuam até hoje.

Enquanto houver necessidade de prisões cautelares e buscas, nós vamos manter as operações em andamento.

Estadão: Existe uma associação da crise econômica com a Lava Jato. A operação tem responsabilidade na recessão econômica do Brasil?

Carlos Fernando: Não, é tentar culpar o remédio pelo problema da doença. Temos um problema sério no Brasil que é um sistema político disfuncional, que se utiliza da corrupção para se financiar. Não adianta os empresários virem bater nas costas dos procuradores da Lava Jato e dizer: ‘olha, foi muito bom o que fizeram até aqui, mas vamos deixar como está, para recuperarmos a economia’.

Não adianta isso.

(A crise) Vai se repetir, são ciclos econômicos bons, causados por fatores externos. E, quando esses fatores externos acabam, nos revelamos incapazes. Somos reféns, que vivem numa cela acreditando que estamos vivendo em um mundo confortável e protegido. Mas todo dia, essa elite econômica vem e tira um pouco do nosso sangue.

Estadão: Como convencer o setor econômico que a Lava Jato faz bem ao Brasil?

Carlos Fernando: A Lava Jato coloca para o País uma oportunidade.

Verificamos que somente uma investigação como essa era insuficiente para o País, e decidimos propor à população as 10 Medidas contra a Corrupção (pacote de leis de iniciativa popular entregue ao Congresso), entendendo que o problema talvez fossem de leis penais e processuais penais. No dia em que a Câmara dos Deputados retaliou a proposta, percebemos que o sistema político também precisa ser corrigido.

Precisamos parar de ter um sistema que gera criminalidade, que precisa de dinheiro escuso para sobreviver, para financiar as campanhas.

Há uma corrida entre os partidos. Eu tenho governo federal, eu tenho o ministério tal, o outro partido que não tem, precisa correr atrás dessas verbas escusas em governos estaduais, ou em governos municipais. A corrupção gera uma corrida entre os partidos para o financiamento ilegal. E financiamento ilegal, não é caixa-2. É um toma lá, da cá. Quem paga exige algo desses grupos políticos. E isso, verificamos na Lava Jato e temos que mudar.

Estadão: As 10 Medidas representaram um revés para a Lava Jato?

Carlos Fernando: Foi uma retaliação impensada (do Congresso, que alterou boa parte das propostas). Como procuradores apreendemos a ser resilientes e pacientes. Nada se consegue do dia para a noite. Outras medidas virão, outras campanhas virão, em outros momentos. Não se pode modificar o que já foi revelado, ninguém mais discute os fatos, sabemos o que aconteceu. Mais cedo ou mais tarde isso trará mudanças, pode não ser as 10 Medidas, pode ser uma reforma política, agora ou daqui a pouco.

Estadão: A mudança de governo, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, impactou na Lava Jato?

Carlos Fernando: Nós vemos na Lava Jato, e isso é uma coisa que incomoda, a manipulação ideológica que é feita das investigações, tentando justificar as investigações, que são uma obrigação nossa (Ministério Público), com ideias de que há uma perseguição política de um grupo A ou B. Isso é natural dos políticos.

A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Seja o partido A no governo federal, com coligação ou não, seja num partido B que está no governo estadual. Ela grassa em todos os governos.

Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgados – e um dia serão, seja agora ou mais tarde. E vai se perceber que o esquema sempre funciona da mesma forma. Ele é um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo e, em troca, recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual.

A Lava Jato e o combate à corrupção não têm cunho ideológico. Pode ser um combate à corrupção de um governo de esquerda ou de direita, pouco importa. Para nós é indiferente a troca do governo, porque vamos continuar a fazer nosso trabalho.

Estadão: Mas o senhor identificou mudança de discurso de grupos políticos em apoio à Lava Jato?

Carlos Fernando: Tem grupos que viam a Lava Jato apenas com interesse contra o partido que estava no poder, o Partido dos Trabalhadores, e apoiavam. Para este grupo, naturalmente, não interessa a continuidade das investigações e é natural que façam esse movimento crítico agora. São grupos que nos apoiavam, defendiam as prisões e agora fazem um discurso totalmente contra.

Não importa, será feito da mesma maneira independente de partido que estiver no poder. Vamos trabalhar e sabemos que os interesses políticos se aglutinam contra a Lava Jato, como aconteceu no final do ano passado, quando tentaram um blitz contra a operação no Congresso, tentando quase que semanalmente a aprovação, na madrugada, de alguma medida extraordinária.

Este ano parece que mudou um pouco e estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação.

Mas a Lava Jato tem força própria. Hoje tivemos operação do Supremo (Operação Leviatã), tivemos no Rio de Janeiro, recentemente. Em Curitiba, pode diminuir a importância e é natural, mas ela permitiu que outras forças-tarefas façam seu trabalho. Espero que no Brasil existam uma série de sérgios moros e marcelos bretas (juízes da Lava Jato, em Curitiba e no Rio). Espero que seja um novo padrão do judiciário brasileiro.

Estadão: Com a Lava Jato em fase crescente nos processos contra políticos, no Supremo, que tem um ritmo mais lento, pode haver um reflexo negativo na imagem da operação ?

Carlos Fernando: A percepção das pessoas fica bastante alterada, porque elas estão vendo que o sistema de foro privilegiado ineficiente e algo que sempre insurgimos contra. Se não fosse só injusto e anti republicano, é anti eficiente.

Alguns ministros se manifestaram, como o ministro (Luís Roberto) Barroso. Da maneira que está, não é possível, é uma armadilha para o Supremo. Quanto mais chegam investigações de Curitiba, de São Paulo, do Rio e agora de outros estados, eles são cada vez mais incapazes de trabalhar com esse número de processos (da Lava Jato). É preciso espalhar esses processos.

Precisamos de uma democracia mais eficiente, com certeza, mas também um Judiciário que não tenha contra ele a pecha de pouco confiável. Quando se cria o foro privilegiado, a mensagem para a população é que o juiz de primeira instância não é confiável. Se for assim, todos têm o direito de querer foro privilegiado.

Estadão: Com a carga de processos contra políticos que virá com a delação da Odebrecht, o Supremo vai conseguir julgar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Acho que vai ser uma armadilha. O mensalão, que era muito menor, já foi um sacrifício das atividades normais dos ministros do Supremo para julgá-lo. Imagine agora, que os fatos são múltiplos, porque (a corrupção) acontecia na Eletronuclear, acontecia na Eletrobrás, na Caixa Econômica Federal, na Petrobrás, nos fundos de pensão. E isso vai sendo revelado. Não é um único processo, são dezenas de processos, contra centenas de pessoas.

Materialmente é impossível o Supremo dar conta de julgar os processos todos que virão, sem mudanças. Não sei como se sai dessa armadilha, talvez a solução seja a do ministro Barroso, um entendimento mais restritivo de foro, ou uma emenda constitucional.

O que acho que vai acontecer, e espero que não aconteça, é que vai haver uma sensação de frustração. É o risco da prescrição e da impunidade.

Estadão: O senhor defende que a delação da Odebrecht tenha seu sigilo baixado?

Carlos Fernando: É complexo, é uma ponderação: um lado ganha um ponto outro lado perde um ponto. Temos de um lado a necessidade das investigações, então o sigilo é importante, porque se pode perder provas, podem (os delatados) combinar versões se souberem o que foi revelado. De outro lado, nós aqui da Lava Jato estamos cansados de termos a imputação de vazamentos. Há centenas de pessoas envolvidas em uma colaboração, e uma mão ou duas são procuradores. O restante são funcionários públicos, membros de outros poderes e mais de uma centena de advogados. Ficamos nesse ambiente de vazamentos só nos causa um prejuízo de reputação, que não merecemos.

A posição do PGR (Procuradoria-Geral da República) é a melhor, existem poucos casos que manter o sigilo seja maior. Talvez a maior parte deva vir a público.

Estadão: A força-tarefa detectou alguma mudança de narrativa em relação a Lava Jato?

Carlos Fernando: Percebe-se uma mudança de narrativa, ou pelo menos uma tentativa. Vejo a população, em geral, ainda muito positiva e apoiando. Mas se percebe em formadores de opinião, uma lenta campanha, seja por interesses de estabilidade econômica, ou seja por interesses inconfessáveis, de manutenção do sistema como ele sempre funcionou. Um sentimento de ‘o partido já saiu do poder, vamos resolver os problemas’. Isso acontece, essa tentativa de mudança de narrativa.

Sabemos que não vamos ter 100% do apoio em 100% do tempo. Mas não temos que buscar o apoio da população, e sim trabalhar, independente do que digam a nosso respeito.

Agora, quem perde, se nada mudar, não é a força-tarefa, nem o Ministério Público, é a sociedade como um todo. Se nós tivermos uma campanha de mudanças efetivas, e as 10 Medidas foi um primeiro momento disso, a população vai chegar à conclusão que esse ciclo econômico de retorno, que acontece hoje, não vai se sustentar. Porque não basta.

Estadão: Sem o povo nas ruas, a Lava Jato pode perder força?

Carlos Fernando: Essa é uma vinculação perigosa de se fazer. Nenhum movimento de rua que aconteceu foi chamado ou teve causa na Lava Jato. Inclusive eles começaram antes, o primeiro grande movimento foi em junho de 2013 (a Lava Jato foi deflagrada em março de 2014). Não temos essa pretensão de colocar as pessoas nas ruas. Mas a rua é um espaço democrático. Nós não vamos para a rua, ninguém viu nenhum procurador da Lava Jato empunhando bandeira nas ruas, não vamos fazer convocação para isso. Mas achamos que o combate à corrupção merece que as pessoas se manifestem, seja onde for, no trabalho, na sua casa e até mesmo nas ruas.

Acredito que as pessoas estão alertas ainda, sabem o que está acontecendo e sobre as movimentações.

A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos.

Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações (da delação da Odebrecht), quem sabe encaminhe o Brasil para um país melhor, mais responsável.

Nós mudamos a maneira como vemos a economia. Hoje o Brasil percebe as suas responsabilidade econômicas, apesar das bobagens que fez nos últimos anos. Entretanto, precisamos perceber que temos que parar de sustentar uma classe política corrupta.

Estadão: A Lava Jato caminha para reproduzir a Mãos Limpas, em relação ao seu final – na Itália, o combate à corrupção na década de 1990 teve seus resultados remediados por uma dura reação do sistema político e pela queda de apoio público?

Carlos Fernando: O caminho é outro, por conhecermos a experiência das Mãos Limpas, quais são as armadilhas que são colocadas no caminho de uma grande investigação. Percebemos e reagimos sempre. Toda vez que (políticos) tentaram uma modificação igual como foi a (lei) salva ladre (que concedia anistia aos presos), na Itália, fomos abertamente à imprensa e falamos: olha população, está acontecendo isso. Porque o político só entende a pressão da população.

Agora é impossível não dizer que não vai haver derrotas, como aconteceu como as 10 Medidas. Mas são apenas batalhas, temos que ver a questão a longo prazo. Temos que ser resilientes e pacientes. Lutar sempre pela mudança, mostrar os fatos, investigador tudo.

Por incrível que pareça, eu sempre aprendi que a Mãos Limpas tinha sido um investigação de sucesso. E ainda acredito que a investigação foi um sucesso. Quem perdeu foi a sociedade italiana.

A investigação revelou, processou e fez aquilo que podia e deveria fazer, na obrigação do Ministério Público. A sociedade que perdeu ao deixar passar a oportunidade.

A Lava Jato é uma oportunidade, mas nós não somos a mudança. A mudança vem da população, dela convencer uma classe política que essa maneira como ela trabalhou até hoje não pode perdurar. Se perdurar nós corremos riscos de sermos sempre vítimas de sucessivos fracassos econômicos.

É o sistema político ineficiente e a burocracia que geram a corrupção.

Estadão: As mudanças de ministro no Supremo – com a morte do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, em 19 de janeiro – e de ministro da Justiça podem influenciar ou até prejudicar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Vejo menos gravidade nos fatos acontecidos até agora. Existe muito um jogo político de apoiamentos que usa certos mecanismos de difamação em relação a uma ou outra pessoa. Claro, existem pessoas que se manifestaram contra a Lava Jato e acho extremamente bem qualificada, como o doutor (Cláudio) Mariz. Ele manifestou-se contra, e por isso entendemos que há uma divergência conosco. Mas não o desqualificamos como uma pessoa de bem e interessada no desenvolvimento nacional e numa Justiça eficiente. Mas temos divergências.

Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, temos ele como um jurista capaz, ele veio nos visitar logo no começo da gestão (na pasta da Justiça) mostrando comprometimento. E durante o período no Ministério da Justiça não vi nenhum efetivo problema de intervenção na Lava Jato. Então tenho por ele o maior respeito.

O doutor Edison Fachin (que assumiu a relatoria da Lava Jato, no STF) é uma pessoa extremamente bem conceituada. Então não temos problema.

Estadão: O governo Michel Temer tem manobrado para frear a Lava Jato?

Carlos Fernando: Nesse governo ainda não percebemos isso claramente. Mas não temos dúvida que há um interesse da classe política de lentamente desconstruir a operação, isso sabemos.

Estadão: Alguém tem hoje o poder de enterrar a Lava Jato?

Carlos Fernando: A Lava Jato já atingiu seus objetivos ao revelar os fatos à população. Talvez o grande objetivo dela tenha sido revelar os fatos. Porque sabemos das limitações do sistema judiciário e político nos impõem em termos de punição efetiva, mas temos feito o nosso melhor, para que as pessoas sejam processadas com justiça e, se condenadas, que vão para a cadeia. Nesse sentido não há quem consiga apagar o legado da Lava Jato.

Agora, efetivamente ao tentar se desconstruir a Lava Jato, ao tentarem nos convencer a deixar agora a economia voltar a crescer, isso pode acontecer, com uma perda de apoio que leve os políticos a passarem medidas como anistia.

Ontem (quinta, 16) tentaram ampliar o foro. Os políticos estão diariamente buscando esses tipos de solução. E o pior, eles têm a noite para trabalhar no Congresso, quando ninguém está atento. Então não posso dizer que isso não vai acontecer.

Perfeita a entrevista de Fausto Macedo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

ESTADÃO – ODEBRECHT PROVOCARÁ TSUNAMI NA POLÍTICA, DIZ PROCURADOR DA LAVA JATO

A entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, está no blog de Fausto Macedo, do portal de notícias Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, que reproduzimos aqui, citando as fontes.

 Carlos Fernando dos Santos Lima. * Foto – Internet – Rodolfo Buhrer – Estadão

Escreve Fausto Macedo:

Carlos Fernando dos Santos Lima defendeu fim do sigilo e disse que revelações mostrarão que a corrupção descoberta no governo federal é igual nos estados e municípios e atinge todos os partidos.

Um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira e confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita.

“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos.”

Defensor do fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, recebeu o Estadão, na quinta-feira, 16, na sala de reuniões em que foram negociadas a maior parte das delações premiadas – que mantiveram a operação em constante expansão, nos três anos de apurações ostensivas.

Acordos como o do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator do esquema, que agora corre o risco de perder parte de seus benefícios, e o dos 77 colaboradores do Grupo Odebrecht, foram selados na sala de reuniões do oitavo andar do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, que desde 2014 é o QG da força-tarefa.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Carlos Fernando. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

Carlos Fernando negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.”

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

Estadão: Nas duas últimas semanas, dois ministros do Supremo manifestaram preocupação com o excesso de prisões da Lava Jato. Há abuso no uso desse tipo de medida restritiva de liberdade?

Carlos Fernando dos Santos Lima: Evidente que não, até porque elas têm sido referendadas nos tribunais. O sistema permite tamanha quantidade de recursos, que não há como se dizer que há abusos. No Brasil temos excessos de prisões de pessoas por crimes menores, como furtos, mulas de tráfico. Agora, não vi problema carcerário por excessos de prisões de colarinho branco. Temos é que aumentar o número de prisões para esses casos.

Estadão: Qual a necessidade de se prender investigados, e por que a manutenção das prisões por longos períodos?

Carlos Fernando: A prisão se justifica segundos os requisitos de lei. Normalmente temos feito prisão por necessidade da instrução, pela ordem pública. E, enquanto presentes os requisitos, o juiz mantém a prisão.

As prisões demoram muito menos que as prisões cautelares em outros crimes, porque o juiz Sérgio Moro (dos processos da Lava Jato, em Curitiba) é extremamente eficiente.

Estadão: Uma crítica recorrente é que vocês, investigadores da Lava Jato, não respeitam os direitos individuais dos investigados…

Carlos Fernando: Não é uma crítica justa. Existem recursos e tribunais para se resolver a questão. A interpretação excessiva desses direitos individuais é que tem causado a impunidade no Brasil. Temos que fazer um balanço entre a necessidade que a sociedade tem de punir esses crimes, com o direito das pessoas. Perfeito. Mas quem decide esse balanço são os tribunais e, até o momento, eles têm mantido as decisões.

Os fatos (crimes) que temos levantados são bem graves, continuados e continuam até hoje.

Enquanto houver necessidade de prisões cautelares e buscas, nós vamos manter as operações em andamento.

Estadão: Existe uma associação da crise econômica com a Lava Jato. A operação tem responsabilidade na recessão econômica do Brasil?

Carlos Fernando: Não, é tentar culpar o remédio pelo problema da doença. Temos um problema sério no Brasil que é um sistema político disfuncional, que se utiliza da corrupção para se financiar. Não adianta os empresários virem bater nas costas dos procuradores da Lava Jato e dizer: ‘olha, foi muito bom o que fizeram até aqui, mas vamos deixar como está, para recuperarmos a economia’.

Não adianta isso.

(A crise) Vai se repetir, são ciclos econômicos bons, causados por fatores externos. E, quando esses fatores externos acabam, nos revelamos incapazes. Somos reféns, que vivem numa cela acreditando que estamos vivendo em um mundo confortável e protegido. Mas todo dia, essa elite econômica vem e tira um pouco do nosso sangue.

Estadão: Como convencer o setor econômico que a Lava Jato faz bem ao Brasil?

Carlos Fernando: A Lava Jato coloca para o País uma oportunidade.

Verificamos que somente uma investigação como essa era insuficiente para o País, e decidimos propor à população as 10 Medidas contra a Corrupção (pacote de leis de iniciativa popular entregue ao Congresso), entendendo que o problema talvez fossem de leis penais e processuais penais. No dia em que a Câmara dos Deputados retaliou a proposta, percebemos que o sistema político também precisa ser corrigido.

Precisamos parar de ter um sistema que gera criminalidade, que precisa de dinheiro escuso para sobreviver, para financiar as campanhas.

Há uma corrida entre os partidos. Eu tenho governo federal, eu tenho o ministério tal, o outro partido que não tem, precisa correr atrás dessas verbas escusas em governos estaduais, ou em governos municipais. A corrupção gera uma corrida entre os partidos para o financiamento ilegal. E financiamento ilegal, não é caixa-2. É um toma lá, da cá. Quem paga exige algo desses grupos políticos. E isso, verificamos na Lava Jato e temos que mudar.

Estadão: As 10 Medidas representaram um revés para a Lava Jato?

Carlos Fernando: Foi uma retaliação impensada (do Congresso, que alterou boa parte das propostas). Como procuradores apreendemos a ser resilientes e pacientes. Nada se consegue do dia para a noite. Outras medidas virão, outras campanhas virão, em outros momentos. Não se pode modificar o que já foi revelado, ninguém mais discute os fatos, sabemos o que aconteceu. Mais cedo ou mais tarde isso trará mudanças, pode não ser as 10 Medidas, pode ser uma reforma política, agora ou daqui a pouco.

Estadão: A mudança de governo, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, impactou na Lava Jato?

Carlos Fernando: Nós vemos na Lava Jato, e isso é uma coisa que incomoda, a manipulação ideológica que é feita das investigações, tentando justificar as investigações, que são uma obrigação nossa (Ministério Público), com ideias de que há uma perseguição política de um grupo A ou B. Isso é natural dos políticos.

A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Seja o partido A no governo federal, com coligação ou não, seja num partido B que está no governo estadual. Ela grassa em todos os governos.

Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgados – e um dia serão, seja agora ou mais tarde. E vai se perceber que o esquema sempre funciona da mesma forma. Ele é um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo e, em troca, recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual.

A Lava Jato e o combate à corrupção não têm cunho ideológico. Pode ser um combate à corrupção de um governo de esquerda ou de direita, pouco importa. Para nós é indiferente a troca do governo, porque vamos continuar a fazer nosso trabalho.

Estadão: Mas o senhor identificou mudança de discurso de grupos políticos em apoio à Lava Jato?

Carlos Fernando: Tem grupos que viam a Lava Jato apenas com interesse contra o partido que estava no poder, o Partido dos Trabalhadores, e apoiavam. Para este grupo, naturalmente, não interessa a continuidade das investigações e é natural que façam esse movimento crítico agora. São grupos que nos apoiavam, defendiam as prisões e agora fazem um discurso totalmente contra.

Não importa, será feito da mesma maneira independente de partido que estiver no poder. Vamos trabalhar e sabemos que os interesses políticos se aglutinam contra a Lava Jato, como aconteceu no final do ano passado, quando tentaram um blitz contra a operação no Congresso, tentando quase que semanalmente a aprovação, na madrugada, de alguma medida extraordinária.

Este ano parece que mudou um pouco e estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação.

Mas a Lava Jato tem força própria. Hoje tivemos operação do Supremo (Operação Leviatã), tivemos no Rio de Janeiro, recentemente. Em Curitiba, pode diminuir a importância e é natural, mas ela permitiu que outras forças-tarefas façam seu trabalho. Espero que no Brasil existam uma série de sérgios moros e marcelos bretas (juízes da Lava Jato, em Curitiba e no Rio). Espero que seja um novo padrão do judiciário brasileiro.

Estadão: Com a Lava Jato em fase crescente nos processos contra políticos, no Supremo, que tem um ritmo mais lento, pode haver um reflexo negativo na imagem da operação ?

Carlos Fernando: A percepção das pessoas fica bastante alterada, porque elas estão vendo que o sistema de foro privilegiado ineficiente e algo que sempre insurgimos contra. Se não fosse só injusto e anti republicano, é anti eficiente.

Alguns ministros se manifestaram, como o ministro (Luís Roberto) Barroso. Da maneira que está, não é possível, é uma armadilha para o Supremo. Quanto mais chegam investigações de Curitiba, de São Paulo, do Rio e agora de outros estados, eles são cada vez mais incapazes de trabalhar com esse número de processos (da Lava Jato). É preciso espalhar esses processos.

Precisamos de uma democracia mais eficiente, com certeza, mas também um Judiciário que não tenha contra ele a pecha de pouco confiável. Quando se cria o foro privilegiado, a mensagem para a população é que o juiz de primeira instância não é confiável. Se for assim, todos têm o direito de querer foro privilegiado.

Estadão: Com a carga de processos contra políticos que virá com a delação da Odebrecht, o Supremo vai conseguir julgar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Acho que vai ser uma armadilha. O mensalão, que era muito menor, já foi um sacrifício das atividades normais dos ministros do Supremo para julgá-lo. Imagine agora, que os fatos são múltiplos, porque (a corrupção) acontecia na Eletronuclear, acontecia na Eletrobrás, na Caixa Econômica Federal, na Petrobrás, nos fundos de pensão. E isso vai sendo revelado. Não é um único processo, são dezenas de processos, contra centenas de pessoas.

Materialmente é impossível o Supremo dar conta de julgar os processos todos que virão, sem mudanças. Não sei como se sai dessa armadilha, talvez a solução seja a do ministro Barroso, um entendimento mais restritivo de foro, ou uma emenda constitucional.

O que acho que vai acontecer, e espero que não aconteça, é que vai haver uma sensação de frustração. É o risco da prescrição e da impunidade.

Estadão: O senhor defende que a delação da Odebrecht tenha seu sigilo baixado?

Carlos Fernando: É complexo, é uma ponderação: um lado ganha um ponto outro lado perde um ponto. Temos de um lado a necessidade das investigações, então o sigilo é importante, porque se pode perder provas, podem (os delatados) combinar versões se souberem o que foi revelado. De outro lado, nós aqui da Lava Jato estamos cansados de termos a imputação de vazamentos. Há centenas de pessoas envolvidas em uma colaboração, e uma mão ou duas são procuradores. O restante são funcionários públicos, membros de outros poderes e mais de uma centena de advogados. Ficamos nesse ambiente de vazamentos só nos causa um prejuízo de reputação, que não merecemos.

A posição do PGR (Procuradoria-Geral da República) é a melhor, existem poucos casos que manter o sigilo seja maior. Talvez a maior parte deva vir a público.

Estadão: A força-tarefa detectou alguma mudança de narrativa em relação a Lava Jato?

Carlos Fernando: Percebe-se uma mudança de narrativa, ou pelo menos uma tentativa. Vejo a população, em geral, ainda muito positiva e apoiando. Mas se percebe em formadores de opinião, uma lenta campanha, seja por interesses de estabilidade econômica, ou seja por interesses inconfessáveis, de manutenção do sistema como ele sempre funcionou. Um sentimento de ‘o partido já saiu do poder, vamos resolver os problemas’. Isso acontece, essa tentativa de mudança de narrativa.

Sabemos que não vamos ter 100% do apoio em 100% do tempo. Mas não temos que buscar o apoio da população, e sim trabalhar, independente do que digam a nosso respeito.

Agora, quem perde, se nada mudar, não é a força-tarefa, nem o Ministério Público, é a sociedade como um todo. Se nós tivermos uma campanha de mudanças efetivas, e as 10 Medidas foi um primeiro momento disso, a população vai chegar à conclusão que esse ciclo econômico de retorno, que acontece hoje, não vai se sustentar. Porque não basta.

Estadão: Sem o povo nas ruas, a Lava Jato pode perder força?

Carlos Fernando: Essa é uma vinculação perigosa de se fazer. Nenhum movimento de rua que aconteceu foi chamado ou teve causa na Lava Jato. Inclusive eles começaram antes, o primeiro grande movimento foi em junho de 2013 (a Lava Jato foi deflagrada em março de 2014). Não temos essa pretensão de colocar as pessoas nas ruas. Mas a rua é um espaço democrático. Nós não vamos para a rua, ninguém viu nenhum procurador da Lava Jato empunhando bandeira nas ruas, não vamos fazer convocação para isso. Mas achamos que o combate à corrupção merece que as pessoas se manifestem, seja onde for, no trabalho, na sua casa e até mesmo nas ruas.

Acredito que as pessoas estão alertas ainda, sabem o que está acontecendo e sobre as movimentações.

A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos.

Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações (da delação da Odebrecht), quem sabe encaminhe o Brasil para um país melhor, mais responsável.

Nós mudamos a maneira como vemos a economia. Hoje o Brasil percebe as suas responsabilidade econômicas, apesar das bobagens que fez nos últimos anos. Entretanto, precisamos perceber que temos que parar de sustentar uma classe política corrupta.

Estadão: A Lava Jato caminha para reproduzir a Mãos Limpas, em relação ao seu final – na Itália, o combate à corrupção na década de 1990 teve seus resultados remediados por uma dura reação do sistema político e pela queda de apoio público?

Carlos Fernando: O caminho é outro, por conhecermos a experiência das Mãos Limpas, quais são as armadilhas que são colocadas no caminho de uma grande investigação. Percebemos e reagimos sempre. Toda vez que (políticos) tentaram uma modificação igual como foi a (lei) salva ladre (que concedia anistia aos presos), na Itália, fomos abertamente à imprensa e falamos: olha população, está acontecendo isso. Porque o político só entende a pressão da população.

Agora é impossível não dizer que não vai haver derrotas, como aconteceu como as 10 Medidas. Mas são apenas batalhas, temos que ver a questão a longo prazo. Temos que ser resilientes e pacientes. Lutar sempre pela mudança, mostrar os fatos, investigador tudo.

Por incrível que pareça, eu sempre aprendi que a Mãos Limpas tinha sido um investigação de sucesso. E ainda acredito que a investigação foi um sucesso. Quem perdeu foi a sociedade italiana.

A investigação revelou, processou e fez aquilo que podia e deveria fazer, na obrigação do Ministério Público. A sociedade que perdeu ao deixar passar a oportunidade.

A Lava Jato é uma oportunidade, mas nós não somos a mudança. A mudança vem da população, dela convencer uma classe política que essa maneira como ela trabalhou até hoje não pode perdurar. Se perdurar nós corremos riscos de sermos sempre vítimas de sucessivos fracassos econômicos.

É o sistema político ineficiente e a burocracia que geram a corrupção.

Estadão: As mudanças de ministro no Supremo – com a morte do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, em 19 de janeiro – e de ministro da Justiça podem influenciar ou até prejudicar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Vejo menos gravidade nos fatos acontecidos até agora. Existe muito um jogo político de apoiamentos que usa certos mecanismos de difamação em relação a uma ou outra pessoa. Claro, existem pessoas que se manifestaram contra a Lava Jato e acho extremamente bem qualificada, como o doutor (Cláudio) Mariz. Ele manifestou-se contra, e por isso entendemos que há uma divergência conosco. Mas não o desqualificamos como uma pessoa de bem e interessada no desenvolvimento nacional e numa Justiça eficiente. Mas temos divergências.

Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, temos ele como um jurista capaz, ele veio nos visitar logo no começo da gestão (na pasta da Justiça) mostrando comprometimento. E durante o período no Ministério da Justiça não vi nenhum efetivo problema de intervenção na Lava Jato. Então tenho por ele o maior respeito.

O doutor Edison Fachin (que assumiu a relatoria da Lava Jato, no STF) é uma pessoa extremamente bem conceituada. Então não temos problema.

Estadão: O governo Michel Temer tem manobrado para frear a Lava Jato?

Carlos Fernando: Nesse governo ainda não percebemos isso claramente. Mas não temos dúvida que há um interesse da classe política de lentamente desconstruir a operação, isso sabemos.

Estadão: Alguém tem hoje o poder de enterrar a Lava Jato?

Carlos Fernando: A Lava Jato já atingiu seus objetivos ao revelar os fatos à população. Talvez o grande objetivo dela tenha sido revelar os fatos. Porque sabemos das limitações do sistema judiciário e político nos impõem em termos de punição efetiva, mas temos feito o nosso melhor, para que as pessoas sejam processadas com justiça e, se condenadas, que vão para a cadeia. Nesse sentido não há quem consiga apagar o legado da Lava Jato.

Agora, efetivamente ao tentar se desconstruir a Lava Jato, ao tentarem nos convencer a deixar agora a economia voltar a crescer, isso pode acontecer, com uma perda de apoio que leve os políticos a passarem medidas como anistia.

Ontem (quinta, 16) tentaram ampliar o foro. Os políticos estão diariamente buscando esses tipos de solução. E o pior, eles têm a noite para trabalhar no Congresso, quando ninguém está atento. Então não posso dizer que isso não vai acontecer.

Perfeita a entrevista de Fausto Macedo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

É POR AÍ!… NOV 2014 – REVISTA FOCO

A VITÓRIA MAIÚSCULA DE ROBINSON FARIA

Eleito governador do Rio Grande do Norte em segundo turno, com maioria superior a 142 mil votos sobre o adversário Henrique Alves, o ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembléia Legislativa e atual vice-governador Robinson Faria, começou a resgatar uma história particular que lhe motivou a ingressar na política: seu pai, empresário Osmundo Faria, esteve quase governador do Rio Grande do Norte, em 1974, quando seu nome chegou a ser anunciado pelo senador Dinarte Mariz, como o escolhido pelo Palácio do Planalto. Uma mudança nos planos da Presidência da República, à época, colocou na cadeira de governador, o médico Tarcísio de Vasconcelos Maia. O resto da história, todo o Rio Grande do Norte conhece.

Agora, eleito com o apoio da senadora-eleita Fátima Bezerra, Robinson conseguiu a proeza de derrotar com a maior maioria de votos já registrada em toda história política do estado, um candidato que além de ser o atual presidente da Câmara dos Deputados, portanto o terceiro nome da sucessão presidencial brasileira, recebeu o apoio dos ex-governadores Geraldo Melo, José Agripino Maia, Garibaldi Alves Filho e Wilma de Faria.

Conquistou uma condição ímpar para fazer um bom governo: tem poucos compromissos com partidos e lideranças políticas, portanto terá condições de montar uma equipe de governo mais técnica e menos política.

Outro detalhe importante: vai governar com o beneplácito da Presidência da República, vez que tem o apoio da presidente Dilma, reeleita, e do ex-presidente Lula.

Mais ainda: apesar de ter uma bancada inicial de apenas 6 dos 24 deputados estaduais, apoiando o seu governo, tudo indica que não enfrentará uma oposição radical naquela casa, porque é egresso de lá, sendo a Assembleia Legislativa o seu berço político.

Acrescente-se a esse quadro favorável, Robinson Faria ter um vice-governador ativo, o que ficou comprovado em todos os momentos da campanha, pelas ações e atitudes de Fábio Dantas.

Vai começar bem, o seu mandato de governador do Rio Grande do Norte.

É por aí!…

ROBINSON E A PRESIDENTE DILMA

Levado pelas mãos do presidente nacional do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e da senadora eleita Fátima Bezerra, o governador Robinson Faria teve audiência com a presidente Dilma Rousseff, acompanhado da cúpula do PSD no Rio Grande do Norte: Com ele estavam também o prefeito de Mossoró Francisco José Júnior, o deputado federal Fábio Faria, e os estaduais José Dias, Disson Lisboa e Galeno Torquato.

URGÊNCIA PARA A SAÚDE E A SEGURANÇA

O governador Robinson Faria tem repetido exaustivamente que as ações do seu governo em relação a Segurança e a Saúde Públicas receberá tratamento de urgência e emergência, devido a gravidade da situação atual.

FÁBIO DANTAS COORDENA A TRANSIÇÃO

Com a coordenação do vice-governador Fábio Dantas, a Comissão de Transição nomeada pelo governador Robinson Faria, é composta também por Julianne Faria, Fernando Mineiro, Adriano Gadelha, Tatiana Mendes Cunha, Mário Sérgio de Oliveira Gurgel, Leonardo Yure de Carvalho Silva, Kalina Leite Gonçalves, Frederico Lara Menezes, José Aldemir Freire, Maria de Salete Dantas Gurgel e Luis Henrique Souza e Silva.

CARLOS AUGUSTO COORDENA NO GOVERNO

O secretário chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Carlos Augusto Rosado está incumbido pela governadora Rosalba Ciarlini, para coordenar, pelo governo, o trabalho da transição. Rosalba afirmou que todos os secretários estão dentro na transição, orientados para oferecerem todas as informações solicitadas pelo pessoal de Robinson.

MINEIRO DE OLHO NA ELEIÇÃO DE PREFEITO

Estudioso dos problemas de Natal e conhecedor das soluções do poder público para a cidade, o deputado Fernando Mineiro, do PT, tem o seu nome constantemente lembrado para a disputa municipal de 2016, como candidato a prefeito. E já tem quem lembre o professor Joanilson de Paula Rego, do PSDC, como um bom nome para compor a chapa como candidato a vice-prefeito.

FRASES

O dia foi corrido, mas ainda em tempo de agradecer pelos nossos 877.268 votos e por todo apoio ao nosso 55!” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“A nossa vitória representa a vitória da liberdade, da coragem e da resistência. Representa a vitória do povo potiguar! Obrigado a todos!” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

Agradecer muito. Tantos gestos, abraços, mãos q apertei. De cabeça erguida e por amor ao RN. Na política não se ganha sempre. Lutar, sim, sempre!!” Do candidato Henrique Alves, no seu Twitter.

“A melhor forma de retribuir nossas vitórias é trabalhar muito em prol do desenvolvimento do RN.” Da senadora eleita Fátima Bezerra, no seu Twitter.

“O ‪@PTnoRN será nosso parceiro no governo.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Temos que governar para as próximas gerações e não para as próximas eleições.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Respeito e convivência com os poderes – Legislativo e Judiciário. Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Eles – os deputados - foram eleitos como eu. Vou levar bons projetos para aprovação da Assembleia.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Vamos projetar o Estado para os próximos 50 anos na área de recursos hídricos.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Eu sou contra a moratória. O Estado não pode ser caloteiro. Temos que fazer uma auditoria.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

“Ele sempre esteve ao meu lado, me apoiando, incentivando e acreditando no meu sonho! ‪@alexmedeiros59.” Do governador eleito Robinson Faria, no seu Twitter.

 

ME DISSERAM!…

… Que o governador Robinson Faria que montar um governo técnico, mas que pense politicamente. Será?…

… Que a senadora Fátima Bezerra transita serelepe pelos gabinetes de Brasília, ainda vivendo a adrenalina da vitória eleitoral. Será?…

… Que há, na porta do governador Robinson Faria, uma fila de pretendentes para os muitos cargos que o Governo do Rio Grande do Norte possui. Será?…

… Que há uma outra fila, esta imensa, em formação, cheia de pessoas que agora querem levantar as mãos (55) próximas do governador Robinson Faria . Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… SET 2014 – REVISTA FOCO

QUEM VAI GANHAR A ELEIÇÃO?

A pergunta que não quer calar tem uma variedade enorme de respostas. E todo eleitor, individualmente, quer ouvir a resposta que bata com os seus desejos e suas preferências políticas pessoais.

Desde mais de 28 anos passados, fundador e diretor de instituto de pesquisa, tenho ouvido constantemente, nos períodos eleitorais a mesma pergunta: – Quem vai ganhar a eleição? Em resposta, aprendi a pronunciar uma frase óbvia e ao mesmo tempo irônica por não atender aos ouvidos do inquiridor: – Vai ganhar a eleição, quem tiver mais votos.

Nesta campanha, o Rio Grande do Norte assiste a reedição de um modelo de estratégia política chamada de ‘acordão’, quando os principais líderes políticos do estado se unem em defesa de uma candidatura, como aconteceu em 1978, na eleição do empresário Jessé Pinto Freire, para o Senado da República. A bola da vez agora é o deputado federal Henrique Eduardo Alves, na disputa pelo governo do RN, que conta com o apoio de adversários históricos, como o senador José Agripino e a ex-governadora Wilma de Faria.

Henrique leva a vantagem inicial da plêiade de apoios que tem sertão abaixo pelos menores municípios. Nos municípios maiores, há certa rejeição do eleitor ao candidato do ‘acordão’. Portanto, somente o processamento dos votos nas urnas é que dará uma resposta ao eleitor sobre quem será o vitorioso: Henrique ou Robinson?

As pesquisas, neste momento, lamentavelmente, existem para todos os gostos. Há as que indicam que Henrique ganha no primeiro turno e também as que indicam uma disputa em segundo turno.

A luta está muito mais emocionante na disputa pela vaga de senador, entre as professoras Fátima Bezerra, deputado federal, e Wilma de Faria, atual vice-prefeita de Natal. Ninguém, em sã consciência pode fazer um prognóstico exato do resultado.

É o caso de repetir a resposta ‘cretina’ de antanho:

– Vai ganhar a eleição, quem tiver mais votos.

É por aí!…

1 FIDELIDADE EM EXTINÇÃO

Interessante. A fidelidade partidária parece estar em extinção. No plano nacional, PT e PMDB estão unidos. Aqui, apoiado pelo PSB, de Marina-Wilma de Faria; pelo PSDB, de Aécio-Rogério Marinho e pelo Democratas do senador José Agripino, Henrique Alves esconde a relação política do seu partido com a presidente Dilma Rousseff nos comícios pelo interior do Estado. E todo mundo sabe que Henrique é muito mais próximo de Dilma, do que de Marina e de Aécio.

2 FIDELIDADE EM EXTINÇÃO

Na disputa pelo Senado, Wilma tem usado depoimento de Marina pedindo votos para ela, o que é absolutamente normal, sendo ambas filiadas ao PSB. Mas, no princípio da campanha, liderados da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, faziam questão de mostrar uma relação política saudável dela com o ex-presidente Lula, do PT. Até mesmo na sua propaganda eleitoral.

‘HERDEIROS POLÍTICOS’ CHAMAM ATENÇÃO

Debatido repetidamente nas redes sociais, os herdeiros de sangue que viram herdeiros políticos no Rio Grande do Norte. E seguem os exemplos com: José Agripino-Felipe Maia; Garibaldi Alves-Walter Alves; Robinson Faria-Fábio Farias; Wilma de Faria-Márcia Maia; Ricardo Motta-Rafael Motta, além de outros, menos cotados. Dizer o quê???

TRIBUNAL ELEITORAL TRABALHA EM PAZ

Com a competência da sua equipe técnica, já testada e aprovada em outras eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do RN segue administrando na paz e na tranquilidade, o processo eleitoral. Ponto para o seu presidente, desembargador Virgílio Fernandes de Macedo Júnior e para a desembargadora Maria Zeneide Bezerra, vice-presidente, que conduzem o trabalho da corte com maestria.

HOMENAGENS PARA IBERÊ

Falecido em São Paulo, onde estava para tratamento de saúde, o ex-governador Iberê Ferreira de Souza recebeu inúmeras homenagens no seu velório, ocorrido em Santa Cruz, sua origem, e Natal, onde está sepultado.

FRASES

Diferença entre Dilma e Marina diminui em nova pesquisa.” Do jornal Tribuna do Norte, on line.

Números do Ibope: Dilma está com 36%; Marina, 30% e Aécio, 19%.” Do jornal O Jornal de Hoje, on line.

“As pessoas com quem falei aqui nas Rocas não pediram nada pra elas. Não pediram dinheiro, não pediram emprego. Nada disso.” De Henrique Alves, no Twitter.

“De casa em casa, ‪#HenriqueGovernador vai recebendo o carinho do natalense e a certeza da vitória que está por vir.” De Henrique Alves, no Twitter.

O apoio e o carinho do povo nos fortalecem a cada dia. Estamos no caminho certo. Vamos em frente!” De Robinson Faria, no Twitter.

Pesquisa Ibope confirma o crescimento da nossa campanha e a estagnação dos outros candidatos.” De Robinson Faria, no Twitter.

“Sigo contando com o apoio de vocês para juntos resgatarmos o RN. Obrigada e boa noite.” De Wilma de Faria, no Twitter.

“Meu muito obg a todas as lideranças comunitárias q compareceram. Vcs são fundamentais na nossa vitória.” De Wilma de Faria, no Twitter.

Nova pesquisa IBOPE confirma, reafirma e repete: É ‪@Fatima_Bezerra !!!” De Fátima Bezerra, no Twitter.

As pesquisas só afirmam e reafirmam o que está estampado nas redes sociais e nas ruas do nosso estado: ‪#Fátima131.” De Fátima Bezerra, no Twitter.

“Embora não seja candidata nem apoie qualquer dos candidatos, ainda há quem prefira fazer campanha fazendo oposição ao governo Rosalba.” De Laire Rosado, no Twitter.

Lideram pesquisa em SP: Tiririca, Russomano, Maluf, Baleia Rossi, Feliciano. No Rio, Clarissa Garotinho e Bolsonaro. Depois, reclamam de Brasília.” De Sérgio Léo, no Twitter.

Ninguém da classe política aposta nos números do Ibope. Nem nos que sobem nem nos que descem. Mas, todos acordem num ponto: uma grife que aliada ao poder de divulgação da Globo tem seu peso.” Do jornalista Vicente Serejo, na sua coluna Cena Urbana, n’O Jornal de Hoje.

ME DISSERAM!…

… Que Rosalba Ciarlini confia na eleição dos candidatos que tem a sua preferência e o seu voto pessoal. Será?…

… Que a venda de ansiolíticos nas farmácias cresce exponencialmente nos dias que antecedem a eleição. Será?…

… Que depois da eleição, a euforia dos vitoriosos será inversamente proporcional a agonia depressiva dos derrotados. Será?…

… Que há sim, uma grande diferença entre os ‘arrastões’ de bandidos nas praias do Rio de Janeiro, e os ‘arrastões’ dos políticos em busca de voto. Será?…

COLUNA É POR AÍ!… ABR 2014 – REVISTA FOCO

HENRIQUE CONSOLIDA CANDIDATURA

Nos últimos 30, 40 dias, o eleitor do Rio Grande do Norte assistiu a consolidação do nome do deputado federal Henrique Eduardo Alves como pré-candidato do PMDB ao Governo do RN, nas eleições deste ano. Henrique trabalhou como nunca, para consolidar essa posição dentro do seu partido e junto aos partidos aliados.

Mas ainda tem muita gente repetindo que ‘Henrique é bom de urna nas disputas proporcionais, mas é muito ruim de urna nas disputas eleitorais majoritárias’.

Essa assertiva não é de todo verdadeira. Que ele é bom de urna em disputas proporcionais, ninguém duvida, basta somar os mandatos de deputado federal que ele conquistou e chegar aos quase 50 anos que ele ocupa uma cadeira de deputado na Câmara Federal do Brasil.

Mas ele não pode ser carimbado como ‘ruim de urna nas disputas majoritárias’. Ao longo de sua carreira política, Henrique disputou um único mandato majoritário, o de Prefeito de Natal, nas eleições de 1992, quando perdeu a disputa para o novato Aldo Tinoco, que era apoiado pela atual vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria.

A derrota não foi nem acaçapante, pois somou apenas 961 votos, ou um percentual de 0,6% dos votos válidos naquela eleição aqui em Natal.

Então está caindo em erro, quem afirma que o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, seria ‘ruim de urna em disputa eleitoral majoritária’.

Na realidade, àquela derrota estigmatizou Henrique Alves, porque ninguém imaginava que ele poderia perder a eleição para o neófito Aldo Tinoco Filho. E ele perdeu. Perdeu a eleição e conquistou a imagem negativa da derrota.

Agora, este ano, é o ano da possibilidade que Henrique está ganhando de refazer uma imagem. E só cabe a ele lutar por isso. Os louros da vitória, se consagrada, serão seus.

É por aí!….

ZÉ DIRCEU ESPERNEANDO NA CADEIA

Preso numa pequena cela do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu está esbravejando contra o ex-chefe. Tem dito a interlocutores que Lula é o responsável pela condenção dos mensaleiros, por ter deixado a acusação chegar até a criminalização do PT. E defende uma política de enfrentamento, ao contrário da política conciliadora adotada por Lula. Dirceu acha que a fraqueza de Lula vai prejudicar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

ROBINSON E FÁTIMA CATANDO VOTO

Embora a campanha eleitoral não tenha começa, oficialmente, o vie-governador Robinson Faria e a deputada federal Fátima Bezerra, estão juntinhos em périplo de divulgação das suas pré-candidaturas aos cargos de governador e senador, por todos os municípios do RN. E divulgando tudo nas redes sociais da internet. Apesar de despertar a atenção da justiça eleitoral, o caso ainda não é visto como propaganda eleitoral antecipada.

HENRIQUE E WILMA

Está difícil para os principais articuladores do PMDB, conseguir uma declaração pública da vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria, anunciando que será candidata a senadora numa composição com o deputado Henrique Eduardo Alves que disputará o governo do RN.

CONVENÇÕES ATÉ JUNHO

Os partidos políticos ainda tem pouco mais de 60 dias para decidir sobre os nomes dos seus candidatos nas eleições deste ano. No dia 30 de junho será encerrado o prazo para a realização das convenções partidárias de homologação de candidaturas.

AGNELO ALVES E JOÃO MAIA

Falta pouco, muito pouco, para um entendimento eleitoral entre o PR de João Maia e o PDT liderado de Agnelo Alves. A questão envolve um entendimento para a divisão de colégios eleitorais, visando a eleição de deputados federais. O caso é sério.

FRASES

Participei (…) do encontro do PR em Natal. Lideranças políticas de vários partidos prestigiaram o evento.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no seu Twitter.

Juntar esses partidos em nome do RN, dizendo: nós temos diferenças e nós vamos superar pq nós temos uma causa maior, q é fazer o RN crescer.” Do deputado João Maia, no seu Twitter.

Somando as nossas experiências que nós vamos construir um novo RN.” Da vice-prefeita de Natal no ‘Encontro do PR’.

Wilma de Faria poderá ser candidata a governadora do RN” Chamada do blogue de Thalita Moema no Twitter.

“Começou o fogo amigo. Já devidamente desmascarado.”Do jornalista Ricardo Rosado, no Twitter.

A eleição suplementar de Mossoró expôs o racha do grupo da governadora Rosalba Ciarlini com a ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado.” Do jornal Tribuna do Norte.

Brasiiiiiiiiiiil!!!!RT @elianalima Dilma anuncia liberação de 1,5 bilhão para prefeituras.” Do empresário Ruy Pereira Gaspar, no seu Twitter.

Manifestação de protesto agora aqui, passando na esquina da Miguel Castro com a Salgado Filho. Policiais clamando por segurança. A coisa tá feia.” Da escritora Clotilde Santa Cruz Tavares, no Twitter.

“Interceptação telefônica é medida cautelar, dependente de ordem do juiz competente da ação principal. Admite-se a prorrogação sucessiva de necessidadede prosseguimento das investigações.”Do procurador de justiça Paulo Leão, no seu Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que não tem obra ou serviço público que consiga levantar a popularidade da governadora Rosalba Ciarlini. Será?…

… Que o maior problema da governadora Rosalba Ciarlini não está na comunicação, mas sim nas ações e atitudes políticas da governante. Será?…

… Que o cavalo está selado e em galope leve, mas se o deputado Henrique Alves não segurar nas rédeas com força, poderá ficar a ver navios. Será?…

… Que Agnelo já está trabalhando para garantir a eleição de Sávio Háckradt, deputado federal pelo PDT, só com os votos de Parnamirim. Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… ABR 2014 – REVISTA FOCO

HENRIQUE CONSOLIDA CANDIDATURA

Nos últimos 30, 40 dias, o eleitor do Rio Grande do Norte assistiu a consolidação do nome do deputado federal Henrique Eduardo Alves como pré-candidato do PMDB ao Governo do RN, nas eleições deste ano. Henrique trabalhou como nunca, para consolidar essa posição dentro do seu partido e junto aos partidos aliados.

Mas ainda tem muita gente repetindo que ‘Henrique é bom de urna nas disputas proporcionais, mas é muito ruim de urna nas disputas eleitorais majoritárias’.

Essa assertiva não é de todo verdadeira. Que ele é bom de urna em disputas proporcionais, ninguém duvida, basta somar os mandatos de deputado federal que ele conquistou e chegar aos quase 50 anos que ele ocupa uma cadeira de deputado na Câmara Federal do Brasil.

Mas ele não pode ser carimbado como ‘ruim de urna nas disputas majoritárias’. Ao longo de sua carreira política, Henrique disputou um único mandato majoritário, o de Prefeito de Natal, nas eleições de 1992, quando perdeu a disputa para o novato Aldo Tinoco, que era apoiado pela atual vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria.

A derrota não foi nem acaçapante, pois somou apenas 961 votos, ou um percentual de 0,6% dos votos válidos naquela eleição aqui em Natal.

Então está caindo em erro, quem afirma que o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, seria ‘ruim de urna em disputa eleitoral majoritária’.

Na realidade, àquela derrota estigmatizou Henrique Alves, porque ninguém imaginava que ele poderia perder a eleição para o neófito Aldo Tinoco Filho. E ele perdeu. Perdeu a eleição e conquistou a imagem negativa da derrota.

Agora, este ano, é o ano da possibilidade que Henrique está ganhando de refazer uma imagem. E só cabe a ele lutar por isso. Os louros da vitória, se consagrada, serão seus.

É por aí!….

ZÉ DIRCEU ESPERNEANDO NA CADEIA

Preso numa pequena cela do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu está esbravejando contra o ex-chefe. Tem dito a interlocutores que Lula é o responsável pela condenção dos mensaleiros, por ter deixado a acusação chegar até a criminalização do PT. E defende uma política de enfrentamento, ao contrário da política conciliadora adotada por Lula. Dirceu acha que a fraqueza de Lula vai prejudicar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

ROBINSON E FÁTIMA CATANDO VOTO

Embora a campanha eleitoral não tenha começa, oficialmente, o vie-governador Robinson Faria e a deputada federal Fátima Bezerra, estão juntinhos em périplo de divulgação das suas pré-candidaturas aos cargos de governador e senador, por todos os municípios do RN. E divulgando tudo nas redes sociais da internet. Apesar de despertar a atenção da justiça eleitoral, o caso ainda não é visto como propaganda eleitoral antecipada.

HENRIQUE E WILMA

Está difícil para os principais articuladores do PMDB, conseguir uma declaração pública da vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria, anunciando que será candidata a senadora numa composição com o deputado Henrique Eduardo Alves que disputará o governo do RN.

CONVENÇÕES ATÉ JUNHO

Os partidos políticos ainda tem pouco mais de 60 dias para decidir sobre os nomes dos seus candidatos nas eleições deste ano. No dia 30 de junho será encerrado o prazo para a realização das convenções partidárias de homologação de candidaturas.

AGNELO ALVES E JOÃO MAIA

Falta pouco, muito pouco, para um entendimento eleitoral entre o PR de João Maia e o PDT liderado de Agnelo Alves. A questão envolve um entendimento para a divisão de colégios eleitorais, visando a eleição de deputados federais. O caso é sério.

FRASES

Participei (…) do encontro do PR em Natal. Lideranças políticas de vários partidos prestigiaram o evento.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no seu Twitter.

Juntar esses partidos em nome do RN, dizendo: nós temos diferenças e nós vamos superar pq nós temos uma causa maior, q é fazer o RN crescer.” Do deputado João Maia, no seu Twitter.

Somando as nossas experiências que nós vamos construir um novo RN.” Da vice-prefeita de Natal no ‘Encontro do PR’.

Wilma de Faria poderá ser candidata a governadora do RN” Chamada do blogue de Thalita Moema no Twitter.

“Começou o fogo amigo. Já devidamente desmascarado.”Do jornalista Ricardo Rosado, no Twitter.

A eleição suplementar de Mossoró expôs o racha do grupo da governadora Rosalba Ciarlini com a ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado.” Do jornal Tribuna do Norte.

Brasiiiiiiiiiiil!!!!RT @elianalima Dilma anuncia liberação de 1,5 bilhão para prefeituras.” Do empresário Ruy Pereira Gaspar, no seu Twitter.

Manifestação de protesto agora aqui, passando na esquina da Miguel Castro com a Salgado Filho. Policiais clamando por segurança. A coisa tá feia.” Da escritora Clotilde Santa Cruz Tavares, no Twitter.

“Interceptação telefônica é medida cautelar, dependente de ordem do juiz competente da ação principal. Admite-se a prorrogação sucessiva de necessidadede prosseguimento das investigações.”Do procurador de justiça Paulo Leão, no seu Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que não tem obra ou serviço público que consiga levantar a popularidade da governadora Rosalba Ciarlini. Será?…

… Que o maior problema da governadora Rosalba Ciarlini não está na comunicação, mas sim nas ações e atitudes políticas da governante. Será?…

… Que o cavalo está selado e em galope leve, mas se o deputado Henrique Alves não segurar nas rédeas com força, poderá ficar a ver navios. Será?…

… Que Agnelo já está trabalhando para garantir a eleição de Sávio Háckradt, deputado federal pelo PDT, só com os votos de Parnamirim. Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… MAR 2014 – REVISTA FOCO

HENRIQUE, ROBINSON, ROSALBA… E WILMA?

O mês de março vai findar e os líderes políticos do Rio Grande do Norte continuam sem uma definição clara das candidaturas que deverão disputar as eleições deste ano, muito embora seja possível identificar, com certeza, alguns nomes que se colocam no tabuleiro do jogo eleitoral para a disputa dos cargos majoritários de governador e senador.

Entre estes nomes está o do atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que deseja ser candidato ao cargo de governador, embora aguarde uma definição da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, com quem pretende compor uma chapa, com ela disputando o cargo de senador.

Outro nome é o do vice-governador Robinson Faria, que está decidido a disputar o cargo de governador, principalmente se conseguir fechar uma dobradinha com a deputada Fátima Bezerra disputando o cargo de senador.

A governadora Rosalba Ciarlini, desconfiada do emaranhado das possibilidades de chincarem sua candidatura à reeleição, já se amparou em pareceres jurídicos que defendem o seu direito de pleitear nova eleição para o mesmo cargo.

Ex-governadora, Wilma de Faria se sente tentada a disputar novamente a eleição de governador, especialmente se contar com o apoio do governador de Pernambuco, Eduardo Campos que vai disputar a presidência da República. O plano B de Wilma é disputar um mandato de senador, e, nesse caso, escolhendo com quem vai se compor no Rio Grande do Norte.

Fátima Bezerra já está com o seu time em campo e, na companhia do vice-governador Robinson Faria, já anda fazendo proselitismo político nos municípios, como se ambos já estivessem com os nomes homologados pelos respectivos partidos, em coligação eleitoral.

Nesse jogo de interesses, Fernando Bezerra ainda não conseguiu a unanimidade desejada certamente poderá ficar de fora da disputa eleitoral de 5 de outubro.

É por aí!….

HENRIQUE E FÁTIMA CADA DIA MAIS DISTANTES

O desenrolar dos acontecimentos políticos em Brasília, onde PT e PMDB parecem se digladiar nos conflitos de poder que opõem o líder Eduardo Cunha (PMDB) à presidente Dilma Rousseff, afeta cada dia mais fortemente as dificuldades de aproximação dos deputados Henrique Eduardo Alves e Fátima Bezerra, aqui no Rio Grande do Norte. Hoje, tudo indica, os dois estarão em campos opostos nas eleições deste ano.

PDT FECHADO COM SÁVIO FEDERAL

O principal compromisso, o mais forte de todos, que o PDT deseja assumir com os prováveis aliados políticos na disputa eleitoral deste ano, é a eleição do jornalista Sávio Háckradt, atual Chefe do Gabinete Civil da Prefeitura de Natal, para deputado federal.

PRAZOS DO CALENDÁRIO ELEITORAL

Agentes públicos, políticos e candidatos, além de advogados destes, estão de olho no calendário eleitoral e nas ações e atitudes de correligionários e adversários.

FELIPE MAIA COTADO PARA A REELEIÇÃO

Deputado federal dos Democratas, Felipe Maia, apesar do desgaste do partido, consta em todas as listas como um dos mais certos deputados para conquistar a reeleição. Tudo consequência do excelente trabalho parlamentar que tem realizado.

SILVEIRA JÚNIOR E CRISPINIANO NETO X …

Articulações com o aval do vice-governador Robinson Faria e da deputada Fátima Bezerra, devem juntar PSD e PT na eleição suplementar de Mossoró, marcada para o dia 4 de maio. A provável chapa terá o prefeito Silveira Júnior, candidato a reeleição, tendo como companheiro o poeta Crispiniano Neto.

… LARISSA ROSADO E ALEX MOACIR

PSB e PMDB caminham para um acordo em Mossoró, compondo uma chapa para disputar a eleição suplementar com a deputada Larissa Rosado (PSD) na condição de candidata a prefeito e o vereador Alex Moacir (PMDB), na condição de vice-prefeito.

FRASES

O PMDB só me dá alegrias.” Da presidente Dilma Rousseff.

Projeto de José Agripino é destaque na Revista Isto É Dinheiro.” Manchete de O Jornal de Hoje.

MP oferece denúncia contra Gilson e Micarla por desvio e lavagem de dinheiro.” Manchete de O Jornal de Hoje.

O PR tem aliança com o PMDB e eu particularmente mantenho um bom relacionamento com o deputado Henrique Eduardo...” Do deputado João Maia, no Jornal de Hoje.

“A chapa com Henrique para o Governo, com o deputado João Maia (PR) na vice e a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB) para o Senado, será anunciada na sexta-feira, 28 de março.” Da jornalista Thaísa Galvão, no seu blogue.

“’Sou virgem de emendas‘, brincadeira do deputado estadual Agnelo Alves (PDT), diante da sua situação no Governo Rosa(do). Nunca teve uma emenda sua paga desde quando Rosalba assumiu.” Da jornalista Eliana Lima, na sua coluna do jornal Tribuna do Norte.

Mesmo sem querer falar em intervenção, o Ministério da Justiça não se tranquilizou depois da visita que fez ao Rio Grande do Norte na última segunda-feira. Pelo contrário.” Da jornalista Laurita Arruda, no seu blogue Território Livre.

“Foi mais que implante. Tive de recompor toda a base dos dentes, por causa da barbeiragem de um dentista. Ia jantar e caía.” Do senador José Agripino, na Tribuna do Norte.

Na reunião com Aldo Rebelo,ele festejou o fato de o RN ter registrado maior índice de apoio à realização da Copa: 69% de avaliação positiva.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que a segurança pública do Rio Grande do Norte está sob intervenção direta e pessoal do ministro da Justiça, Eduardo Cardoso. Será?…

… Que Robinson Faria e Fátima Bezerra apostam no imponderável para justificar a possibilidade de eleição de ambos – governador e senador. Será?…

… Que os deputados João Maia e Henrique Eduardo Alves agem como se fossem amigos da vida toda. Será?…

… Que o ditado ‘Quem te viu, quem te vê’, nunca esteja tão presente na política do Rio Grande do Norte. Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… REVISTA FOCO JULHO 2013

O POVO NAS RUAS QUER MUDANÇAS

Quem diria que o povo brasileiro iria pras ruas protestar livremente? Caracterizado como ordeiro, pacato e da paz, o povo antigamente precisava do chamamento de um partido político, de uma central sindical, de um sindicato ou de uma associação para ir às ruas protestar. Agora tudo muda.

O povo, livre, foi às ruas, sem partidos políticos, sem centrais sindicais, sem sindicatos, sem associações, sem clubes. É assim que está acontecendo: o povo está indo livre às ruas do Brasil protestar contra tudo o que está errado.

O que se deseja é um sistema de transporte coletivo público, eficiente e barato, primeiro pavio a se acender no mar das insatisfações coletivas.

Depois, a luta das ruas ganhou novos argumentos de luta: O povo quer mais saúde pública; deseja mais educação pública; reivindica mais segurança pública e luta ardorosamente por um combate mais eficiente à corrupção, prática descabida e imoral que corrói as instituições da Nação Brasileira.

As autoridades públicas, começando pela presidente Dilma Rousseff e pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ficaram assustadas e trataram de anunciar providências, que vão desde o anúncio da importação de médicos até a aprovação de leis para acalmar as ruas.

Até agora, as medidas anunciadas não surtiram o efeito desejado. Muito antes pelo contrário: atiçaram mais a fome de justiça do povo.

Também há quem veja em alguns setores dos protestos contra Dilma, o dedo do ex-presidente Lula e dos condenados no processo do Mensalão, José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha.

Não devemos acreditar, até porque o destino dos condenados é a cadeia, enquanto o ex-presidente Lula dedica todo o seu tempo a cuidar da própria saúde.

É por aí!….

O MARKETING DE ROSALBA É…

Muito se tem especulado sobre os objetivos do marketing da governadora Rosalba Ciarlini. Sem obras e realizações de governo para mostrar ao povo (excessão para a Arena das Dunas), a maior preocupação dos principais assessores da governadora é criar situações negativas e de embaraço público para o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.

… BATER NO PREFEITO CARLOS EDUARDO

Entendem esses mesmos ‘pensadores políticos’ que a principal derrota da governadora será o sucesso do prefeito Carlos Eduardo. Portanto (estariam eles a defender), seria preciso denunciar e escandalizar qualquer ato administrativo do prefeito Carlos Eduardo, ou dos secretários municpais, como forma de ocupar espaços na mídia, e ao mesmo tempo, esconder a governadora Rosalba e os seus fracassos da opinião pública.

HENRIQUE E GARIBALDI ESTÃO DE OLHO

Assessores do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves, e do ministro da Previdência Social, o senador licenciado Garibaldi Alves Filho, estariam acompanhando atentamente essa ação do marketing de Rosalba (de bater em Carlos Eduardo), e repassam relatórios para o primo e o tio do prefeito.

CARLOS EDUARDO NA PAZ COM O POVO

Aplaudido pela maioria dos empresários da Federação do Comércio e da Câmara de Dirigentes Lojistas, o prefeito Carlos Eduardo agradeceu o convite para apresentar um relatório de prestação de contas dos seus primeiros 200 dias como prefeito de Natal, que agradou e convenceu os presentes.

SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA

Preocupa a governadora Rosalba Ciarlini, o despreparo do seu governo, que não consegue equacionar os problemas da saúde, da educação e da segurança públicas. Profissionais da saúde e da segurança estão em ‘pé de guerra’ com o Governo Rosalba.

BIOMETRIA NA HORA DO VOTO

Prossegue o Projeto de Revisão Eleitoral com Coleta Biométrica, realizado pelo TRE-RN, para os mais de 520 mil eleitores de Natal.

FRASES

É uma vitória do Estado.” Da governadora Rosalba Ciarlini, sobre o empréstimo que viabiliza o RN Sustentável, no portalnoar.com.br.

É a salvação do Governo Rosalba.” Do senador José Agripino, sobre o RN Sustentável, no portalnoar.com.br.

O RN Sustentável (…) duvido que o Governo consiga executá-lo, que tenha condição de colocá-lo em prática.” Do deputado José Dias, no portalnoar.com.br.

Rosalba Ciarlini vai ter mais um abacaxi para descascar com os policiais civis. Nada de concurso ou aumento salarial para categoria.” Da jornalista Laurita Arruda, no seu blog Território Livre.

De estilingue à vidraça, preferi o silêncio.” Da advogada Laurita Arruda Câmara, sobre a viagem ao Rio no avião da FAB, no seu blog Território Livre.

“Eu nunca faço nada se eu achar que está errado. Os meus princípios são maiores do que qualquer legalidade, que qualquer lei.” Do publicitário Arturo Arruda Câmara, ao jornalista Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes.

“Eu sei lidar com jornalista e sei que jornalista adora botar palavra na boca de entrevistado.” Do publicitário Arturo Arruda Câmara, ao jornalista Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes.

Da mesma forma que até dois meses era pecado falar mal do governo Dilma, agora existe repressão p falar do estado de saúde de Lula!” Do jornalista e advogado Gustavo Negreiros, no seu Twitter.

“Dilma foi pro culto orar. Será que ela vai findar pastora igual a Micarla?” Do empresário Gustavo Rocha, no seu Twitter.

Eu passo 1/3 do meu tempo procurando trabalho, 1/3 trabalhando, e 1/3 tentando receber o pagamento combinado.” Do escritor, compositor e poeta Bráulio Tavares, no seu Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que a estratégia o marketing de Rosalba Ciarlini, de bater em Carlos Eduardo, não agrada a Agnelo, nem a Henrique e muito menos a Garibaldi, todos com sobrenome Alves. Será?…

… Que ninguém conseguiu encaixar respeito a ética e a moral nas explicações sobre o uso do avião da FAB pelo deputado Henrique Alves. Será?…

… Que a presidente Dilma está se aproxima mais de líderes religiosos, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, se distancia de líderes políticos. Será?…

… Que as pessoas que procuram ler notícias sobre governos, acabam lendo notícias sobre corrupção. Será?…

REVISTA FOCO – JULHO DE 2013 – BREVE NAS BANCAS E NA CASA DOS ASSINANTES.

 

COLUNA É POR AÍ!… REVISTA FOCO JULHO 2013

O POVO NAS RUAS QUER MUDANÇAS

Quem diria que o povo brasileiro iria pras ruas protestar livremente? Caracterizado como ordeiro, pacato e da paz, o povo antigamente precisava do chamamento de um partido político, de uma central sindical, de um sindicato ou de uma associação para ir às ruas protestar. Agora tudo muda.

O povo, livre, foi às ruas, sem partidos políticos, sem centrais sindicais, sem sindicatos, sem associações, sem clubes. É assim que está acontecendo: o povo está indo livre às ruas do Brasil protestar contra tudo o que está errado.

O que se deseja é um sistema de transporte coletivo público, eficiente e barato, primeiro pavio a se acender no mar das insatisfações coletivas.

Depois, a luta das ruas ganhou novos argumentos de luta: O povo quer mais saúde pública; deseja mais educação pública; reivindica mais segurança pública e luta ardorosamente por um combate mais eficiente à corrupção, prática descabida e imoral que corrói as instituições da Nação Brasileira.

As autoridades públicas, começando pela presidente Dilma Rousseff e pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ficaram assustadas e trataram de anunciar providências, que vão desde o anúncio da importação de médicos até a aprovação de leis para acalmar as ruas.

Até agora, as medidas anunciadas não surtiram o efeito desejado. Muito antes pelo contrário: atiçaram mais a fome de justiça do povo.

Também há quem veja em alguns setores dos protestos contra Dilma, o dedo do ex-presidente Lula e dos condenados no processo do Mensalão, José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha.

Não devemos acreditar, até porque o destino dos condenados é a cadeia, enquanto o ex-presidente Lula dedica todo o seu tempo a cuidar da própria saúde.

É por aí!….

O MARKETING DE ROSALBA É…

Muito se tem especulado sobre os objetivos do marketing da governadora Rosalba Ciarlini. Sem obras e realizações de governo para mostrar ao povo (excessão para a Arena das Dunas), a maior preocupação dos principais assessores da governadora é criar situações negativas e de embaraço público para o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.

… BATER NO PREFEITO CARLOS EDUARDO

Entendem esses mesmos ‘pensadores políticos’ que a principal derrota da governadora será o sucesso do prefeito Carlos Eduardo. Portanto (estariam eles a defender), seria preciso denunciar e escandalizar qualquer ato administrativo do prefeito Carlos Eduardo, ou dos secretários municpais, como forma de ocupar espaços na mídia, e ao mesmo tempo, esconder a governadora Rosalba e os seus fracassos da opinião pública.

HENRIQUE E GARIBALDI ESTÃO DE OLHO

Assessores do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves, e do ministro da Previdência Social, o senador licenciado Garibaldi Alves Filho, estariam acompanhando atentamente essa ação do marketing de Rosalba (de bater em Carlos Eduardo), e repassam relatórios para o primo e o tio do prefeito.

CARLOS EDUARDO NA PAZ COM O POVO

Aplaudido pela maioria dos empresários da Federação do Comércio e da Câmara de Dirigentes Lojistas, o prefeito Carlos Eduardo agradeceu o convite para apresentar um relatório de prestação de contas dos seus primeiros 200 dias como prefeito de Natal, que agradou e convenceu os presentes.

SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA

Preocupa a governadora Rosalba Ciarlini, o despreparo do seu governo, que não consegue equacionar os problemas da saúde, da educação e da segurança públicas. Profissionais da saúde e da segurança estão em ‘pé de guerra’ com o Governo Rosalba.

BIOMETRIA NA HORA DO VOTO

Prossegue o Projeto de Revisão Eleitoral com Coleta Biométrica, realizado pelo TRE-RN, para os mais de 520 mil eleitores de Natal.

FRASES

É uma vitória do Estado.” Da governadora Rosalba Ciarlini, sobre o empréstimo que viabiliza o RN Sustentável, no portalnoar.com.br.

É a salvação do Governo Rosalba.” Do senador José Agripino, sobre o RN Sustentável, no portalnoar.com.br.

O RN Sustentável (…) duvido que o Governo consiga executá-lo, que tenha condição de colocá-lo em prática.” Do deputado José Dias, no portalnoar.com.br.

Rosalba Ciarlini vai ter mais um abacaxi para descascar com os policiais civis. Nada de concurso ou aumento salarial para categoria.” Da jornalista Laurita Arruda, no seu blog Território Livre.

De estilingue à vidraça, preferi o silêncio.” Da advogada Laurita Arruda Câmara, sobre a viagem ao Rio no avião da FAB, no seu blog Território Livre.

“Eu nunca faço nada se eu achar que está errado. Os meus princípios são maiores do que qualquer legalidade, que qualquer lei.” Do publicitário Arturo Arruda Câmara, ao jornalista Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes.

“Eu sei lidar com jornalista e sei que jornalista adora botar palavra na boca de entrevistado.” Do publicitário Arturo Arruda Câmara, ao jornalista Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes.

Da mesma forma que até dois meses era pecado falar mal do governo Dilma, agora existe repressão p falar do estado de saúde de Lula!” Do jornalista e advogado Gustavo Negreiros, no seu Twitter.

“Dilma foi pro culto orar. Será que ela vai findar pastora igual a Micarla?” Do empresário Gustavo Rocha, no seu Twitter.

Eu passo 1/3 do meu tempo procurando trabalho, 1/3 trabalhando, e 1/3 tentando receber o pagamento combinado.” Do escritor, compositor e poeta Bráulio Tavares, no seu Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que a estratégia o marketing de Rosalba Ciarlini, de bater em Carlos Eduardo, não agrada a Agnelo, nem a Henrique e muito menos a Garibaldi, todos com sobrenome Alves. Será?…

… Que ninguém conseguiu encaixar respeito a ética e a moral nas explicações sobre o uso do avião da FAB pelo deputado Henrique Alves. Será?…

… Que a presidente Dilma está se aproxima mais de líderes religiosos, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, se distancia de líderes políticos. Será?…

… Que as pessoas que procuram ler notícias sobre governos, acabam lendo notícias sobre corrupção. Será?…

REVISTA FOCO – JULHO DE 2013 – BREVE NAS BANCAS E NA CASA DOS ASSINANTES.

 

PESQUISA ÍNDICE REVELA APROVAÇÃO DE CARLOS EDUARDO E DILMA ROUSSEFF E MOSTRA ROSALBA CIARLINI SEM APROVAÇÃO

Desde o ano de 2001, com um pequeno intervalo de dois anos, o Instituto Índice Pesquisa realiza a pesquisa Top of Mind para a Revista Foco.

Na pesquisa deste ano, cujo resultado será publicado na edição que já se encontra em gráfica, foram incluídas, por solicitação da Revista FOCO, avaliações (através dos conceitos Ótimo, Bom, Regular Positivo, Regular Negativo, Ruim e Péssimo), do Governo da Presidente Dilma Rousseff, do Governo Rosalba Ciarlini e da Administração Carlos Eduardo, aqui em Natal.

Foram ouvidas 1.070 entrevistados e o perfil da amostra é o seguinte: Sexo – masculino 59,3% e feminino 40,7%. Idade – 10/14 anos 2,3%; 15/24 anos 23,4%; 25/34 anos 28,5%; 35/44 anos 20,8%; 45/59 anos 16,8% e 60 anos e mais 8,1%. Grau de Instrução – Analfabeto / Fundamental até a 3a Série 8,3%; 4a Série Fundamental 12,9%; Fundamental Completo 21,3%; Médio Completo 45,8% e Superior Completo 11,7%. Classificação Econômica Brasil – Classe A1 0,7%; Classe A2 1,3%; Classe B1 5,1%; Classe B2 11,7%; Classe C1 41,0%; Classe C2 12,1%; Classe D 26,2% e Classe E 1,8%.

O resultado apurado está no texto abaixo:

Na pesquisa Top of Mind deste ano, o Instituto Índice Pesquisa, também pediu aos entrevistados uma avaliação dos governos da presidente Dilma Rousseff, da governadora Rosalba Ciarlini e do prefeito Carlos Eduardo.

Conheça os números da Aprovação da Administração Carlos Eduardo e do Governo Dilma Rousseff e também da Falta de Aprovação do Governo Rosalba Ciarlini:

APROVAÇÃO DE CARLOS EDUARDO

Considerando o sistema mais rigoroso de interpretação da avaliação de governos pela opinião pública, pode-se afirmar que a Administração de Carlos Eduardo Alves conquista aprovação de 75,1% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 12,4% da avaliação positiva, que é de 87,5%).

APROVAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF

Pelo mesmo sistema, também pode-se afirmar que o Governo Dilma Rousseff tem aprovação de 70,9% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 14,5% da avaliação positiva, que é de 85,4%).

ROSALBA CIARLINI SEM APROVAÇÃO

Utilizando-se também o mesmo sistema, chega-se a conclusão que o Governo Rosalba Ciarlini não recebe aprovação da opinião pública, e fica com – 40,2% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 70,1% da avaliação positiva, que é de 29,9%).

AVALIAÇÃO POSITIVA

Carlos Eduardo conquista 87,5%; Dilma Rousseff fica com 85,$% e Rosalba Ciarlini com apenas 29,9%.

A Administração do Prefeito Carlos Eduardo é campeã da avaliação positiva dos governos ao conquistar 87,5% (soma de Ótima 16,4% + Boa 45,7% + Regular Positiva 25,4%), com pouco mais de 100 dias.

O Governo Dilma Rousseff ocupa a segunda posição, conquistando 85,4% de avaliação positiva (soma de Ótimo 13,6% + Bom 45,0% + Regular Positivo 26,8%), para o seu governo que já está quase na metade do terceiro ano.

O Governo Rosalba Ciarlini, que também já está quase na metade do terceiro ano do seu mandato, ocupa a terceira e última posição neste curto ranking, conquistando apenas 29,9% de avaliação positiva (soma de Ótimo 1,9% + Bom 13,1% + Regular Positivo 14,9%), para o seu governo.

AVALIAÇÃO NEGATIVA

O Governo Rosalba Ciarlini tem a pior avaliação com 70,1%, onde o Governo Dilma Rousseff tem apenas 14,% e a Administração Carlos Eduardo aparece com apenas 12,4%.

O Governo Rosalba Ciarlini é o pior avaliado, ao receber 70,1% de avaliação negativa (soma de Regular Negativo 17,9% + Ruim 20,7% + Péssimo 31,5%).

O Governo Dilma Rousseff ocupa a segunda posição na avaliação negativa, recebendo 14,5% (soma de Regular Negativo 6,5% + Ruim 4,2% + Péssimo 3,8%).

A Administração de Carlos Eduardo ficou com a avaliação negativa menos prejudicial a imagem pública, com apenas 12,4% (soma de Regular Negativa 4,7% + Ruim 5,0% + Péssima 2,7%).

A LEITURA DOS NÚMEROS

Evidente que trata-se de uma pesquisa quantitativa, quando os seus resultados são apresentados em quantidades de avaliação, positivas e negativas. A pesquisa não teve como objetivo identificar os motivos da avaliação, mas apenas avaliar.

Os dados apurados revelam o que todo mundo já comenta, não somente nos cafés, bares, restaurantes e esquinas das cidades, como também reflete o que se publica e comenta nas redes sociais.

Difícil imaginar que a presidente Dilma Rousseff ou o prefeito Carlos Eduardo Alves possam apresentar insatisfação com os resultados da pesquisa. Já a governadora Rosalba Ciarlini, inquirida sobre as pesquisas pelo jornalista Alex Viana, no Jornal da Cidade, da Rádio Cidade, limitou a afirmar: “Espero avaliação do final do mandato”.

A Revista FOCO tem lançamento previsto para os próximos dias, quando também será encaminhada para os assinantes e vendidas em bancas de revistas.

É por aí!…