O PODER ENCANTA, INEBRIA, EXTASIA, ENTUSIASMA E ENGANA OS PODEROSOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O jornal O Estado de São Paulo – Estadão, publicou hoje um editorial analisando a pesquisa que a Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, realizou nos bairros mais pobres de São Paulo.

A análise está tão bem elaborada, explicada, que reproduzimos abaixo:

“O colapso do discurso petista – Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

03 Abril 2017 | 05h00

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese, o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultado direto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou os moradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza o mercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, ao contrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela “lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada um trabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com uma ideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.”

Como diz o título desta publicação, ‘o poder encanta, inebria, extasia, entusiasma e engana os poderosos’!

Isso é bom para a democracia!

Isso é bom para a alternância de poder!

Isso é bom para você!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

O PODER ENCANTA, INEBRIA, EXTASIA, ENTUSIASMA E ENGANA OS PODEROSOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O jornal O Estado de São Paulo – Estadão, publicou hoje um editorial analisando a pesquisa que a Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, realizou nos bairros mais pobres de São Paulo.

A análise está tão bem elaborada, explicada, que reproduzimos abaixo:

“O colapso do discurso petista – Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

03 Abril 2017 | 05h00

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese, o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultado direto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou os moradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza o mercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, ao contrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela “lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada um trabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com uma ideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.”

Como diz o título desta publicação, ‘o poder encanta, inebria, extasia, entusiasma e engana os poderosos’!

Isso é bom para a democracia!

Isso é bom para a alternância de poder!

Isso é bom para você!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

EDISON LOBÃO QUEBRA CREDIBILIDADE DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

 Edison Lobão. * Foto – Internet – G1 – Globo.com

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, bateu o pé e conseguiu emplacar o senador Edison Lobão, investigado em processos na Operação Lava Jato, na presidência da Comissão de Constituição e Justiça.

Atende aos interesses do presidente Michel Temer e do presidente do partido, Romero Jucá, que ouvem e seguem os conselhos e orientações políticas do ex-presidente José Sarney.

Lobão é o presidente e só o Supremo Tribunal Federal – STF, à pedido da Procuradoria Geral da República – PGR, pode mudar essa situação na sequência das investigações da Lava Jato.

Ele quebra a credibilidade da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Isso não é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

MAIS 1 BALDE DE ÁGUA GELADA AJUDA A ESFRIAR SEMANA POLÍTICA EM BRASÍLIA

Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal. * Foto – Internet – Sérgio Lima – Poder360

A eleição do deputado Rodrigo Maia para a presidência da Câmara dos Deputados, em processo de reeleição duvidosa, joga mais 1 balde de água gelada para esfriar o clima político em Brasília.

Num processo cheio de denúncias, inclusive de negociações de cargos do governo federal, com o aval do presidente Michel Temer, Rodrigo Maia conseguiu a reeleição, antes improvável, e vai comandar a Câmara Baixa do país, por mais 2 anos.

A quinta-feira não está com notícias melhores.

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

3 DECISÕES FAZEM A SEMANA FICAR MAIS QUENTE EM BRASÍLIA

Supremo Tribunal Federal. * Foto – Internet – Livre

A definição, por sorteio, do sucessor do ministro Teori Zavascki, nesta quarta-feira, em Brasília; a eleição do presidente do Senado da República, também nesta quarta-feira, e a eleição do presidente da Câmara dos Deputados, amanhã, quinta-feira, são 3 decisões muito importantes para o futuro do Brasil.

No Supremo Tribunal Federal – STF, a maioria dos ministros acredita que o melhor nome, entre eles, é o do ministro Luiz Edson Facchin, por isso ele já está substituindo Teori, na segunda turma. Com Facchin assumindo a relatoria da Operação Lava Jato, não haveria problemas de continuidade nas apurações do maior roubo de dinheiro público do planeta.

Congresso Nacional. * Foto – Internet – livrespensadores.net

No Congresso Nacional, há expectativas com a eleição do presidente do Senado, onde o principal concorrente é o senador Eunício de Oliveira, do PMDB do Ceará, embora exista também a candidatura do senador José Medeiros, do PSD de Mato Grosso.

Na Câmara dos Deputados, o principal concorrente é o deputado Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, atual presidente, que depende ainda, de um julgamento do STF sobre a validade jurídica da sua candidatura. Os outros concorrentes são os deputados Jovair Arantes, do PTB de Goiás, e Rogértio Rosso, do PSD do Distrito Federal.

E fica um registro: os nomes de Eunício Oliveira e Rodrigo Maia estão com imagem extremamente negativa na opinião pública nacional, entre outras coisas porque são investigados na Operação Lava Jato.

E seria péssimo para as casas legislativas, manterem na presidência parlamentares investigados em casos de corrupção.

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

CACIQUES QUEREM EUNÍCIO. INDEPENDENTES QUEREM JOSÉ MARANHÃO, GARIBALDI ALVES OU SIMONE TEBET

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Simone tem a empatia da maioria dos senadores. * Foto – Internet – Senado.

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Garibaldi é o nome para Cristovam Buarque, Lasier Martins e Wilder Moraes. * Foto – Internet – G1 – Globo.com.


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José Maranhão foi lembrado pelo senador Álvaro Dias. * Foto – Internet – Senado.

Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) discursa em sessão especial para a entrega do Diploma José Ermírio de Moraes, concedido a empresários ou empresas que tenham contribuído para o desenvolvimento econômico e social do país

Eunício tem rejeição na maioria dos senadores. * Foto – Internet – Marcos Oliveira – Senado.

Nos bastidores do Senado, baseado em conversas particulares, embora sem segredo, está se consolidando um movimento contrário a candidatura do senador Eunício Oliveira, para a sucessão de Renan Calheiros, na presidência da casa.

Partido com a maior bancada na casa, cabe ao PMDB indicar o candidato a presidente.

O nome de José Maranhão, foi lembrado pelo senador Álvaro Dias, como alternativa à Eunício.

O senador Garibaldi Alves Filho teve seu nome lembrado pelos senadores Cristovam Buarque, Lasier Martins e Wilder Moraes, também como alternativa a Eunício.

A senadora Simone Tebet assiste o seu nome ganhar força, embora já tenha sido lembrada pelos seus colegas de senado desde o final do ano passado.

São 3 nomes – José Maranhão, Garibaldi Alves Filho e Simone Tebet, que conquistaram o respeito de muitos senadores.

O maior problema para o PMDB administrar é a rejeição ao nome de Eunício Oliveira, que tem perfil muito semelhante ao de Renan Calheiros.

Este é o problema: ambos tem uma imagem pública muito desgastada.

E os senadores querem uma alternativa que melhore a imagem do Senado, nunca que prejudique!

Cabe aos senadores, encontrar e optar pela melhor solução!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

 

SENADORES QUEREM GARIBALDI ALVES NA PRESIDÊNCIA DO SENADO FEDERAL

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* Foto – Internet: profsezimar.com

O senador Garibaldi Alves Filho, do PMDB, está sendo procurado por outros senadores, que o querem na presidência do Senado Federal. Segundo Maurício Lima, na coluna Radar On-Line, da revista Veja, ele teria sido procurado por Cristovam Buarque, Lasier Martins e Wilder Moraes.

É bom lembrar que no final do ano passado, depois que Eunício Oliveira já estava se articulando e com a sua candidatura posta, o senador Álvaro Dias, do PV, sugeriu a mesma coisa para o senador José Maranhão, do PMDB paraibano.

Tanto Garibaldi, quanto José Maranhão, são nomes do PMDB com trânsito livre e que conquistaram o respeito dos colegas.

Já Eunício, sei não, viu!?…

Corre o risco de ser pior do que Renan Calheiros na defesa dos seus interesses pessoais.

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

 

MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES FALTA COM A VERDADE (?) E CONTINUA NO GOVERNO TEMER

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* Foto – Internet: Givaldo Barbosa – Agência O Globo.

Por muito menos, no caso do apartamento de Salvador e o imbróglio com o IPHAN, o ministro Geddel Vieira Lima foi demitido.

Mas, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, não! É homem forte!

Numa entrevista esta semana, ele declarou que o governo de Roraima não havia pedido apoio para resolver o problema interno dos detentos do presídio daquele estado.

Flagrado com um documento assinado por ele mesmo, negando esse apoio, o ministro desconversou e ficou por isso mesmo.

Compete a Comissão de Ética da Presidência da República, abrir um processo, apurar se o ministro faltou mesmo com a verdade ou mentiu e, confirmando, recomendar uma punição.

O atual presidente da CEP é Mauro de Azevedo Menezes. Também compõem a comissão: Américo Lourenço Masset Lacombe, Marcello Alencar de Araújo, Suzana de Camargo Gomes, Marcelo de Oliveira Fausto Figueiredo Santos, Luiz Augusto Fraga Navarro de Britto Filho e José Leite Saraiva Filho.

Pra quem ainda não sabe, segundoo Portal Brasil, “a Comissão de Ética deverá ser integrada por sete brasileiros que preencham os requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência em administração pública, designados pelo Presidente da República, para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma única recondução”.

Diz ainda o portal de informações do governo federal: “A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração para seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço público”.

Aguardemos!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

CARTAS (SEM RESPOSTAS) AO MORDOMO 5: 2017 SERÁ MELHOR. NÃO VAI REPETIR 2016

Senhor Mordomo, feliz ano novo!

Assisti e vi a repercusão da fala do Senhor Presidente Michel Temer hoje.

Disse que 2017 será um ano melhor. Que não vai repetir 2016.

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* Foto – Internet: O Globo.

Gostei do que ele falou.

E não gostei do que ele não falou.

Pabulou-se que tem maioria folgada no Congresso Nacional, mas as reformas não andam na velocidade que o país precisa.

Os projetos tramitam devagar, como o Teto dos Gastos e a Reforma da Previdência, para ficar só nesses dois exemplos.

Só com o que está posto, redução tímida dos gastos da União e redução drástica dos benefícios da aposentadoria, o país não vai mudar substancialmente.

Não gostei, Senhor Mordomo, porque ele não falou em reforma política, redução das mordomias, redução dos impostos e até agora, não apoiou as 10 Medidas (originais) e nem falou claramente que apoia a Lava Jato.

Ficou devendo!

Como está devendo implantar essas medidas e entregar a Presidência da República para a presidência do Superior Tribunal Federal – STF, ministra Cármen Lúcia.

Mas isso seria esperar muito de um político carreirista, como a grande maioria dos políticos do Brasil, e que ainda por cima, revela traços de narcisismo na sua personalidade.

Senhor Mordomo, diga ao presidente que faça isso!

Antes que seja tarde!

Sem outros comentários, passar bem!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

MARCELO ODEBRECHT: GÊNIO DA CORRUPÇÃO É DESTRUIDOR DE POLÍTICOS FRÁGEIS

marcelo-odebrecht-veja-editora-abril* Foto – Internet: Marcelo Odebrecht – Veja – Editora Abril.

Nesta quarta-feira, o mundo tomou conhecimento do maior Acordo de Leniência da história, assinado pela Odebrecht e a Braskem, com autoridades do Brasil, Estados Unidos e da Suíça.

As empresas vão pagar, em multas no acordo, aproximadamente R$ 6,959 bi, sendo: R$ 3.131.434.851,37 da Brasken e R$ 3,828 bilhões da Odebrecht.

Voltando ao título…

MARCELO ODEBRECHT: GÊNIO DA CORRUPÇÃO É DESTRUIDOR DE POLÍTICOS FRÁGEIS:

Suas principais vítimas são os políticos despreparados, ou desonestos, que hoje estão nos postos de comando dos partidos políticos e nos principais cargos públicos do Brasil. Há especulações de que Colaboração Premiada, em curso com a justiça brasileira, vai comprometer mais de cem políticos no país.

Nascido em Salvador, na Bahia, Marcelo Bahia Odebrecht, 48 anos completados em 18 de outubro último, empresário, graduado no curso de engenharia civil, pela Universidade Federal da Bahia e pós graduado pelo International Institute for Management Development, assumiu a presidência do Grupo Odebrecht, em 2008, e a partir daí ampliou uma rede de corrupção que se espalhou por 12 países – Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, República Dominicana, Moçambique, México, Panamá, Peru e Venezuela – e o transformou no maior empreiteiro do mundo.

Parece ser o gênio dos grandes negócios, com verba pública nos países em qua atuou. Comprou políticos, bancou campanhas eleitorais, comprou leis específicas (para legalizar suas ações), criou e espalhou uma rede de corrupção, usando políticos frágeis em suas convicções partidárias, doutrinárias e nos procedimentos éticos e morais, no mínimo que se exige para uma atuação política.

Filho de Regina Odebrecht e Emílio Alves Odebrecht, substituiu o pai, no comando dos negócios, quando decidiu sair cooptando todos os políticos que estavam à venda no Brasil e em outros países.

Creio que ele pode ter aproveitado a popularidade internacional do ex-presidente Lula, fazendo-o garoto-propaganda da sua empresa, em países onde desejava realizar negócios, comprar políticos e ganhar muito dinheiro.

Lula era contratado para fazer palestras, apresentava os políticos importantes do país a ele e abria as portas para a criação de uma nova unidade de negócios.

Quando àquele país não tinha dinheiro, não era problema: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil – BNDES, emprestava.

Casado com Isabela Alvarez, pai de Mari Odebrecht, Gabi Odebrecht e Rafa Odebrecht, ele levava uma vida normal, de homem de sucesso empresarial e um ganhador.

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* Foto – Internet: Sérgio Moro – Exame – Abril.

Foi aí que começou a Operação Lava Jato, autorizada pelo Juiz Federal Sérgio Moro, do Paraná, que investigando uma lavagem de dinheiro, chegou ao esquema bilionário de corrupção internacional, que culminou, depois de muita investigação, prisões e depoimentos, na assinatura do maior Acordo de Leniência do Mundo, que a imprensa internacional hoje está divulgado e, na rede mundial de computadores, internautas estão repercutindo a notícia.

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* Foto – Internet: Deltan Dallagnol.

Líder da Força Tarefa da Operação Lava Jato, junto com dezenas de outros procuradores, auditores da receita federal, delegados e peritos da Polícia Federal do Brasil, o procurador Deltan Dallagnol, registrou nas redes sociais, uma mensagem otimista, afirmado que “é possível um Brasil diferente e a hora é agora”.

Ele se referia ao acordo de leniência em valores inimagináveis que a Odebrecht e a Braskem assinaram com autoridades do Brasil, Estados Unidos e da Suíça. Pelo acordo, a Braskem se comprometeu a pagar valor equivalente, na data de assinatura do acordo, a R$ 3.131.434.851,37. Desse montante, aproximadamente R$ 2,3 bilhões serão devidos ao Brasil, para fins de ressarcimento das vítimas. Já a Odebrecht se obrigou a pagar o equivalente a R$ 3,828 bilhões dos quais aproximadamente R$ 3 bilhões também serão destinados ao Brasil, para ressarcir vítimas.

Deltan reforça: “Vou repetir: não só o maior caso de corrupção internacional no mundo foi descoberto pelas autoridades brasileiras, mas também foi alcançado o maior ressarcimento na história mundial em acordos dessa espécie.”

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* Foto – Internet: Luís Inácio Lula da Silva e Aécio Neves – Chumbo Grosso – Site Oficial do MSL – Movimento Somos Livres.

Enquanto isso, o ex-presidente Lula, afirmou, sobre a Lava Jato, numa entrevista que foi ao ar na noite desta quarta-feira pela TRT World. “Fico indignado como ser humano, tranquilo como político, sabedor das coisas que fiz. E eles têm que saber que, se eu voltar, vou fazer o mesmo. Vou fazer mais e melhor”.

Sem comentários!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com