A PENÚRIA DOS MUNICÍPIOS

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 24-10-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, QUE EXISTE UMA CRISE, EXISTE SIM. QUE O GOVERNO FEDERAL ESTÁ ENFRENTANDO MUITOS PROBLEMAS DE DINHEIRO, ESTÁ SIM. MAS A SITUAÇÃO DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS DO PAÍS JÁ ESTÁ BEIRANDO O CAOS ADMINISTRATIVO E POLÍTICO, ONDE ESSE CAOS AINDA NÃO SE INSTALOU. A SITUAÇÃO DOS MUNICÍPIOS É DE PENÚRIA TOTAL! VOCÊ PODE ATÉ PENSAR: MAS A CULPA É DOS POLÍTICOS E DA CORRUPÇÃO! NEM TUDO, AMIGO, NEM TUDO! CLARO QUE A CORRUPÇÃO É GRAVE E DEVE SER PUNIDA SEVERAMENTE PARA QUE NÃO MAIS SE REPITA COM O PAÍS O QUE ACONTECEU NOS ÚLTIMOS ANOS. NESTA SEGUNDA-FEIRA, MAIS DE 130 PREFEITOS DOS 167 MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE, PARTICIPARAM DE UMA REUNIÃO COM A BANCADA FEDERAL DO ESTADO, PRA APELAR EM BUSCA DE UMA SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS FINANCEIROS, QUE PASSARIA POR UMA DECISÃO DO GOVERNO FEDERAL AJUDAR OS MUNICÍPIOS. A REUNIÃO FOI ORGANIZADA PELA FEDERAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO RN – FEMURN. DA BANCADA FEDERAL PARTICIPARAM: OS SENADORES JOSÉ AGRIPINO (DEMOCRATAS); GARIBALDI ALVES (PMDB) E FÁTIMA BEZERRA (PT). OS DEPUTADOS FEDERAIS PRESENTES FORAM: FELIPE MAIA (DEMOCRATAS), QUE É O COORDENADOR DA AÇÃO POLÍTICA DA BANCADA; ANTONIO JÁCOME (PODEMOS); BETO ROSADO (PP); FÁBIO FARIA (PSD); RAFAEL MOTTA (PSB); WALTER ALVES (PMDB); E ZENAIDE MAIA (PR). O PRINCIPAL ASSUNTO DA PAUTA FOI A AJUDA FINANCEIRA AOS MUNICÍPIOS. OS PREFEITOS PRECISAM DE DINHEIRO, SOB PENA DE, LITERALMENTE, FECHAREM AS PORTAS DAS PREFEITURAS. O CASO É SÉRIO E MUITO GRAVE, GRAVÍSSIMO! ESSA SITUAÇÃO SE REPETE NA GRANDE MAIORIA DOS MAIS DE CINCO MIL MUNICÍPIOS DO BRASIL. ESTÁ NA HORA DA CLASSE POLÍTICA RECONSQUISTAR A OPINIÃO PÚBICA, O QUE VAI ACONTECER COM MUITO TRABALHO E MAIS ZELO COM A COISA PÚBLICA. A PERSISTIREM OS DESMANDOS DA CORRUPÇÃO, NOS TRÊS NÍVEIS DE GOVERNOS, O PRÓXIMO ANO TERÁ UMA FANTÁSTICA RENOVAÇÃO DE QUADROS. PORQUE, AFINAL DE CONTAS, A GESTÃO PÚBLICA PRECISA MELHORAR, E MUITO, PARA VOLTAR A OFERECER SERVIÇOS DIGNOS AO CIDADÃO. QUE COMECE, URGENTE, PELA SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO. A CLASSE POLÍTICA DEVE SE UNIR, ESQUECENDO DIVERGÊNCIAS PARTIDÁRIAS, EM BUSCA DA PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA. DO CONTRÁRIA, MUITAS MUDANÇAS VÃO ACONTECER E OS PROTAGONISTAS SERÃO OUTROS. É A MINHA MODESTA OPINIÃO! É POR AÍ!…

ASSISTA O PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA – TV METROPOLITANO, DE SEGUNDA À SEXTA, DAS 7H30 ÀS 8H30, NO CANAL DIGITAL 23.1, DE NATAL PARA A TODA REGIÃO METROPOLITANA E MUNICÍPIOS DAS REGIÕES AGRESTE, POTENGI E MATO GRANDE. NO CANAL 25, DE MOSSORÓ E DE PAU DOS FERROS PARA A REGIÃO OESTE.
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AÉCIO VOLTOU E A FILA É GRANDE

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 18-10-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, A DECISÃO DO STF QUE LEVOU O CASO DO SENADOR AÉCIO NEVES PARA UMA DECISÃO DO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL, ONDE RECONQUISTOU O DIREITO DE VOLTAR A EXERCER PLENAMENTE O MANDATO POPULAR, ENSEJARÁ, A PARTIR DE AGORA, QUE SERVIDOR PÚBLICO, COM MANDATO ELETIVO, SÓ PODERÁ SER AFASTADO DO MANDATO, APÓS CONSULTA AO PLENÁRIO DA CASA À QUAL PERTENCE. A FILA DE QUEM DESEJA E PODERÁ VOLTAR AO MANDATO É GRANDE. PARA ILUSTRAR MELHOR ESTE CASO, RACIOCINE QUE EDUARDO CUNHA PODERÁ VOLTAR AO SEU MANDATO, SE ASSIM O PLENÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DECIDIR. TRAZENDO O EXEMPLO PARA O PLANO LOCAL, AQUI PARA O RIO GRANDE DO NORTE E PARA NATAL, HOJE NÓS TEMOS DOIS CASOS EMBLEMÁTICOS: O PRIMEIRO É O DO DEPUTADO RICARDO MOTTA QUE ESTÁ AFASTADO DO SEU MANDATO DE DEPUTADO ESTADUAL. O OUTRO É O VEREADOR RANIERE BARBOSA, DAQUI DE NATAL, TAMBÉM AFASTADO DO MANDATO. AGORA, O PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E O PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL, DEVERÃO SER CONVOCADOS PARA ANALISAR E VOTAR ESSES DOIS AFASTAMENTOS. E AMBOS, UM E OUTRO, À EXEMPLO DE AÉCIO NEVES, PODERÃO VOLTAR, DEPENDENDO DOS VOTOS DOS SEUS PARES, AO EXERCÍCIO DO MANDATO QUE LHES FOI CONFERIDO PELO ELEITOR. O MESMO TAMBÉM PODE ACONTECER COM EDUARDO CUNHA E COM TODOS OS OUTROS PARLAMENTARES, EM TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS, QUE TENHAM SIDO AFASTADOS DO MANDATO POR DECISÃO DO PODER JUDICIÁRIO. SE É CONSTITUCIONAL, É PARA SER CUMPRIDO. À QUEM DISCORDA, RESTA LUTAR PARA EMENDAR A CONSTITUIÇÃO. É A MINHA MODESTA OPINIÃO! É POR AÍ!…

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AÉCIO VOLTOU E A FILA É GRANDE

OPINIÃO NO PROGRAMA PRIMEIRA PÁGINA, NA TV METROPOLITANO, EDIÇÃO DE 18-10-2017

OLHA, CÁ PRA NÓS, A DECISÃO DO STF QUE LEVOU O CASO DO SENADOR AÉCIO NEVES PARA UMA DECISÃO DO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL, ONDE RECONQUISTOU O DIREITO DE VOLTAR A EXERCER PLENAMENTE O MANDATO POPULAR, ENSEJARÁ, A PARTIR DE AGORA, QUE SERVIDOR PÚBLICO, COM MANDATO ELETIVO, SÓ PODERÁ SER AFASTADO DO MANDATO, APÓS CONSULTA AO PLENÁRIO DA CASA À QUAL PERTENCE. A FILA DE QUEM DESEJA E PODERÁ VOLTAR AO MANDATO É GRANDE. PARA ILUSTRAR MELHOR ESTE CASO, RACIOCINE QUE EDUARDO CUNHA PODERÁ VOLTAR AO SEU MANDATO, SE ASSIM O PLENÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DECIDIR. TRAZENDO O EXEMPLO PARA O PLANO LOCAL, AQUI PARA O RIO GRANDE DO NORTE E PARA NATAL, HOJE NÓS TEMOS DOIS CASOS EMBLEMÁTICOS: O PRIMEIRO É O DO DEPUTADO RICARDO MOTTA QUE ESTÁ AFASTADO DO SEU MANDATO DE DEPUTADO ESTADUAL. O OUTRO É O VEREADOR RANIERE BARBOSA, DAQUI DE NATAL, TAMBÉM AFASTADO DO MANDATO. AGORA, O PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E O PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL, DEVERÃO SER CONVOCADOS PARA ANALISAR E VOTAR ESSES DOIS AFASTAMENTOS. E AMBOS, UM E OUTRO, À EXEMPLO DE AÉCIO NEVES, PODERÃO VOLTAR, DEPENDENDO DOS VOTOS DOS SEUS PARES, AO EXERCÍCIO DO MANDATO QUE LHES FOI CONFERIDO PELO ELEITOR. O MESMO TAMBÉM PODE ACONTECER COM EDUARDO CUNHA E COM TODOS OS OUTROS PARLAMENTARES, EM TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS, QUE TENHAM SIDO AFASTADOS DO MANDATO POR DECISÃO DO PODER JUDICIÁRIO. SE É CONSTITUCIONAL, É PARA SER CUMPRIDO. À QUEM DISCORDA, RESTA LUTAR PARA EMENDAR A CONSTITUIÇÃO. É A MINHA MODESTA OPINIÃO! É POR AÍ!…

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AS DÚVIDAS DESCOBREM CERTEZAS E ESTAS LEVAM AOS DESMASCARAMENTOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O mundo vive um tempo de dúvidas, apesar de todos os desmascaramentos, sucessivos, em todas as áreas do conhecimento humano.

“Se um homem começar com certezas, ele deverá terminar em dúvidas; mas se ele se satisfizer em começar com dúvidas, ele deverá terminar em certezas.”

Francis Bacon

O uso da tecnologia, com o rastreamento de sons e imagens, revela o planejamento e a realização de ações criminosas em todos os países do mundo.

 “Senhor, dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam e vivem como se cada dia fosse dedicado a tua glória.”

Paulo Coelho

Autoridades públicas são flagradas em atos criminosos e a legislação precisa ser mais rígida, seguindo uma tendência mundial de punição severa aos autores de crimes contra os governos, a ordem pública, a economia popular e o tesouro dos estados.

 “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…”

Bertrand Russell

São tempos de pós verdade!

Os criminosos também usam a tecnologia para divulgar outras versões e para os seus crimes, semeando dúvidas, que serão esclarecidas com o trabalho inteligente daqueles que combatem os crimes, investigando, processando e punindo os criminosos.

“Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências.”

Carl Jung

Inspirado nesse cenário, o Instituto Índice Pesquisa atualiza a sua logomarca, inserindo a interrogação, substituindo o ponto pelo desenho da carinha do dinosauro simpático e inofensivo, que pode simbolizar a antropologia e há anos caracteriza o instituto.

A ideia é sugerir que tudo deve começar com as dúvidas, para se conquistar as certezas, através das pesquisas.

Vivas às dúvidas!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

AS DÚVIDAS DESCOBREM CERTEZAS E ESTAS LEVAM AOS DESMASCARAMENTOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O mundo vive um tempo de dúvidas, apesar de todos os desmascaramentos, sucessivos, em todas as áreas do conhecimento humano.

“Se um homem começar com certezas, ele deverá terminar em dúvidas; mas se ele se satisfizer em começar com dúvidas, ele deverá terminar em certezas.”

Francis Bacon

O uso da tecnologia, com o rastreamento de sons e imagens, revela o planejamento e a realização de ações criminosas em todos os países do mundo.

 “Senhor, dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam e vivem como se cada dia fosse dedicado a tua glória.”

Paulo Coelho

Autoridades públicas são flagradas em atos criminosos e a legislação precisa ser mais rígida, seguindo uma tendência mundial de punição severa aos autores de crimes contra os governos, a ordem pública, a economia popular e o tesouro dos estados.

 “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…”

Bertrand Russell

São tempos de pós verdade!

Os criminosos também usam a tecnologia para divulgar outras versões e para os seus crimes, semeando dúvidas, que serão esclarecidas com o trabalho inteligente daqueles que combatem os crimes, investigando, processando e punindo os criminosos.

“Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências.”

Carl Jung

Inspirado nesse cenário, o Instituto Índice Pesquisa atualiza a sua logomarca, inserindo a interrogação, substituindo o ponto pelo desenho da carinha do dinosauro simpático e inofensivo, que pode simbolizar a antropologia e há anos caracteriza o instituto.

A ideia é sugerir que tudo deve começar com as dúvidas, para se conquistar as certezas, através das pesquisas.

Vivas às dúvidas!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

ESTADÃO – ODEBRECHT PROVOCARÁ TSUNAMI NA POLÍTICA, DIZ PROCURADOR DA LAVA JATO

A entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, está no blog de Fausto Macedo, do portal de notícias Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, que reproduzimos aqui, citando as fontes.

 Carlos Fernando dos Santos Lima. * Foto – Internet – Rodolfo Buhrer – Estadão

Escreve Fausto Macedo:

Carlos Fernando dos Santos Lima defendeu fim do sigilo e disse que revelações mostrarão que a corrupção descoberta no governo federal é igual nos estados e municípios e atinge todos os partidos.

Um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira e confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita.

“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos.”

Defensor do fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, recebeu o Estadão, na quinta-feira, 16, na sala de reuniões em que foram negociadas a maior parte das delações premiadas – que mantiveram a operação em constante expansão, nos três anos de apurações ostensivas.

Acordos como o do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator do esquema, que agora corre o risco de perder parte de seus benefícios, e o dos 77 colaboradores do Grupo Odebrecht, foram selados na sala de reuniões do oitavo andar do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, que desde 2014 é o QG da força-tarefa.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Carlos Fernando. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

Carlos Fernando negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.”

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

Estadão: Nas duas últimas semanas, dois ministros do Supremo manifestaram preocupação com o excesso de prisões da Lava Jato. Há abuso no uso desse tipo de medida restritiva de liberdade?

Carlos Fernando dos Santos Lima: Evidente que não, até porque elas têm sido referendadas nos tribunais. O sistema permite tamanha quantidade de recursos, que não há como se dizer que há abusos. No Brasil temos excessos de prisões de pessoas por crimes menores, como furtos, mulas de tráfico. Agora, não vi problema carcerário por excessos de prisões de colarinho branco. Temos é que aumentar o número de prisões para esses casos.

Estadão: Qual a necessidade de se prender investigados, e por que a manutenção das prisões por longos períodos?

Carlos Fernando: A prisão se justifica segundos os requisitos de lei. Normalmente temos feito prisão por necessidade da instrução, pela ordem pública. E, enquanto presentes os requisitos, o juiz mantém a prisão.

As prisões demoram muito menos que as prisões cautelares em outros crimes, porque o juiz Sérgio Moro (dos processos da Lava Jato, em Curitiba) é extremamente eficiente.

Estadão: Uma crítica recorrente é que vocês, investigadores da Lava Jato, não respeitam os direitos individuais dos investigados…

Carlos Fernando: Não é uma crítica justa. Existem recursos e tribunais para se resolver a questão. A interpretação excessiva desses direitos individuais é que tem causado a impunidade no Brasil. Temos que fazer um balanço entre a necessidade que a sociedade tem de punir esses crimes, com o direito das pessoas. Perfeito. Mas quem decide esse balanço são os tribunais e, até o momento, eles têm mantido as decisões.

Os fatos (crimes) que temos levantados são bem graves, continuados e continuam até hoje.

Enquanto houver necessidade de prisões cautelares e buscas, nós vamos manter as operações em andamento.

Estadão: Existe uma associação da crise econômica com a Lava Jato. A operação tem responsabilidade na recessão econômica do Brasil?

Carlos Fernando: Não, é tentar culpar o remédio pelo problema da doença. Temos um problema sério no Brasil que é um sistema político disfuncional, que se utiliza da corrupção para se financiar. Não adianta os empresários virem bater nas costas dos procuradores da Lava Jato e dizer: ‘olha, foi muito bom o que fizeram até aqui, mas vamos deixar como está, para recuperarmos a economia’.

Não adianta isso.

(A crise) Vai se repetir, são ciclos econômicos bons, causados por fatores externos. E, quando esses fatores externos acabam, nos revelamos incapazes. Somos reféns, que vivem numa cela acreditando que estamos vivendo em um mundo confortável e protegido. Mas todo dia, essa elite econômica vem e tira um pouco do nosso sangue.

Estadão: Como convencer o setor econômico que a Lava Jato faz bem ao Brasil?

Carlos Fernando: A Lava Jato coloca para o País uma oportunidade.

Verificamos que somente uma investigação como essa era insuficiente para o País, e decidimos propor à população as 10 Medidas contra a Corrupção (pacote de leis de iniciativa popular entregue ao Congresso), entendendo que o problema talvez fossem de leis penais e processuais penais. No dia em que a Câmara dos Deputados retaliou a proposta, percebemos que o sistema político também precisa ser corrigido.

Precisamos parar de ter um sistema que gera criminalidade, que precisa de dinheiro escuso para sobreviver, para financiar as campanhas.

Há uma corrida entre os partidos. Eu tenho governo federal, eu tenho o ministério tal, o outro partido que não tem, precisa correr atrás dessas verbas escusas em governos estaduais, ou em governos municipais. A corrupção gera uma corrida entre os partidos para o financiamento ilegal. E financiamento ilegal, não é caixa-2. É um toma lá, da cá. Quem paga exige algo desses grupos políticos. E isso, verificamos na Lava Jato e temos que mudar.

Estadão: As 10 Medidas representaram um revés para a Lava Jato?

Carlos Fernando: Foi uma retaliação impensada (do Congresso, que alterou boa parte das propostas). Como procuradores apreendemos a ser resilientes e pacientes. Nada se consegue do dia para a noite. Outras medidas virão, outras campanhas virão, em outros momentos. Não se pode modificar o que já foi revelado, ninguém mais discute os fatos, sabemos o que aconteceu. Mais cedo ou mais tarde isso trará mudanças, pode não ser as 10 Medidas, pode ser uma reforma política, agora ou daqui a pouco.

Estadão: A mudança de governo, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, impactou na Lava Jato?

Carlos Fernando: Nós vemos na Lava Jato, e isso é uma coisa que incomoda, a manipulação ideológica que é feita das investigações, tentando justificar as investigações, que são uma obrigação nossa (Ministério Público), com ideias de que há uma perseguição política de um grupo A ou B. Isso é natural dos políticos.

A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Seja o partido A no governo federal, com coligação ou não, seja num partido B que está no governo estadual. Ela grassa em todos os governos.

Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgados – e um dia serão, seja agora ou mais tarde. E vai se perceber que o esquema sempre funciona da mesma forma. Ele é um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo e, em troca, recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual.

A Lava Jato e o combate à corrupção não têm cunho ideológico. Pode ser um combate à corrupção de um governo de esquerda ou de direita, pouco importa. Para nós é indiferente a troca do governo, porque vamos continuar a fazer nosso trabalho.

Estadão: Mas o senhor identificou mudança de discurso de grupos políticos em apoio à Lava Jato?

Carlos Fernando: Tem grupos que viam a Lava Jato apenas com interesse contra o partido que estava no poder, o Partido dos Trabalhadores, e apoiavam. Para este grupo, naturalmente, não interessa a continuidade das investigações e é natural que façam esse movimento crítico agora. São grupos que nos apoiavam, defendiam as prisões e agora fazem um discurso totalmente contra.

Não importa, será feito da mesma maneira independente de partido que estiver no poder. Vamos trabalhar e sabemos que os interesses políticos se aglutinam contra a Lava Jato, como aconteceu no final do ano passado, quando tentaram um blitz contra a operação no Congresso, tentando quase que semanalmente a aprovação, na madrugada, de alguma medida extraordinária.

Este ano parece que mudou um pouco e estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação.

Mas a Lava Jato tem força própria. Hoje tivemos operação do Supremo (Operação Leviatã), tivemos no Rio de Janeiro, recentemente. Em Curitiba, pode diminuir a importância e é natural, mas ela permitiu que outras forças-tarefas façam seu trabalho. Espero que no Brasil existam uma série de sérgios moros e marcelos bretas (juízes da Lava Jato, em Curitiba e no Rio). Espero que seja um novo padrão do judiciário brasileiro.

Estadão: Com a Lava Jato em fase crescente nos processos contra políticos, no Supremo, que tem um ritmo mais lento, pode haver um reflexo negativo na imagem da operação ?

Carlos Fernando: A percepção das pessoas fica bastante alterada, porque elas estão vendo que o sistema de foro privilegiado ineficiente e algo que sempre insurgimos contra. Se não fosse só injusto e anti republicano, é anti eficiente.

Alguns ministros se manifestaram, como o ministro (Luís Roberto) Barroso. Da maneira que está, não é possível, é uma armadilha para o Supremo. Quanto mais chegam investigações de Curitiba, de São Paulo, do Rio e agora de outros estados, eles são cada vez mais incapazes de trabalhar com esse número de processos (da Lava Jato). É preciso espalhar esses processos.

Precisamos de uma democracia mais eficiente, com certeza, mas também um Judiciário que não tenha contra ele a pecha de pouco confiável. Quando se cria o foro privilegiado, a mensagem para a população é que o juiz de primeira instância não é confiável. Se for assim, todos têm o direito de querer foro privilegiado.

Estadão: Com a carga de processos contra políticos que virá com a delação da Odebrecht, o Supremo vai conseguir julgar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Acho que vai ser uma armadilha. O mensalão, que era muito menor, já foi um sacrifício das atividades normais dos ministros do Supremo para julgá-lo. Imagine agora, que os fatos são múltiplos, porque (a corrupção) acontecia na Eletronuclear, acontecia na Eletrobrás, na Caixa Econômica Federal, na Petrobrás, nos fundos de pensão. E isso vai sendo revelado. Não é um único processo, são dezenas de processos, contra centenas de pessoas.

Materialmente é impossível o Supremo dar conta de julgar os processos todos que virão, sem mudanças. Não sei como se sai dessa armadilha, talvez a solução seja a do ministro Barroso, um entendimento mais restritivo de foro, ou uma emenda constitucional.

O que acho que vai acontecer, e espero que não aconteça, é que vai haver uma sensação de frustração. É o risco da prescrição e da impunidade.

Estadão: O senhor defende que a delação da Odebrecht tenha seu sigilo baixado?

Carlos Fernando: É complexo, é uma ponderação: um lado ganha um ponto outro lado perde um ponto. Temos de um lado a necessidade das investigações, então o sigilo é importante, porque se pode perder provas, podem (os delatados) combinar versões se souberem o que foi revelado. De outro lado, nós aqui da Lava Jato estamos cansados de termos a imputação de vazamentos. Há centenas de pessoas envolvidas em uma colaboração, e uma mão ou duas são procuradores. O restante são funcionários públicos, membros de outros poderes e mais de uma centena de advogados. Ficamos nesse ambiente de vazamentos só nos causa um prejuízo de reputação, que não merecemos.

A posição do PGR (Procuradoria-Geral da República) é a melhor, existem poucos casos que manter o sigilo seja maior. Talvez a maior parte deva vir a público.

Estadão: A força-tarefa detectou alguma mudança de narrativa em relação a Lava Jato?

Carlos Fernando: Percebe-se uma mudança de narrativa, ou pelo menos uma tentativa. Vejo a população, em geral, ainda muito positiva e apoiando. Mas se percebe em formadores de opinião, uma lenta campanha, seja por interesses de estabilidade econômica, ou seja por interesses inconfessáveis, de manutenção do sistema como ele sempre funcionou. Um sentimento de ‘o partido já saiu do poder, vamos resolver os problemas’. Isso acontece, essa tentativa de mudança de narrativa.

Sabemos que não vamos ter 100% do apoio em 100% do tempo. Mas não temos que buscar o apoio da população, e sim trabalhar, independente do que digam a nosso respeito.

Agora, quem perde, se nada mudar, não é a força-tarefa, nem o Ministério Público, é a sociedade como um todo. Se nós tivermos uma campanha de mudanças efetivas, e as 10 Medidas foi um primeiro momento disso, a população vai chegar à conclusão que esse ciclo econômico de retorno, que acontece hoje, não vai se sustentar. Porque não basta.

Estadão: Sem o povo nas ruas, a Lava Jato pode perder força?

Carlos Fernando: Essa é uma vinculação perigosa de se fazer. Nenhum movimento de rua que aconteceu foi chamado ou teve causa na Lava Jato. Inclusive eles começaram antes, o primeiro grande movimento foi em junho de 2013 (a Lava Jato foi deflagrada em março de 2014). Não temos essa pretensão de colocar as pessoas nas ruas. Mas a rua é um espaço democrático. Nós não vamos para a rua, ninguém viu nenhum procurador da Lava Jato empunhando bandeira nas ruas, não vamos fazer convocação para isso. Mas achamos que o combate à corrupção merece que as pessoas se manifestem, seja onde for, no trabalho, na sua casa e até mesmo nas ruas.

Acredito que as pessoas estão alertas ainda, sabem o que está acontecendo e sobre as movimentações.

A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos.

Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações (da delação da Odebrecht), quem sabe encaminhe o Brasil para um país melhor, mais responsável.

Nós mudamos a maneira como vemos a economia. Hoje o Brasil percebe as suas responsabilidade econômicas, apesar das bobagens que fez nos últimos anos. Entretanto, precisamos perceber que temos que parar de sustentar uma classe política corrupta.

Estadão: A Lava Jato caminha para reproduzir a Mãos Limpas, em relação ao seu final – na Itália, o combate à corrupção na década de 1990 teve seus resultados remediados por uma dura reação do sistema político e pela queda de apoio público?

Carlos Fernando: O caminho é outro, por conhecermos a experiência das Mãos Limpas, quais são as armadilhas que são colocadas no caminho de uma grande investigação. Percebemos e reagimos sempre. Toda vez que (políticos) tentaram uma modificação igual como foi a (lei) salva ladre (que concedia anistia aos presos), na Itália, fomos abertamente à imprensa e falamos: olha população, está acontecendo isso. Porque o político só entende a pressão da população.

Agora é impossível não dizer que não vai haver derrotas, como aconteceu como as 10 Medidas. Mas são apenas batalhas, temos que ver a questão a longo prazo. Temos que ser resilientes e pacientes. Lutar sempre pela mudança, mostrar os fatos, investigador tudo.

Por incrível que pareça, eu sempre aprendi que a Mãos Limpas tinha sido um investigação de sucesso. E ainda acredito que a investigação foi um sucesso. Quem perdeu foi a sociedade italiana.

A investigação revelou, processou e fez aquilo que podia e deveria fazer, na obrigação do Ministério Público. A sociedade que perdeu ao deixar passar a oportunidade.

A Lava Jato é uma oportunidade, mas nós não somos a mudança. A mudança vem da população, dela convencer uma classe política que essa maneira como ela trabalhou até hoje não pode perdurar. Se perdurar nós corremos riscos de sermos sempre vítimas de sucessivos fracassos econômicos.

É o sistema político ineficiente e a burocracia que geram a corrupção.

Estadão: As mudanças de ministro no Supremo – com a morte do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, em 19 de janeiro – e de ministro da Justiça podem influenciar ou até prejudicar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Vejo menos gravidade nos fatos acontecidos até agora. Existe muito um jogo político de apoiamentos que usa certos mecanismos de difamação em relação a uma ou outra pessoa. Claro, existem pessoas que se manifestaram contra a Lava Jato e acho extremamente bem qualificada, como o doutor (Cláudio) Mariz. Ele manifestou-se contra, e por isso entendemos que há uma divergência conosco. Mas não o desqualificamos como uma pessoa de bem e interessada no desenvolvimento nacional e numa Justiça eficiente. Mas temos divergências.

Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, temos ele como um jurista capaz, ele veio nos visitar logo no começo da gestão (na pasta da Justiça) mostrando comprometimento. E durante o período no Ministério da Justiça não vi nenhum efetivo problema de intervenção na Lava Jato. Então tenho por ele o maior respeito.

O doutor Edison Fachin (que assumiu a relatoria da Lava Jato, no STF) é uma pessoa extremamente bem conceituada. Então não temos problema.

Estadão: O governo Michel Temer tem manobrado para frear a Lava Jato?

Carlos Fernando: Nesse governo ainda não percebemos isso claramente. Mas não temos dúvida que há um interesse da classe política de lentamente desconstruir a operação, isso sabemos.

Estadão: Alguém tem hoje o poder de enterrar a Lava Jato?

Carlos Fernando: A Lava Jato já atingiu seus objetivos ao revelar os fatos à população. Talvez o grande objetivo dela tenha sido revelar os fatos. Porque sabemos das limitações do sistema judiciário e político nos impõem em termos de punição efetiva, mas temos feito o nosso melhor, para que as pessoas sejam processadas com justiça e, se condenadas, que vão para a cadeia. Nesse sentido não há quem consiga apagar o legado da Lava Jato.

Agora, efetivamente ao tentar se desconstruir a Lava Jato, ao tentarem nos convencer a deixar agora a economia voltar a crescer, isso pode acontecer, com uma perda de apoio que leve os políticos a passarem medidas como anistia.

Ontem (quinta, 16) tentaram ampliar o foro. Os políticos estão diariamente buscando esses tipos de solução. E o pior, eles têm a noite para trabalhar no Congresso, quando ninguém está atento. Então não posso dizer que isso não vai acontecer.

Perfeita a entrevista de Fausto Macedo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

ESTADÃO – ODEBRECHT PROVOCARÁ TSUNAMI NA POLÍTICA, DIZ PROCURADOR DA LAVA JATO

A entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, está no blog de Fausto Macedo, do portal de notícia Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, que reproduzimos aqui, citando as fontes.

 Carlos Fernando dos Santos Lima. * Foto – Internet – Rodolfo Buhrer – Estadão

Escreve Fausto Macedo:

Carlos Fernando dos Santos Lima defendeu fim do sigilo e disse que revelações mostrarão que a corrupção descoberta no governo federal é igual nos estados e municípios e atinge todos os partidos.

Um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira e confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita.

“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos.”

Defensor do fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, recebeu o Estadão, na quinta-feira, 16, na sala de reuniões em que foram negociadas a maior parte das delações premiadas – que mantiveram a operação em constante expansão, nos três anos de apurações ostensivas.

Acordos como o do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator do esquema, que agora corre o risco de perder parte de seus benefícios, e o dos 77 colaboradores do Grupo Odebrecht, foram selados na sala de reuniões do oitavo andar do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, que desde 2014 é o QG da força-tarefa.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Carlos Fernando. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

Carlos Fernando negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.”

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

Estadão: Nas duas últimas semanas, dois ministros do Supremo manifestaram preocupação com o excesso de prisões da Lava Jato. Há abuso no uso desse tipo de medida restritiva de liberdade?

Carlos Fernando dos Santos Lima: Evidente que não, até porque elas têm sido referendadas nos tribunais. O sistema permite tamanha quantidade de recursos, que não há como se dizer que há abusos. No Brasil temos excessos de prisões de pessoas por crimes menores, como furtos, mulas de tráfico. Agora, não vi problema carcerário por excessos de prisões de colarinho branco. Temos é que aumentar o número de prisões para esses casos.

Estadão: Qual a necessidade de se prender investigados, e por que a manutenção das prisões por longos períodos?

Carlos Fernando: A prisão se justifica segundos os requisitos de lei. Normalmente temos feito prisão por necessidade da instrução, pela ordem pública. E, enquanto presentes os requisitos, o juiz mantém a prisão.

As prisões demoram muito menos que as prisões cautelares em outros crimes, porque o juiz Sérgio Moro (dos processos da Lava Jato, em Curitiba) é extremamente eficiente.

Estadão: Uma crítica recorrente é que vocês, investigadores da Lava Jato, não respeitam os direitos individuais dos investigados…

Carlos Fernando: Não é uma crítica justa. Existem recursos e tribunais para se resolver a questão. A interpretação excessiva desses direitos individuais é que tem causado a impunidade no Brasil. Temos que fazer um balanço entre a necessidade que a sociedade tem de punir esses crimes, com o direito das pessoas. Perfeito. Mas quem decide esse balanço são os tribunais e, até o momento, eles têm mantido as decisões.

Os fatos (crimes) que temos levantados são bem graves, continuados e continuam até hoje.

Enquanto houver necessidade de prisões cautelares e buscas, nós vamos manter as operações em andamento.

Estadão: Existe uma associação da crise econômica com a Lava Jato. A operação tem responsabilidade na recessão econômica do Brasil?

Carlos Fernando: Não, é tentar culpar o remédio pelo problema da doença. Temos um problema sério no Brasil que é um sistema político disfuncional, que se utiliza da corrupção para se financiar. Não adianta os empresários virem bater nas costas dos procuradores da Lava Jato e dizer: ‘olha, foi muito bom o que fizeram até aqui, mas vamos deixar como está, para recuperarmos a economia’.

Não adianta isso.

(A crise) Vai se repetir, são ciclos econômicos bons, causados por fatores externos. E, quando esses fatores externos acabam, nos revelamos incapazes. Somos reféns, que vivem numa cela acreditando que estamos vivendo em um mundo confortável e protegido. Mas todo dia, essa elite econômica vem e tira um pouco do nosso sangue.

Estadão: Como convencer o setor econômico que a Lava Jato faz bem ao Brasil?

Carlos Fernando: A Lava Jato coloca para o País uma oportunidade.

Verificamos que somente uma investigação como essa era insuficiente para o País, e decidimos propor à população as 10 Medidas contra a Corrupção (pacote de leis de iniciativa popular entregue ao Congresso), entendendo que o problema talvez fossem de leis penais e processuais penais. No dia em que a Câmara dos Deputados retaliou a proposta, percebemos que o sistema político também precisa ser corrigido.

Precisamos parar de ter um sistema que gera criminalidade, que precisa de dinheiro escuso para sobreviver, para financiar as campanhas.

Há uma corrida entre os partidos. Eu tenho governo federal, eu tenho o ministério tal, o outro partido que não tem, precisa correr atrás dessas verbas escusas em governos estaduais, ou em governos municipais. A corrupção gera uma corrida entre os partidos para o financiamento ilegal. E financiamento ilegal, não é caixa-2. É um toma lá, da cá. Quem paga exige algo desses grupos políticos. E isso, verificamos na Lava Jato e temos que mudar.

Estadão: As 10 Medidas representaram um revés para a Lava Jato?

Carlos Fernando: Foi uma retaliação impensada (do Congresso, que alterou boa parte das propostas). Como procuradores apreendemos a ser resilientes e pacientes. Nada se consegue do dia para a noite. Outras medidas virão, outras campanhas virão, em outros momentos. Não se pode modificar o que já foi revelado, ninguém mais discute os fatos, sabemos o que aconteceu. Mais cedo ou mais tarde isso trará mudanças, pode não ser as 10 Medidas, pode ser uma reforma política, agora ou daqui a pouco.

Estadão: A mudança de governo, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, impactou na Lava Jato?

Carlos Fernando: Nós vemos na Lava Jato, e isso é uma coisa que incomoda, a manipulação ideológica que é feita das investigações, tentando justificar as investigações, que são uma obrigação nossa (Ministério Público), com ideias de que há uma perseguição política de um grupo A ou B. Isso é natural dos políticos.

A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Seja o partido A no governo federal, com coligação ou não, seja num partido B que está no governo estadual. Ela grassa em todos os governos.

Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgados – e um dia serão, seja agora ou mais tarde. E vai se perceber que o esquema sempre funciona da mesma forma. Ele é um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo e, em troca, recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual.

A Lava Jato e o combate à corrupção não têm cunho ideológico. Pode ser um combate à corrupção de um governo de esquerda ou de direita, pouco importa. Para nós é indiferente a troca do governo, porque vamos continuar a fazer nosso trabalho.

Estadão: Mas o senhor identificou mudança de discurso de grupos políticos em apoio à Lava Jato?

Carlos Fernando: Tem grupos que viam a Lava Jato apenas com interesse contra o partido que estava no poder, o Partido dos Trabalhadores, e apoiavam. Para este grupo, naturalmente, não interessa a continuidade das investigações e é natural que façam esse movimento crítico agora. São grupos que nos apoiavam, defendiam as prisões e agora fazem um discurso totalmente contra.

Não importa, será feito da mesma maneira independente de partido que estiver no poder. Vamos trabalhar e sabemos que os interesses políticos se aglutinam contra a Lava Jato, como aconteceu no final do ano passado, quando tentaram um blitz contra a operação no Congresso, tentando quase que semanalmente a aprovação, na madrugada, de alguma medida extraordinária.

Este ano parece que mudou um pouco e estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação.

Mas a Lava Jato tem força própria. Hoje tivemos operação do Supremo (Operação Leviatã), tivemos no Rio de Janeiro, recentemente. Em Curitiba, pode diminuir a importância e é natural, mas ela permitiu que outras forças-tarefas façam seu trabalho. Espero que no Brasil existam uma série de sérgios moros e marcelos bretas (juízes da Lava Jato, em Curitiba e no Rio). Espero que seja um novo padrão do judiciário brasileiro.

Estadão: Com a Lava Jato em fase crescente nos processos contra políticos, no Supremo, que tem um ritmo mais lento, pode haver um reflexo negativo na imagem da operação ?

Carlos Fernando: A percepção das pessoas fica bastante alterada, porque elas estão vendo que o sistema de foro privilegiado ineficiente e algo que sempre insurgimos contra. Se não fosse só injusto e anti republicano, é anti eficiente.

Alguns ministros se manifestaram, como o ministro (Luís Roberto) Barroso. Da maneira que está, não é possível, é uma armadilha para o Supremo. Quanto mais chegam investigações de Curitiba, de São Paulo, do Rio e agora de outros estados, eles são cada vez mais incapazes de trabalhar com esse número de processos (da Lava Jato). É preciso espalhar esses processos.

Precisamos de uma democracia mais eficiente, com certeza, mas também um Judiciário que não tenha contra ele a pecha de pouco confiável. Quando se cria o foro privilegiado, a mensagem para a população é que o juiz de primeira instância não é confiável. Se for assim, todos têm o direito de querer foro privilegiado.

Estadão: Com a carga de processos contra políticos que virá com a delação da Odebrecht, o Supremo vai conseguir julgar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Acho que vai ser uma armadilha. O mensalão, que era muito menor, já foi um sacrifício das atividades normais dos ministros do Supremo para julgá-lo. Imagine agora, que os fatos são múltiplos, porque (a corrupção) acontecia na Eletronuclear, acontecia na Eletrobrás, na Caixa Econômica Federal, na Petrobrás, nos fundos de pensão. E isso vai sendo revelado. Não é um único processo, são dezenas de processos, contra centenas de pessoas.

Materialmente é impossível o Supremo dar conta de julgar os processos todos que virão, sem mudanças. Não sei como se sai dessa armadilha, talvez a solução seja a do ministro Barroso, um entendimento mais restritivo de foro, ou uma emenda constitucional.

O que acho que vai acontecer, e espero que não aconteça, é que vai haver uma sensação de frustração. É o risco da prescrição e da impunidade.

Estadão: O senhor defende que a delação da Odebrecht tenha seu sigilo baixado?

Carlos Fernando: É complexo, é uma ponderação: um lado ganha um ponto outro lado perde um ponto. Temos de um lado a necessidade das investigações, então o sigilo é importante, porque se pode perder provas, podem (os delatados) combinar versões se souberem o que foi revelado. De outro lado, nós aqui da Lava Jato estamos cansados de termos a imputação de vazamentos. Há centenas de pessoas envolvidas em uma colaboração, e uma mão ou duas são procuradores. O restante são funcionários públicos, membros de outros poderes e mais de uma centena de advogados. Ficamos nesse ambiente de vazamentos só nos causa um prejuízo de reputação, que não merecemos.

A posição do PGR (Procuradoria-Geral da República) é a melhor, existem poucos casos que manter o sigilo seja maior. Talvez a maior parte deva vir a público.

Estadão: A força-tarefa detectou alguma mudança de narrativa em relação a Lava Jato?

Carlos Fernando: Percebe-se uma mudança de narrativa, ou pelo menos uma tentativa. Vejo a população, em geral, ainda muito positiva e apoiando. Mas se percebe em formadores de opinião, uma lenta campanha, seja por interesses de estabilidade econômica, ou seja por interesses inconfessáveis, de manutenção do sistema como ele sempre funcionou. Um sentimento de ‘o partido já saiu do poder, vamos resolver os problemas’. Isso acontece, essa tentativa de mudança de narrativa.

Sabemos que não vamos ter 100% do apoio em 100% do tempo. Mas não temos que buscar o apoio da população, e sim trabalhar, independente do que digam a nosso respeito.

Agora, quem perde, se nada mudar, não é a força-tarefa, nem o Ministério Público, é a sociedade como um todo. Se nós tivermos uma campanha de mudanças efetivas, e as 10 Medidas foi um primeiro momento disso, a população vai chegar à conclusão que esse ciclo econômico de retorno, que acontece hoje, não vai se sustentar. Porque não basta.

Estadão: Sem o povo nas ruas, a Lava Jato pode perder força?

Carlos Fernando: Essa é uma vinculação perigosa de se fazer. Nenhum movimento de rua que aconteceu foi chamado ou teve causa na Lava Jato. Inclusive eles começaram antes, o primeiro grande movimento foi em junho de 2013 (a Lava Jato foi deflagrada em março de 2014). Não temos essa pretensão de colocar as pessoas nas ruas. Mas a rua é um espaço democrático. Nós não vamos para a rua, ninguém viu nenhum procurador da Lava Jato empunhando bandeira nas ruas, não vamos fazer convocação para isso. Mas achamos que o combate à corrupção merece que as pessoas se manifestem, seja onde for, no trabalho, na sua casa e até mesmo nas ruas.

Acredito que as pessoas estão alertas ainda, sabem o que está acontecendo e sobre as movimentações.

A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos.

Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações (da delação da Odebrecht), quem sabe encaminhe o Brasil para um país melhor, mais responsável.

Nós mudamos a maneira como vemos a economia. Hoje o Brasil percebe as suas responsabilidade econômicas, apesar das bobagens que fez nos últimos anos. Entretanto, precisamos perceber que temos que parar de sustentar uma classe política corrupta.

Estadão: A Lava Jato caminha para reproduzir a Mãos Limpas, em relação ao seu final – na Itália, o combate à corrupção na década de 1990 teve seus resultados remediados por uma dura reação do sistema político e pela queda de apoio público?

Carlos Fernando: O caminho é outro, por conhecermos a experiência das Mãos Limpas, quais são as armadilhas que são colocadas no caminho de uma grande investigação. Percebemos e reagimos sempre. Toda vez que (políticos) tentaram uma modificação igual como foi a (lei) salva ladre (que concedia anistia aos presos), na Itália, fomos abertamente à imprensa e falamos: olha população, está acontecendo isso. Porque o político só entende a pressão da população.

Agora é impossível não dizer que não vai haver derrotas, como aconteceu como as 10 Medidas. Mas são apenas batalhas, temos que ver a questão a longo prazo. Temos que ser resilientes e pacientes. Lutar sempre pela mudança, mostrar os fatos, investigador tudo.

Por incrível que pareça, eu sempre aprendi que a Mãos Limpas tinha sido um investigação de sucesso. E ainda acredito que a investigação foi um sucesso. Quem perdeu foi a sociedade italiana.

A investigação revelou, processou e fez aquilo que podia e deveria fazer, na obrigação do Ministério Público. A sociedade que perdeu ao deixar passar a oportunidade.

A Lava Jato é uma oportunidade, mas nós não somos a mudança. A mudança vem da população, dela convencer uma classe política que essa maneira como ela trabalhou até hoje não pode perdurar. Se perdurar nós corremos riscos de sermos sempre vítimas de sucessivos fracassos econômicos.

É o sistema político ineficiente e a burocracia que geram a corrupção.

Estadão: As mudanças de ministro no Supremo – com a morte do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, em 19 de janeiro – e de ministro da Justiça podem influenciar ou até prejudicar a Lava Jato?

Carlos Fernando: Vejo menos gravidade nos fatos acontecidos até agora. Existe muito um jogo político de apoiamentos que usa certos mecanismos de difamação em relação a uma ou outra pessoa. Claro, existem pessoas que se manifestaram contra a Lava Jato e acho extremamente bem qualificada, como o doutor (Cláudio) Mariz. Ele manifestou-se contra, e por isso entendemos que há uma divergência conosco. Mas não o desqualificamos como uma pessoa de bem e interessada no desenvolvimento nacional e numa Justiça eficiente. Mas temos divergências.

Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, temos ele como um jurista capaz, ele veio nos visitar logo no começo da gestão (na pasta da Justiça) mostrando comprometimento. E durante o período no Ministério da Justiça não vi nenhum efetivo problema de intervenção na Lava Jato. Então tenho por ele o maior respeito.

O doutor Edison Fachin (que assumiu a relatoria da Lava Jato, no STF) é uma pessoa extremamente bem conceituada. Então não temos problema.

Estadão: O governo Michel Temer tem manobrado para frear a Lava Jato?

Carlos Fernando: Nesse governo ainda não percebemos isso claramente. Mas não temos dúvida que há um interesse da classe política de lentamente desconstruir a operação, isso sabemos.

Estadão: Alguém tem hoje o poder de enterrar a Lava Jato?

Carlos Fernando: A Lava Jato já atingiu seus objetivos ao revelar os fatos à população. Talvez o grande objetivo dela tenha sido revelar os fatos. Porque sabemos das limitações do sistema judiciário e político nos impõem em termos de punição efetiva, mas temos feito o nosso melhor, para que as pessoas sejam processadas com justiça e, se condenadas, que vão para a cadeia. Nesse sentido não há quem consiga apagar o legado da Lava Jato.

Agora, efetivamente ao tentar se desconstruir a Lava Jato, ao tentarem nos convencer a deixar agora a economia voltar a crescer, isso pode acontecer, com uma perda de apoio que leve os políticos a passarem medidas como anistia.

Ontem (quinta, 16) tentaram ampliar o foro. Os políticos estão diariamente buscando esses tipos de solução. E o pior, eles têm a noite para trabalhar no Congresso, quando ninguém está atento. Então não posso dizer que isso não vai acontecer.

Perfeita a entrevista de Fausto Macedo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

BRASIL EM ESTADO DE EBULIÇÃO, COM MUITA PRESSÃO, MAS SEM EXPLOSÃO!

Frankie Marcone:Futura Press:Estadão Conteúdo

Rebeliões chegam às ruas. * Foto – Internet – Frankie Marcone – Futura Press – Estadão Conteúdo.

A crise penitenciária extrapola os limites das prisões e começa a se espalhar pelas ruas do país, começando pelas cidades do Rio Grande do Norte.

Se você acha que está muito ruim, prepare-se: vai ficar muito pior!

Michel Temer - Exame - Abril.com

Michel Temer. * Foto – Internet – Exame – Abril.com.

Autorizada pelo presidente Michel Temer, a Força Nacional vai avançar com a sua presença nas ruas, juntamente com as forças policiais de municípios e estados, enquanto as polícias militares acuarão os presos para as Forças Armadas vistoriarem os presídios em busca de armas, drogas e equipamentos eletrônicos, especialmente celulares, aumentando a pressão sobre os detentos, seus negócios e seus lucros.

Nos próximos dias o parlamento brasileiro volta do recesso parlamentar, com as sessões plenárias e a repercussão e a discussão públicas de tudo que está acontecendo no país.

Renan e Eunício - Ucho.Info

Renan será substituído por Eunício? * Foto – Internet – Ucho.Info.

O Senado da República vai vivenciar momentos de pressão popular, com a possível eleição de Eunício Oliveira, cuja imagem negativa espalha-se por todo o território nacional, semelhante a do atual presidente Renan Calheiros.

Rodrigo Maia - O Globo - oglobo.com

Rodrigo Maia. * Foto – Internet – O Globo – oglobo.com.

A Câmara dos Deputados já está protagonizando um espetáculo de ‘rasga Constituição’ e ‘rasga Regimento Interno’ com a candidatura à reeleição do presidente Rodrigo Maia, que ensejará, também, manifestações contrárias da população, seja nas ruas ou nas redes sociais da internet.

carmem-lucia-Foto-Nelson-Jr-SCO-STF

Cármem Lúcia. * Foto – Internet – Nelson Jr – SCO – STF.

Do Supremo Tribunal Federal – STF, que julgará a legalidade da candidatura Maia, espera-se mais lenha nessa fogueira da Câmara Federal, pelo trabalho da presidente Cármem Lúcia e dos seus ministros, com decisões nem sempre lógicas.

Marcelo Odebrecht - Luís Ushirobira - Valor

Marcelo Odebrecht. * Foto – Internet – Luís Ushirobira – Valor.

Também do Supremo, espera-se a homologação do acordo de leniência da Odebrecht, bem como da colaboração premiada do seu presidente Marcelo Odebrecht, que promete transformar a capital do país, Brasília, num imenso picadeiro de circo e ao mesmo tempo, num imenso campo de batalhas, jurídicas e políticas, ou mesmo num caldeirão fervente de pressões de todo tipo.

Rodrigo Janot - Exame - Abril.com

Rodrigo Janot. * Foto – Internet – Exame – Abril.com.

A Procuradoria Geral da República – PGR, através do seu procurador geral, Rodrigo Janot, vai solicitar a quebra do sigilo e a divulgação dos mais de 900 arquivos com os depoimentos dos 77 dirigentes da Odebrecht.

Teori Zavaski - O Globo - oglobo.com

Teori Zavaski. * Foto – Internet – O Globo – oglobo.com.

O ministro Teori Zavaski, no STF, vai ter muito trabalho e sofrer muita pressão.

Sérgio Moro - El País

Sérgio Moro. * Foto – Internet – El País.

Quem também terá muito trabalho, nos próximos dias, é o juiz Sérgio Moro, juntamente com todos os integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato.

Por tudo isso, o Brasil vai vivenciar, nos próximos dias, semanas e meses, uma verdadeira ebulição, com muita pressão, mas, felizmente, sem explosões!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. 1 – Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

PS. 2 – Jornalistas, blogueiros e pitaqueiros da internet também terão muito trabalho nesses tempos.

NEM TEMER, NEM CÁRMEM E NEM GOVERNADORES… CRISE PENITENCIÁRIA SEM SOLUÇÃO

AdrianoAbreu-TribunadoNorte

Crise penitenciária sem solução. * Foto – Internet – Adriano Abreu – Tribuna do Norte.

Há cinco dias os presos do presídio de Alcaçuz dominam a área interna, onde já mataram 26 detentos. O governo do RN planeja retomar o controle até o final desta semana.

O governo federal e os governos estaduais, até o momento, estão tontos, sem uma solução de curto prazo para a crise no sistema penitenciário.

O poder executivo e o poder judiciário estão pressionados mas não conseguem apresentar e executar uma ação que acabe ou pelo menos minimize a crise.

Michel Temer - Exame - Abril.com

Michel Temer impotente na crise penitenciária. * Foto – Internet – Exame – Abril.com

O presidente Michel Temer, sem condições de atender pleitos financeiros dos governadores dos estados, cancelou a reunião onde seriam apresentadas as medidas para enfrentar a crise.

Temer disponibilizou o uso das Forças Armadas pelos estados para retomar o controle dos presídios.

Hoje Michel Temer receberá os governadores do Acre, Tião Viana; Amazonas, José Melo; do Mato Grosso, Pedro Taques; do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Pará, Simão Jatene; Rondonia, Confúcio Moura; Roraima, Suely Campos, e Tocantins, Marcelo Miranda, para discutir o assunto.

A presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, ministra Cármem Lúcia, também revela-se impotente para enfrentar a crise.

Solução, que seria bom, nenhuma!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

CARTAS (SEM RESPOSTAS) AO MORDOMO 2: LEMBRA? PRESIDENTE NORDESTINO?

Senhor Mordomo, meus cumprimentos!

Menos, menos, menos… Agora o Senhor superou! Querer ser lembrado como “o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil”. Quem gostava de dizer essas besteiras pra desviar a atenção do povo, era Dilma. Deu no que deu! O Senhor sabe!

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* Foto – Internet: Beto Barata – Divulgação – Presidência da República.

Os problemas do Brasil, Senhor Mordomo, passam mutio longe de frases bestas como essa.

Comunique, informe, anuncie tudo que o Senhor está fazendo pelo povo nordestino: R$ 755 milhões em investimentos para a construção de 133 mil cisternas, microaçudes e programas de acesso à água em 15 estados do país; beneficiar mais de 1 milhão de pessoas em 759 municípios; garantir mais dinheiro da repatriação para estados e municípios do Nordeste; continuar e concluir a transposição do Rio São Francisco.

Sem arrudeios e sem frases deefeito.

Seja objetivo e direto! O povo entende!

Está na hora de mexer nas despesas de mordomia em toda a estrutura do governo.

É preciso cortar os excessos!

São bilhões saindo pelo halo dos privilégios!

E há privilégios em todo o governo: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário.

Senhor Mordomo, arroche no que é essencial e esqueça frases de efeito!

Sem outros comentários, passar bem!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com