CARTAS (SEM RESPOSTAS) AO MORDOMO 4: BÔNUS NO RURAL E ÔNUS NO COMERCIAL

Senhor Mordomo, meus cumprimentos!

Hoje vou falar de uma séria preocupação que venho sentindo nos últimos dias.

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* Foto – Internet.

Quando falamos em privilégios do governo, lhe garanto que sou contra qualquer um que exista.

Se falarmos sobre proteção a atividade econômica, sou favorável a todas as medidas para proteger o setor primário, que é o agronegócio, o secundário, que é a indústria, e o terciário, onde estão o comércio e os serviços.

Todas as regiões do país, possuem os seus Fundos Constitucionais.

São recursos que o governo federal disponibiliza para estimular o empreendedorismo nessas áreas em todas as regiões do país.

Mas, quando o negócio aperta, o setor primário, o agronegócio é protegido, a indústria é protegida, mas o comércio e os serviços apanham no lombo, as chicotadas da crise.

Explico: quando se configura a crise, no setor primário, por culpa única e exclusiva do tempo, no caso a estiagem no Nordeste, o governo cria medidas que possibilitam ao devedor de empréstimos dos bancos regionais do governo, tipo BNB, renegociar o pagamento dos empréstimos, sem juros, e com abatimento de até 85% do principal, beneficiando diretamente os agricultores e a indústria na região.

Mas quando se configura a crise, no setor terciário, por culpa única e exclusiva das políticas econômicas do governo, que deram errado, o próprio governo cria medidas que travam ao devedor de empréstimos dos bancos regionais do governo, quanto estes desejam quitar os empréstimos.

São cobrados juros escorchantes, juros sobre juros, dos devedores, sem brechas para negociação, mesmo para o devedor que quer se desfazer do bem que foi dado em garantia do empréstimo, para quitar a dívida.

São vários pesos e várias medidas para situações com a mesma gravidade.

E, se você ainda não sabe, caro Senhor Mordomo, somente nos shoppings centers, mais de 18 mil lojas fecharam neste ano de 2016. Mais grave ainda é saber que, dos novos shoppings, abertos neste ano, somente 55% das lojas estão funcionando. Os outros 45% sequer abriu. Ainda estão fechadas.

Está difícil!

Precisamos de uma política, nos bancos estatais, que proteja o investidor / empreendedor que está nas cidades e tem o mesmo problema do agricultor no sertão nordestino.

Épreciso fazer justiça com quem empreende e cria novos negócios!

Senhor Mordomo, acredite que isto é essencial! E arroche!

Sem outros comentários, passar bem!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com