NÃO PUNIMOS, MAS ESTAMOS EVOLUINDO

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 19-12-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, E O RESTO DO MUNDO, O BRASIL ESTÁ SENDO PASSADO A LIMPO, COMO PRECONIZARAM E PEDIRAM MUITAS PESSOAS AO LONGO DO ÚLTIMOS ANOS, SEJA EM COMENTÁRIOS NAS REDES NACIONAIS DE TELEVISÃO, À EXEMPLO DO JORNALISTA BÓRIS CASÓY, E ATÉ MESMO O CIDADÃO MAIS COMUM DESTE IMENSO PAÍS, ESPALHADOS PELAS CONVERSAS DE CALÇADAS, ESQUINAS E MESAS DE BARES. NO GERAL, TODO MUNDO PEDIA QUE O BRASIL FOSSE PASSADO À LIMPO, PRA ELIMINAR DO PODER, SEJA POLÍTICO OU ECONÔMICO, OS CORRUPTOS, ÀQUELES QUE SUBTRAEM DOS RECURSOS PÚBLICOS PARA ENRIQUECIMENTO, EMBORA LÍCITO, TOTALMENTE ANTI ÉTICO, AÉTICO E CRIMINOSO. E FALO SOBRE ISSO, MEIO COMO UM DESABAFO. É QUE HOJE ESTÁ INDO PRA CASA, UMA BELA MANSÃO, O EMPRESÁRIO ÍCONE DE UM PERÍODO DA MAIS CRUEL E DESUMANA CORRUPÇÃO ENVOLVENDO AUTORIDADES DOS GOVERNOS DO BRASIL E OUTROS PAÍSES, DA AMÉRICA LATINA E DA ÁFRICA. HOJE, MARCELO ODEBRECHT ESTÁ INDO PRA CASA. VAI PRA PRISÃO DOMICILIAR NUMA CASA QUE TEM ATÉ AEROPORTO PARTICULAR E NÃO TEM VIZINHOS, POIS ESTÁ NUMA ILHA. INCRÍVEL COMO O RESGATE DOS BENS ROUBADOS OU DOS BENS ADQUIRIDOS COM PRODUTO DE ROUBOS SEQUENCIADOS DO DINHEIRO PÚBLICO, AINDA NÃO ACONTECE NO BRASIL. É UMA PENA. SINAL DE QUE AINDA PRECISAMOS MUDAR A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, ESPECIALMENTE AS LEIS QUE COMBATEM A CORRUPÇÃO, MAS, INFELIZMENTE, AINDA NÃO PUNEM ADEQUADAMENTE, OS CORRUPTOS. MAS, VAMOS EM FRENTE. ESTAMOS EVOLUINDO. É ESSA A MINHA OPINIÃO! É POR AÍ!…

ASSISTA O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA – TV METROPOLITANO, DE SEGUNDA À SEXTA, DAS 7H30 ÀS 8H30, NO CANAL DIGITAL 23.1, DE NATAL PARA A TODA REGIÃO METROPOLITANA E MUNICÍPIOS DAS REGIÕES AGRESTE, POTENGI E MATO GRANDE. NO CANAL 25, DE MOSSORÓ E DE PAU DOS FERROS PARA A REGIÃO OESTE.
NO FACEBOOK, A QUALQER MOMENTO, VOCÊ ASSISTE O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA LIVE PUBLICADA NAS PÁGINAS CASCIANO JOSÉ VIDAL E TV METROPOLITANO.

NÃO PUNIMOS, MAS ESTAMOS EVOLUINDO

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 19-12-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, E O RESTO DO MUNDO, O BRASIL ESTÁ SENDO PASSADO A LIMPO, COMO PRECONIZARAM E PEDIRAM MUITAS PESSOAS AO LONGO DO ÚLTIMOS ANOS, SEJA EM COMENTÁRIOS NAS REDES NACIONAIS DE TELEVISÃO, À EXEMPLO DO JORNALISTA BÓRIS CASÓY, E ATÉ MESMO O CIDADÃO MAIS COMUM DESTE IMENSO PAÍS, ESPALHADOS PELAS CONVERSAS DE CALÇADAS, ESQUINAS E MESAS DE BARES. NO GERAL, TODO MUNDO PEDIA QUE O BRASIL FOSSE PASSADO À LIMPO, PRA ELIMINAR DO PODER, SEJA POLÍTICO OU ECONÔMICO, OS CORRUPTOS, ÀQUELES QUE SUBTRAEM DOS RECURSOS PÚBLICOS PARA ENRIQUECIMENTO, EMBORA LÍCITO, TOTALMENTE ANTI ÉTICO, AÉTICO E CRIMINOSO. E FALO SOBRE ISSO, MEIO COMO UM DESABAFO. É QUE HOJE ESTÁ INDO PRA CASA, UMA BELA MANSÃO, O EMPRESÁRIO ÍCONE DE UM PERÍODO DA MAIS CRUEL E DESUMANA CORRUPÇÃO ENVOLVENDO AUTORIDADES DOS GOVERNOS DO BRASIL E OUTROS PAÍSES, DA AMÉRICA LATINA E DA ÁFRICA. HOJE, MARCELO ODEBRECHT ESTÁ INDO PRA CASA. VAI PRA PRISÃO DOMICILIAR NUMA CASA QUE TEM ATÉ AEROPORTO PARTICULAR E NÃO TEM VIZINHOS, POIS ESTÁ NUMA ILHA. INCRÍVEL COMO O RESGATE DOS BENS ROUBADOS OU DOS BENS ADQUIRIDOS COM PRODUTO DE ROUBOS SEQUENCIADOS DO DINHEIRO PÚBLICO, AINDA NÃO ACONTECE NO BRASIL. É UMA PENA. SINAL DE QUE AINDA PRECISAMOS MUDAR A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, ESPECIALMENTE AS LEIS QUE COMBATEM A CORRUPÇÃO, MAS, INFELIZMENTE, AINDA NÃO PUNEM ADEQUADAMENTE, OS CORRUPTOS. MAS, VAMOS EM FRENTE. ESTAMOS EVOLUINDO. É ESSA A MINHA OPINIÃO! É POR AÍ!…

ASSISTA O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA – TV METROPOLITANO, DE SEGUNDA À SEXTA, DAS 7H30 ÀS 8H30, NO CANAL DIGITAL 23.1, DE NATAL PARA A TODA REGIÃO METROPOLITANA E MUNICÍPIOS DAS REGIÕES AGRESTE, POTENGI E MATO GRANDE. NO CANAL 25, DE MOSSORÓ E DE PAU DOS FERROS PARA A REGIÃO OESTE.
NO FACEBOOK, A QUALQER MOMENTO, VOCÊ ASSISTE O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA LIVE PUBLICADA NAS PÁGINAS CASCIANO JOSÉ VIDAL E TV METROPOLITANO.

MEMORIAL LEGISLATIVO NO MIDWAY MALL

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 15-9-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, HOJE PELA MANHÃ, AGORA ÀS 10 HORAS, LÁ NO TERCEIRO PISO DO MIDWAY MALL, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO NORTE VAI ABRIR À VISITAÇÃO PÚBLICA A EXPOSIÇÃO DO MEMORIAL LEGISLATIVO POTIGUAR, QUE PERMANECERÁ RECEBENDO VISITANTES, NOS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DO SHOPPING, ATÉ O DIA 30 DESTE MÊS DE SETEMBRO. SÃO DOCUMENTOS QUE CONTAM A TRAJETÓRIA DE VIDA DOS PARLAMENTARES, A CULTURA, A RELIGIÃO E A PARTICIPAÇÃO FEMININA NA HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE. ESSA EXPOSIÇÃO INTERESSA À TODO CIDADÃO NORTE-RIO-GRANDENSE. É UMA PARTE IMPORTANTE DA HISTÓRIA DO ESTADO, QUE ESTÁ EXPOSTA, ACESSÍVEL PARA QUEM TEM INTERESSE POR POLÍTICA E HISTÓRIA. O ACERVO EXPOSTO REVELA TAMBÉM O IMPORTANTE PAPEL EXERCIDO PELO PODER LEGISLATIVO PARA O DESENVOLVIMENTO DA HISTÓRIA DA SOCIEDADE POTIGUAR. PROFESSORES DAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO, PODEM ORGANIZAR VISITAS COM OS ESTUDANTES. O PESSOAL DAS UNIVERSIDADES, ESPECIALMENTE DOS CURSOS DE CIÊNCIAS POLÍTICAS, HISTÓRIA, JORNALISMO E OUTROS AFINS, DEVERIAM VISITAR A EXPOSIÇÃO DO MEMORIAL LEGISLATIVO POTIGUAR. A EXPOSIÇÃO TRADUZ-SE NUMA ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA QUEM QUER CONHECER A HISTÓRIA DO PODER LEGISLATIVO. É A MINHA OPINIÃO! EU VOU! É PORAÍ!…

O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA VOCÊ ASSISTE, DE SEGUNDA À SEXTA, DAS 07H30M ÀS 08H30M, NA TV METROPOLITANO NO CANAL DIGITAL 23.1, A PARTIR DE NATAL PARA A TODA REGIÃO METROPOLITANA E MAIS ALGUNS MUNICÍPIOS DAS REGIÕES AGRESTE, POTENGI E MATO GRANDE.

A PARTIR DE MOSSORÓ E DE PAU DOS FERROS, NO CANAL 25.


VOCÊ PODE ASSISTIR, A QUALQUER MOMENTO, O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA LIVE QUE ESTÁ PUBLICADA NA PÁGINA DA TV METROPOLITANO NO FACEBOOK!  

AS DÚVIDAS DESCOBREM CERTEZAS E ESTAS LEVAM AOS DESMASCARAMENTOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O mundo vive um tempo de dúvidas, apesar de todos os desmascaramentos, sucessivos, em todas as áreas do conhecimento humano.

“Se um homem começar com certezas, ele deverá terminar em dúvidas; mas se ele se satisfizer em começar com dúvidas, ele deverá terminar em certezas.”

Francis Bacon

O uso da tecnologia, com o rastreamento de sons e imagens, revela o planejamento e a realização de ações criminosas em todos os países do mundo.

 “Senhor, dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam e vivem como se cada dia fosse dedicado a tua glória.”

Paulo Coelho

Autoridades públicas são flagradas em atos criminosos e a legislação precisa ser mais rígida, seguindo uma tendência mundial de punição severa aos autores de crimes contra os governos, a ordem pública, a economia popular e o tesouro dos estados.

 “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…”

Bertrand Russell

São tempos de pós verdade!

Os criminosos também usam a tecnologia para divulgar outras versões e para os seus crimes, semeando dúvidas, que serão esclarecidas com o trabalho inteligente daqueles que combatem os crimes, investigando, processando e punindo os criminosos.

“Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências.”

Carl Jung

Inspirado nesse cenário, o Instituto Índice Pesquisa atualiza a sua logomarca, inserindo a interrogação, substituindo o ponto pelo desenho da carinha do dinosauro simpático e inofensivo, que pode simbolizar a antropologia e há anos caracteriza o instituto.

A ideia é sugerir que tudo deve começar com as dúvidas, para se conquistar as certezas, através das pesquisas.

Vivas às dúvidas!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

AS DÚVIDAS DESCOBREM CERTEZAS E ESTAS LEVAM AOS DESMASCARAMENTOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O mundo vive um tempo de dúvidas, apesar de todos os desmascaramentos, sucessivos, em todas as áreas do conhecimento humano.

“Se um homem começar com certezas, ele deverá terminar em dúvidas; mas se ele se satisfizer em começar com dúvidas, ele deverá terminar em certezas.”

Francis Bacon

O uso da tecnologia, com o rastreamento de sons e imagens, revela o planejamento e a realização de ações criminosas em todos os países do mundo.

 “Senhor, dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam e vivem como se cada dia fosse dedicado a tua glória.”

Paulo Coelho

Autoridades públicas são flagradas em atos criminosos e a legislação precisa ser mais rígida, seguindo uma tendência mundial de punição severa aos autores de crimes contra os governos, a ordem pública, a economia popular e o tesouro dos estados.

 “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…”

Bertrand Russell

São tempos de pós verdade!

Os criminosos também usam a tecnologia para divulgar outras versões e para os seus crimes, semeando dúvidas, que serão esclarecidas com o trabalho inteligente daqueles que combatem os crimes, investigando, processando e punindo os criminosos.

“Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências.”

Carl Jung

Inspirado nesse cenário, o Instituto Índice Pesquisa atualiza a sua logomarca, inserindo a interrogação, substituindo o ponto pelo desenho da carinha do dinosauro simpático e inofensivo, que pode simbolizar a antropologia e há anos caracteriza o instituto.

A ideia é sugerir que tudo deve começar com as dúvidas, para se conquistar as certezas, através das pesquisas.

Vivas às dúvidas!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

LAVA JATO AJUDA A DESMONTAR MECANISMO DE EXPLORAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

José Padilha dirige filme sobre a Lava Jato. * Foto – Internet – Monica Imbuzeiro – Agência O Globo

Tese é defendida em texto que o jornalista e cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite, publicou no Blog do Noblat / O Globo.

O texto de José Padilha foi compartilhado pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Lava-Jato, em seu perfil do Facebook e ganhou vários compartilhamentos voluntários.

É uma análise sobre o “Mecanismo de Exploração da Sociedade Brasileira.”

“A importância da Lava-Jato Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira.

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. (Em meu último artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal…

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes, rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular, é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.”

Ótimas as percepções de José Padilha sobre a realidade brasileira!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

LAVA JATO AJUDA A DESMONTAR MECANISMO DE EXPLORAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

José Padilha dirige filme sobre a Lava Jato. * Foto – Internet – Monica Imbuzeiro – Agência O Globo

Tese é defendida em texto que o jornalista e cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite, publicou no Blog do Noblat / O Globo.

O texto de José Padilha foi compartilhado pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Lava-Jato, em seu perfil do Facebook e ganhou vários compartilhamentos voluntários.

É uma análise sobre o “Mecanismo de Exploração da Sociedade Brasileira.”

“A importância da Lava-Jato Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira.

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. (Em meu último artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal…

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes, rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular, é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.”

Ótimas as percepções de José Padilha sobre a realidade brasileira!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

‘10 MEDIDAS’ VOLTAM À CÂMARA FEDERAL E RECOMEÇA A LUTA PELA APROVAÇÃO

Ministro Lux Fux. * Foto – Internet – Pedro Ladeira – Folhapress

Vamos recordar quais são as 10 propostas do Ministério Público Federal apoiado pelos Ministérios Públicos de todo o Brasil, para combater e reduzir a corrupção de dinheiro público no Brasil.

O projeto de lei, de origem popular, com as 10 Medidas voltou para a Câmara dos Deputados por determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – STF.

O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, que antes havia declarado que a decisão era uma invasão do Poder Judiciário no Poder Legislativo, agora está mais calmo, embora ainda não tenha anunciado como será a nova tramitação do projeto.

Conheça as 10 Medidas do projeto:

1

Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação

Esta medida inclui a destinação de parte dos recursos de publicidade dos entes da Administração Pública (entre 10% e 20%) a programas de marketing voltados a estabelecer uma cultura de intolerância à corrupção e a conscientizar a população sobre os danos sociais e individuais causados por ela. Além disso, propõe o treinamento reiterado de todos os funcionários públicos em posturas e procedimentos contra a corrupção, o estabelecimento de códigos de ética claros e a realização de programas de conscientização e pesquisas em escolas e universidades. Para estimular denúncias de casos de corrupção, pretende-se garantir sigilo da testemunha. Por fim, propõe-se ainda, mecanismos que  garantam a celeridade dos processos, sempre que seu trâmite demorar mais do que a duração razoável.

2

Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos

A proposta torna crime o enriquecimento ilícito de agentes públicos, com previsão de pena de prisão variando entre três e oito anos. A medida pretende garantir que o agente público não fique impune mesmo quando não for possível descobrir ou comprovar quais foram os atos específicos de  corrupção praticados por ele. Ou seja, ainda que não tenha sido possível comprovar o crime de corrupção na origem, o fato de o agente público ter adquirido considerável patrimônio, absolutamente incompatível com seus rendimentos, poderá acarretar a responsabilização, pela evidência do enriquecimento ilícito.

3

 Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores

Prevê o aumento de pena para crimes de colarinho branco conforme o valor do dinheiro desviado. Assim, quanto maior o dano causado ao patrimônio público, maior será a condenação, que pode variar de 12 até 25 anos de prisão, quando o montante for superior a R$ 8 milhões. A ampliação da pena objetiva coibir a prática da corrupção, bem como evitar a prescrição dos crimes desta natureza. Além disso, atribui aos crimes de corrupção peso equivalente aos crimes praticados contra a vida, pois a corrupção mata ao desviar recursos públicos que deveriam garantir direitos essenciais como saúde, educação, saneamento básico e segurança.

4

Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal

São propostas 11 alterações pontuais no Código de Processo Penal (CPP) e uma emenda constitucional, a fim de dar celeridade à tramitação de recursos em casos do chamado “crime do colarinho branco”, sem prejuízo do direito de defesa do réu. Atualmente, brechas na lei permitem que a sentença final desse tipo de crime demore mais de 15 anos para ser proferida, diante de recursos e estratégias que protelam as decisões.

Essas alterações incluem a possibilidade de execução imediata da condenação quando o tribunal reconhece abuso do direito de recorrer; a revogação dos embargos infringentes e de nulidade; a extinção da figura do revisor; a vedação dos embargos de declaração de embargos de declaração; a simultaneidade do julgamento dos recursos especiais e extraordinários; novas regras para habeas corpus; e a possibilidade de execução provisória da pena após julgamento de mérito do caso por tribunal de apelação, conforme acontece em inúmeros países.

5

Celeridade nas ações de improbidade administrativa

A medida propõe três alterações na Lei nº 8.429/92, que trata das sanções aplicáveis a agentes públicos que cometem atos de improbidade administrativa, para agilizar a tramitação de ações dessa natureza. Dentre as alterações estão a adoção de uma defesa inicial única (hoje ela é duplicada); a criação de varas, câmaras e turmas especializadas para julgar ações de improbidade administrativa e ações decorrentes da lei anticorrupção.

6

Reforma no sistema de prescrição penal

Um crime prescreve quando o julgamento final de um caso demora tanto tempo que a punição perde seu efeito. Nos crimes de colarinho branco, muitas vezes essa demora é utilizada como manobra de defesa, que interpõe recursos e outras medidas judiciais para retardar o andamento do processo e, assim, evitar a punição dos acusados.

A proposta consiste em promover alterações nos artigos do Código Penal referentes ao sistema prescricional, a fim de se evitar que decisões judiciais sejam postergadas e acarretem a prescrição. Também permite que a contagem do prazo da prescrição da pretensão executória comece a contar do trânsito em julgado (decisão de última instância, quando não cabe mais recurso) para todas as partes, e não apenas para a acusação, como é hoje. Além disso, são sugeridas alterações para se evitar que o prazo para prescrição continue correndo enquanto há pendências de julgamento de recursos especiais e extraordinários. Pretende-se, ainda, que as prescrições possam ser interrompidas por decisões posteriores à sentença e por recursos da acusação.

7

Ajustes nas nulidades penais

Esta medida propõe uma série de alterações no capítulo do Código de Processo Penal que trata de nulidades, com o objetivo de que a anulação e a exclusão da prova somente ocorram quando houver uma efetiva e real violação de direitos do réu. Busca-se evitar que o princípio da nulidade seja utilizado pela defesa para retardar ou comprometer o andamento do processo.

8

Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa dois

A medida pretende responsabilizar, de forma objetiva, os partidos políticos em relação a práticas corruptas, à criminalização da contabilidade paralela (caixa 2) e à criminalização eleitoral da lavagem de dinheiro produto de crimes, de fontes de recursos vedadas pela legislação eleitoral ou que não tenham sido contabilizados na forma exigida pela legislação.

9

Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado

Propõe mudanças na lei para que o dinheiro ilícito seja rastreado mais rapidamente, facilitando tanto as investigações como o bloqueio de bens obtidos de forma ilegal. Também cria a hipótese de prisão extraordinária para permitir a identificação e a localização de dinheiro e/ou bens provenientes de crime, evitando que sejam utilizados para financiar a fuga ou a defesa do investigado/acusado.

10

Recuperação do lucro derivado do crime

Esta medida traz duas inovações legislativas que acabam com brechas na lei para evitar que o criminoso alcance vantagens indevidas. A primeira delas é a criação do confisco alargado, que permite o confisco dos valores existentes entre a diferença do patrimônio declarado e o adquirido comprovadamente de maneira ilegal (como os obtidos através de crimes contra a Administração Pública e do tráfico de drogas). A segunda inovação é a ação civil de extinção de domínio, que possibilita que a Justiça declare a perda de bens obtidos de forma ilícita, independentemente da responsabilização do autor do ato infracional.

* Fonte: http://www.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=6193

Aproveite e compatilhe esta informação com os seus familiares e amigos que também desejam o fim da corrupção com dinheiro público no Brasil.

Se cada um fizer a sua parte nesta luta contra a corrupção, breve teremos um país muito melhor para se viver.

Quando publicar ou compartilhar alguma notícia sobre isso, use hastags.

#10Medidas #Euapoio10medidas

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

‘10 MEDIDAS’ VOLTAM À CÂMARA FEDERAL E RECOMEÇA A LUTA PELA APROVAÇÃO

Ministro Lux Fux. * Foto – Internet – Pedro Ladeira – Folhapress

Vamos recordar quais são as 10 propostas do Ministério Público Federal apoiado pelos Ministérios Públicos de todo o Brasil, para combater e reduzir a corrupção de dinheiro público no Brasil.

O projeto de lei, de origem popular, com as 10 Medidas voltou para a Câmara dos Deputados por determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – STF.

O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, que antes havia declarado que a decisão era uma invasão do Poder Judiciário no Poder Legislativo, agora está mais calmo, embora ainda não tenha anunciado como será a nova tramitação do projeto.

Conheça as 10 Medidas do projeto:

1

Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação

Esta medida inclui a destinação de parte dos recursos de publicidade dos entes da Administração Pública (entre 10% e 20%) a programas de marketing voltados a estabelecer uma cultura de intolerância à corrupção e a conscientizar a população sobre os danos sociais e individuais causados por ela. Além disso, propõe o treinamento reiterado de todos os funcionários públicos em posturas e procedimentos contra a corrupção, o estabelecimento de códigos de ética claros e a realização de programas de conscientização e pesquisas em escolas e universidades. Para estimular denúncias de casos de corrupção, pretende-se garantir sigilo da testemunha. Por fim, propõe-se ainda, mecanismos que  garantam a celeridade dos processos, sempre que seu trâmite demorar mais do que a duração razoável.

2

Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos

A proposta torna crime o enriquecimento ilícito de agentes públicos, com previsão de pena de prisão variando entre três e oito anos. A medida pretende garantir que o agente público não fique impune mesmo quando não for possível descobrir ou comprovar quais foram os atos específicos de  corrupção praticados por ele. Ou seja, ainda que não tenha sido possível comprovar o crime de corrupção na origem, o fato de o agente público ter adquirido considerável patrimônio, absolutamente incompatível com seus rendimentos, poderá acarretar a responsabilização, pela evidência do enriquecimento ilícito.

3

 Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores

Prevê o aumento de pena para crimes de colarinho branco conforme o valor do dinheiro desviado. Assim, quanto maior o dano causado ao patrimônio público, maior será a condenação, que pode variar de 12 até 25 anos de prisão, quando o montante for superior a R$ 8 milhões. A ampliação da pena objetiva coibir a prática da corrupção, bem como evitar a prescrição dos crimes desta natureza. Além disso, atribui aos crimes de corrupção peso equivalente aos crimes praticados contra a vida, pois a corrupção mata ao desviar recursos públicos que deveriam garantir direitos essenciais como saúde, educação, saneamento básico e segurança.

4

Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal

São propostas 11 alterações pontuais no Código de Processo Penal (CPP) e uma emenda constitucional, a fim de dar celeridade à tramitação de recursos em casos do chamado “crime do colarinho branco”, sem prejuízo do direito de defesa do réu. Atualmente, brechas na lei permitem que a sentença final desse tipo de crime demore mais de 15 anos para ser proferida, diante de recursos e estratégias que protelam as decisões.

Essas alterações incluem a possibilidade de execução imediata da condenação quando o tribunal reconhece abuso do direito de recorrer; a revogação dos embargos infringentes e de nulidade; a extinção da figura do revisor; a vedação dos embargos de declaração de embargos de declaração; a simultaneidade do julgamento dos recursos especiais e extraordinários; novas regras para habeas corpus; e a possibilidade de execução provisória da pena após julgamento de mérito do caso por tribunal de apelação, conforme acontece em inúmeros países.

5

Celeridade nas ações de improbidade administrativa

A medida propõe três alterações na Lei nº 8.429/92, que trata das sanções aplicáveis a agentes públicos que cometem atos de improbidade administrativa, para agilizar a tramitação de ações dessa natureza. Dentre as alterações estão a adoção de uma defesa inicial única (hoje ela é duplicada); a criação de varas, câmaras e turmas especializadas para julgar ações de improbidade administrativa e ações decorrentes da lei anticorrupção.

6

Reforma no sistema de prescrição penal

Um crime prescreve quando o julgamento final de um caso demora tanto tempo que a punição perde seu efeito. Nos crimes de colarinho branco, muitas vezes essa demora é utilizada como manobra de defesa, que interpõe recursos e outras medidas judiciais para retardar o andamento do processo e, assim, evitar a punição dos acusados.

A proposta consiste em promover alterações nos artigos do Código Penal referentes ao sistema prescricional, a fim de se evitar que decisões judiciais sejam postergadas e acarretem a prescrição. Também permite que a contagem do prazo da prescrição da pretensão executória comece a contar do trânsito em julgado (decisão de última instância, quando não cabe mais recurso) para todas as partes, e não apenas para a acusação, como é hoje. Além disso, são sugeridas alterações para se evitar que o prazo para prescrição continue correndo enquanto há pendências de julgamento de recursos especiais e extraordinários. Pretende-se, ainda, que as prescrições possam ser interrompidas por decisões posteriores à sentença e por recursos da acusação.

7

Ajustes nas nulidades penais

Esta medida propõe uma série de alterações no capítulo do Código de Processo Penal que trata de nulidades, com o objetivo de que a anulação e a exclusão da prova somente ocorram quando houver uma efetiva e real violação de direitos do réu. Busca-se evitar que o princípio da nulidade seja utilizado pela defesa para retardar ou comprometer o andamento do processo.

8

Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa dois

A medida pretende responsabilizar, de forma objetiva, os partidos políticos em relação a práticas corruptas, à criminalização da contabilidade paralela (caixa 2) e à criminalização eleitoral da lavagem de dinheiro produto de crimes, de fontes de recursos vedadas pela legislação eleitoral ou que não tenham sido contabilizados na forma exigida pela legislação.

9

Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado

Propõe mudanças na lei para que o dinheiro ilícito seja rastreado mais rapidamente, facilitando tanto as investigações como o bloqueio de bens obtidos de forma ilegal. Também cria a hipótese de prisão extraordinária para permitir a identificação e a localização de dinheiro e/ou bens provenientes de crime, evitando que sejam utilizados para financiar a fuga ou a defesa do investigado/acusado.

10

Recuperação do lucro derivado do crime

Esta medida traz duas inovações legislativas que acabam com brechas na lei para evitar que o criminoso alcance vantagens indevidas. A primeira delas é a criação do confisco alargado, que permite o confisco dos valores existentes entre a diferença do patrimônio declarado e o adquirido comprovadamente de maneira ilegal (como os obtidos através de crimes contra a Administração Pública e do tráfico de drogas). A segunda inovação é a ação civil de extinção de domínio, que possibilita que a Justiça declare a perda de bens obtidos de forma ilícita, independentemente da responsabilização do autor do ato infracional.

* Fonte: http://www.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=6193

Aproveite e compatilhe esta informação com os seus familiares e amigos que também desejam o fim da corrupção com dinheiro público no Brasil.

Se cada um fizer a sua parte nesta luta contra a corrupção, breve teremos um país muito melhor para se viver.

Quando publicar ou compartilhar alguma notícia sobre isso, use hastags.

#10Medidas #Euapoio10medidas

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

SENADOR ÁLVARO DIAS QUER JOSÉ MARANHÃO NA PRESIDÊNCIA DO SENADO

 

ze-maranhao-foto-ailton-freitas-agencia-o-globo

* Foto – Internet: Ailton Freitas – Agência O Globo.

José Maranhão, senador paraibano, do PMDB, tem uma chance rara de ser o próximo presidente do Senado da República. Se depender da vontade do senador paranaense Álvaro Dias e de muitos outros senadores que não aceitam o nome do senador Eunício Oliveira, do PMDB cearense, escolhido por Renan Calheiros, atual presidente, do PMDB de Alagoas, como candidato à sua sucessão.

Álvaro Dias manifestou seu apoio ao senador José Maranhão, em discurso, onde agradeceu o tratamento que recebeu de Maranhão, na Comissão de Constituição e Justiça.

“Agradeço a forma como fui tratado nesta Comissão e a primazia que tive de relatar matérias importantes”, destacou.

Ele também ressaltou que José Maranhão sempre procurou administrar a CCJ com isenção, afirmando que ele agiu com parcimônia, imparcialidade, inteligência e muita elegância.

Álvaro Dias finalizou, dizendo que não tem nenhuma dúvida em afirmar, que José Maranhão: “ficaria muito bem na cadeira de Presidente do Senado Federal, a partir de fevereiro do próximo ano. Teria o nosso voto e o nosso apoio”, declarou.

Vários senadores saudaram Maranhão e alguns chegaram a lamentar que o regimento da Casa não permita a recondução do presidente da CCJ.

O paraibano foi saudado e teve seu trabalho elogiado pelos senadores Simone Tebet (PMDB/MS), Valdir Raupp (PMDB/RO), Alvaro Dias (PV/PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), José Agripino (DEM/RN), Antônio Anastasia (PSDB/MG), José Pimentel (PT/CE), Magno Malta (PR/ES), Randolfe Rodrigues (REDE/AP) e Gleisi Hoffmann (PT/PR).

Agradecendo, Maranhão informou que “A CCJ apreciou diversas matérias de relevante interesse nacional, mantendo elevada – mesmo em ano eleitoral – sua produtividade e contribuindo sobremaneira para a considerável produção do Senado. Com isso, a CCJ soube, mais uma vez, responder às demandas da sociedade”, disse.

Com José Maranhão na presidência, ao longo de 2016, a CCJ realizou 43 reuniões, apreciou 330 matérias relevantes e ainda realizou seis audiências públicas, mesmo no período mais turbulento do impeachment da ex-presidente Dilma: “Aqui nós temos os maiores cérebros do Senado da República, mas também temos homens e mulheres de bem, que souberam dar a sua contribuição para que a nossa legislação.”

São três, os motivos que colocam José Maranhão em condições de exercer a presidência do Senado, neste momento de crise: a experiência política, o respeito dos outros senadores e o respeito das autoridades do Poder Executivo e do Poder Judiciário.

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com