O PODER ENCANTA, INEBRIA, EXTASIA, ENTUSIASMA E ENGANA OS PODEROSOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O jornal O Estado de São Paulo – Estadão, publicou hoje um editorial analisando a pesquisa que a Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, realizou nos bairros mais pobres de São Paulo.

A análise está tão bem elaborada, explicada, que reproduzimos abaixo:

“O colapso do discurso petista – Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

03 Abril 2017 | 05h00

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese, o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultado direto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou os moradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza o mercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, ao contrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela “lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada um trabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com uma ideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.”

Como diz o título desta publicação, ‘o poder encanta, inebria, extasia, entusiasma e engana os poderosos’!

Isso é bom para a democracia!

Isso é bom para a alternância de poder!

Isso é bom para você!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

O PODER ENCANTA, INEBRIA, EXTASIA, ENTUSIASMA E ENGANA OS PODEROSOS

Ilustração – Nova logomarca do Instituto Índice Pesquisa. * Arte – Cassiano Cunha

O jornal O Estado de São Paulo – Estadão, publicou hoje um editorial analisando a pesquisa que a Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, realizou nos bairros mais pobres de São Paulo.

A análise está tão bem elaborada, explicada, que reproduzimos abaixo:

“O colapso do discurso petista – Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

03 Abril 2017 | 05h00

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese, o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultado direto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou os moradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza o mercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, ao contrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela “lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada um trabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com uma ideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.”

Como diz o título desta publicação, ‘o poder encanta, inebria, extasia, entusiasma e engana os poderosos’!

Isso é bom para a democracia!

Isso é bom para a alternância de poder!

Isso é bom para você!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

LAVA JATO AJUDA A DESMONTAR MECANISMO DE EXPLORAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

José Padilha dirige filme sobre a Lava Jato. * Foto – Internet – Monica Imbuzeiro – Agência O Globo

Tese é defendida em texto que o jornalista e cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite, publicou no Blog do Noblat / O Globo.

O texto de José Padilha foi compartilhado pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Lava-Jato, em seu perfil do Facebook e ganhou vários compartilhamentos voluntários.

É uma análise sobre o “Mecanismo de Exploração da Sociedade Brasileira.”

“A importância da Lava-Jato Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira.

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. (Em meu último artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal…

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes, rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular, é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.”

Ótimas as percepções de José Padilha sobre a realidade brasileira!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

LAVA JATO AJUDA A DESMONTAR MECANISMO DE EXPLORAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

José Padilha dirige filme sobre a Lava Jato. * Foto – Internet – Monica Imbuzeiro – Agência O Globo

Tese é defendida em texto que o jornalista e cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite, publicou no Blog do Noblat / O Globo.

O texto de José Padilha foi compartilhado pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Lava-Jato, em seu perfil do Facebook e ganhou vários compartilhamentos voluntários.

É uma análise sobre o “Mecanismo de Exploração da Sociedade Brasileira.”

“A importância da Lava-Jato Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira.

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. (Em meu último artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal…

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes, rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular, é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.”

Ótimas as percepções de José Padilha sobre a realidade brasileira!

Isso é bom para o Brasil!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

LULA DIZ QUE VAI TIRAR O BRASIL DA LAMA. POR FAVOR, CHAME UM PSICALISTA!

images|cms-brasil 247

Lula no Congresso da CNTE. * Foto – Internet – cms – brasil247.

“Quem é que vai tirar o país da lama que ele ficou?”

À esta pergunta do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, uma platéia obediente e sintonizada com os ideais do Partido dos Trabalhadores, gritava eufórica:

– “Lula!”

Aconteceu em Brasília, na realização do 33º Congresso da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Lula disse mais:

“Esse país não merece. Eu não imaginei voltar a ver crianças pedindo esmolas nas ruas”.

O ex-presidente acusou o presidente Michel Temer de ter articulado um golpe, citando o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

E a platéia pedia:

– “Volta, Lula!”

E Lula completava:

– “Se preparem, porque se eu voltar, eu voltar para fazer muito mais”, disse.

Há controvérsias sobre a percepção de realidade e a intenção manifestada pelo ex-presidente.

Uns acreditam que Lula, em sua mente, se mistura com o país e quando afirma que vai tirar o país da lama, estaria querendo dizer que vai tirar ele próprio da lama em que se meteu com tantos casos de propina, como os já apurados até o momento.

E você, o que é que acha?

Se o Brasil está na lama, quem vai tirar o Brasil da lama?

Se Lula está na lama, quem vai tirar Lula da lama?

Ah, Brasil de tantos brasis!

Chama um psicanalista!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

TEMER RENUNCIA OU ADOTA MEDIDAS PARA AJUDAR O BRASIL A SAIR DA CRISE

Em dezembro de 2015, há um ano, comentava que a renúncia de Dilma e uma série de medidas que poderiam ser implantadas por ela, seriam importantes para ajudar o Brasil a sair da crise.

Dilma não renunciou. Respondeu ao impeachment e foi afastada da Presidência da República.

Em maio deste ano, publiquei que as mesmas medidas poderiam ser adotadas pelo presidente Michel Temer, com o mesmo intuito.

images * Foto: Internet.

Temer também não renunciou, mas ainda está em tempo dele ficar na história do país com registros de respeito e admiração.

Do contrário, vai ficar na mesma área onde já estão Collor, Lula e Dilma.

O povo brasileiro quer mudanças e está afirmando isso, com todas as letras, em todas as ocasiões e os políticos não querem entender. Certamente ainda não acreditam que o povo pode se rebelar e realizar as mudanças na força.

Lamentável!

É por aí!…

Casciano Vidal

PS. Para falar com o autor: cascianovidal@gmail.com

 

COLUNA É POR AÍ!… MAR 2014 – REVISTA FOCO

HENRIQUE, ROBINSON, ROSALBA… E WILMA?

O mês de março vai findar e os líderes políticos do Rio Grande do Norte continuam sem uma definição clara das candidaturas que deverão disputar as eleições deste ano, muito embora seja possível identificar, com certeza, alguns nomes que se colocam no tabuleiro do jogo eleitoral para a disputa dos cargos majoritários de governador e senador.

Entre estes nomes está o do atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que deseja ser candidato ao cargo de governador, embora aguarde uma definição da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, com quem pretende compor uma chapa, com ela disputando o cargo de senador.

Outro nome é o do vice-governador Robinson Faria, que está decidido a disputar o cargo de governador, principalmente se conseguir fechar uma dobradinha com a deputada Fátima Bezerra disputando o cargo de senador.

A governadora Rosalba Ciarlini, desconfiada do emaranhado das possibilidades de chincarem sua candidatura à reeleição, já se amparou em pareceres jurídicos que defendem o seu direito de pleitear nova eleição para o mesmo cargo.

Ex-governadora, Wilma de Faria se sente tentada a disputar novamente a eleição de governador, especialmente se contar com o apoio do governador de Pernambuco, Eduardo Campos que vai disputar a presidência da República. O plano B de Wilma é disputar um mandato de senador, e, nesse caso, escolhendo com quem vai se compor no Rio Grande do Norte.

Fátima Bezerra já está com o seu time em campo e, na companhia do vice-governador Robinson Faria, já anda fazendo proselitismo político nos municípios, como se ambos já estivessem com os nomes homologados pelos respectivos partidos, em coligação eleitoral.

Nesse jogo de interesses, Fernando Bezerra ainda não conseguiu a unanimidade desejada certamente poderá ficar de fora da disputa eleitoral de 5 de outubro.

É por aí!….

HENRIQUE E FÁTIMA CADA DIA MAIS DISTANTES

O desenrolar dos acontecimentos políticos em Brasília, onde PT e PMDB parecem se digladiar nos conflitos de poder que opõem o líder Eduardo Cunha (PMDB) à presidente Dilma Rousseff, afeta cada dia mais fortemente as dificuldades de aproximação dos deputados Henrique Eduardo Alves e Fátima Bezerra, aqui no Rio Grande do Norte. Hoje, tudo indica, os dois estarão em campos opostos nas eleições deste ano.

PDT FECHADO COM SÁVIO FEDERAL

O principal compromisso, o mais forte de todos, que o PDT deseja assumir com os prováveis aliados políticos na disputa eleitoral deste ano, é a eleição do jornalista Sávio Háckradt, atual Chefe do Gabinete Civil da Prefeitura de Natal, para deputado federal.

PRAZOS DO CALENDÁRIO ELEITORAL

Agentes públicos, políticos e candidatos, além de advogados destes, estão de olho no calendário eleitoral e nas ações e atitudes de correligionários e adversários.

FELIPE MAIA COTADO PARA A REELEIÇÃO

Deputado federal dos Democratas, Felipe Maia, apesar do desgaste do partido, consta em todas as listas como um dos mais certos deputados para conquistar a reeleição. Tudo consequência do excelente trabalho parlamentar que tem realizado.

SILVEIRA JÚNIOR E CRISPINIANO NETO X …

Articulações com o aval do vice-governador Robinson Faria e da deputada Fátima Bezerra, devem juntar PSD e PT na eleição suplementar de Mossoró, marcada para o dia 4 de maio. A provável chapa terá o prefeito Silveira Júnior, candidato a reeleição, tendo como companheiro o poeta Crispiniano Neto.

… LARISSA ROSADO E ALEX MOACIR

PSB e PMDB caminham para um acordo em Mossoró, compondo uma chapa para disputar a eleição suplementar com a deputada Larissa Rosado (PSD) na condição de candidata a prefeito e o vereador Alex Moacir (PMDB), na condição de vice-prefeito.

FRASES

O PMDB só me dá alegrias.” Da presidente Dilma Rousseff.

Projeto de José Agripino é destaque na Revista Isto É Dinheiro.” Manchete de O Jornal de Hoje.

MP oferece denúncia contra Gilson e Micarla por desvio e lavagem de dinheiro.” Manchete de O Jornal de Hoje.

O PR tem aliança com o PMDB e eu particularmente mantenho um bom relacionamento com o deputado Henrique Eduardo...” Do deputado João Maia, no Jornal de Hoje.

“A chapa com Henrique para o Governo, com o deputado João Maia (PR) na vice e a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB) para o Senado, será anunciada na sexta-feira, 28 de março.” Da jornalista Thaísa Galvão, no seu blogue.

“’Sou virgem de emendas‘, brincadeira do deputado estadual Agnelo Alves (PDT), diante da sua situação no Governo Rosa(do). Nunca teve uma emenda sua paga desde quando Rosalba assumiu.” Da jornalista Eliana Lima, na sua coluna do jornal Tribuna do Norte.

Mesmo sem querer falar em intervenção, o Ministério da Justiça não se tranquilizou depois da visita que fez ao Rio Grande do Norte na última segunda-feira. Pelo contrário.” Da jornalista Laurita Arruda, no seu blogue Território Livre.

“Foi mais que implante. Tive de recompor toda a base dos dentes, por causa da barbeiragem de um dentista. Ia jantar e caía.” Do senador José Agripino, na Tribuna do Norte.

Na reunião com Aldo Rebelo,ele festejou o fato de o RN ter registrado maior índice de apoio à realização da Copa: 69% de avaliação positiva.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que a segurança pública do Rio Grande do Norte está sob intervenção direta e pessoal do ministro da Justiça, Eduardo Cardoso. Será?…

… Que Robinson Faria e Fátima Bezerra apostam no imponderável para justificar a possibilidade de eleição de ambos – governador e senador. Será?…

… Que os deputados João Maia e Henrique Eduardo Alves agem como se fossem amigos da vida toda. Será?…

… Que o ditado ‘Quem te viu, quem te vê’, nunca esteja tão presente na política do Rio Grande do Norte. Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… FEV 2014 – REVISTA FOCO

A ESCALAÇAO DA SELEÇÕES E OS PALPITES DO JOGO ELEITORAL

Já começaram os palpites sobre as possibilidades de composição das coligações partidárias para a definição das chapas que concorrerão as eleições estaduais deste ano no Rio Grande do Norte. Há soluções para todos os problemas, desde que o eleito seja o candidato defendido pelo palpiteiro.

Igual ao futebol, no jogo eleitoral, cada eleitor também se considera um técnico ou o melhor marqueteiro ao defender uma ideia. E quando a mesma ideia passa a ser comentada por várias fontes diferentes, é porque há um forte trabalho político para viabilizá-la. É o caso da chapa dos sonhos do deputado Henrique Eduardo Alves e do senador ministro Garibaldi Alves Filho.

A ideia é assim: Governador – Fernando Bezerra (PMDB); Vice-governador – João Maia (PR) ou Ricardo Motta (PROS); Senadora – Wilma de Faria (PSB); Primeiro suplente de senador – Flávio Azevedo (PMDB); Segundo suplente de senador – Aguarda nome do PT; Deputados federais – Fátima Bezerra (PT), Walter Alves (PMDB), Sandra Rosado (PSB), Sávio Háckradt (PDT), Fábio Faria (PSD), João Maia (PR) ou Fabiano Motta (PROS) e Felipe Maia (DEM).

Fica claro e evidente que todos aqueles que não estão estalados e nem na torcida para a vitória dessa seleção no jogo eleitoral deste ano, podem, e devem, procurar formar outros times para continuar no jogo.

Quem defende essa ideia, afirma que Rosalba e Carlos Augusto estão fora do jogo. Diz também que o senador José Agripino deve se contentar com a reeleição do filho Felipe e com uma boa perspectiva de reeleição dele no mandato de senador daqui a 4 anos, sem Wilma na disputa. E também que Robinson Faria deve ficar feliz com a reeleição do filho Fábio para mais um mandato de deputado federal.

Só há um porém: Se Wilma de Faria não topar a candidatura para o Senado, e lançar-se candidata ao Governo do RN, em coligação com o PT, que lançaria Fátima Bezerra para o Senado, aí o caldo engrossa. E a ideia terá que se reformulada.

É por aí!….

PANCADA EM HENRIQUE EDUARDO

A revista Veja, edição 2.360, de 12 de fevereiro último, deu uma forte pancada na imagem pública do deputado Henrique Alves, ao publicar na coluna Panorama Holofote, assinada por Otávio Cabral: “Para fora e para dentro – Os deputados do PMDB anunciaram quenão indicarão mais nomes para o ministério de Dilma Rousseff. Em seu estado, porém, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez o caminho contrário. Seis meses depois de ter rompido com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), ele voltou à sua base de apoio e indicou o aliado Sílvio Torquato para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.”

SERVIÇOS NAS RUAS, À NOITE INCOMODAM MENOS

Nas últimas noites, o natalense tem visto o trabalho de tapa buraco e recapeamento asfáltico de ruas na cidade. O serviço é feito, à noite, para causar menos transtornos ao cidadão. Acertada decisão do prefeito Carlos Eduardo.

EXEMPLO DE POPULARIDADE

Até os dias atuais, o prefeito de São Paulo, que conquistou mais popularidade, foi Laudo Natel. Sua popularidade veio da realização de serviços nas ruas da cidade, somente à noite, horário em que também foi incrementada a limpeza pública.

APOSTAS NA SAÍDA DE ROSALBA DO GOVERNO

Grupos ligados politicamente ao vice-governador Robinson Faria, aguardam, ansiosamente, a qualquer momento, a saída da governadora Rosalba Ciarlini do cargo.

À ESPERA DE WILMA

Sem ansiedade aparente, Garibaldi Alves Filho, Henrique Eduardo Alves e Fernando Bezerra aguardam a decisão política de Wilma de Faria.

FÁTIMA BEZERRA

Fátima Bezerra está convencida da possibilidade do PT conquistar uma cadeira de senador nas eleições deste ano. E não quer deixar o cavalo passar selado. Topa até mesmo, e tem repetido isso, enfrentar Wilma de Faria no voto.

FRASES

Prefeitura coloca Natal no circuito esportivo nacional e internacional. Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia e o MMA.” Do prefeito Carlos Eduardo, no Twitter.

“UFC, maior evento mundial nas artes marciais, será transmitido direto de Natal para 147, eu disse 147, países. Natal no circuito mundial.” Do prefeito Carlos Eduardo, no Twitter.

O vice-governador do RN @RobinsonFaria (PSD), está prestes a assumir a cadeira da governadora @RosalbaCiarlini (DEM).” Do jornalista Alex Medeiros, no Twitter.

Henrique Alves se reúne com prefeito de Assu.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter

Estive reunido hoje com o procurador geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis, em Brasília.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

“Discuti com prefeito de Mossoró, José Silveira, liberação de recursos para saúde e segurança.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

Mais uma vitória do RN. Dnit publica edital para construção do complexo viário do Ganho do Igapó. Prazo para concluir  a obra é de 720 dias..” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

Discutimos hoje com prefeito Carlos Eduardo ampliação das obras de drenagem pluvial em Natal.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

Reuniões hoje com prefeitos do RN para discutir alianças para eleições deste ano. Encontros continuam na segunda.” Do deputado Henrique Eduardo Alves, no Twitter.

ME DISSERAM!…

… Que a agenda do deputado Henrique Alves (PMDB), divulgada no Twitter, é, sim, de candidato a governador. Será?…

… Que nunca esteve tão próxima, a possibilidade de Henrique Alves ser candidato a governador com chances de vitória, como desejou em vida o seu pai Aluízio Alves. Será?…

… Que as águas de março trazem em suas ondas a definição da vice-prefeita Wilma de Faria sobre candidatura ao governo ou ao senado. Será?…

… Que a governadora Rosalba, espera reverter a popularidade negativa do seu governo em Natal com as obras de saneamento básico em andamento. Será?…

 

COLUNA É POR AÍ!… JAN 2014 – REVISTA FOCO

ELEIÇÕES 2014 – JOGO DE SELEÇÕES

Se engana quem pensa que o jogo das eleições deste ano para presidente da República, Senador, Deputado Federal, Governador e Deputado Estadual é jogo de times pequenos ou de várzea. 2014 já está com as mais fortes seleções em campo, tanto no jogo da disputa presidencial, quanto no jogo das eleições estaduais, especialmente aqui no Rio Grande do Norte.

De um lado, está a seleção dos favoritos, que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff e cujo nome para disputar o Governo do Rio Grande do Norte está entre o do ex-senador Fernando Bezerra e o do deputado federal Henrique Eduardo Alves. Essa seleção, até o momento, promete contar com jogadores de peso popular, como o é o próprio presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, e também o senador (licenciado) Garibaldi Alves Filho, ministro da Previdência Social.

Convocados para esta seleção, estão também o senador Paulo Davim (PV), os deputados federais Fátima Bezerra (PT), João Maia (PR), Paulo Vagner (PV), Fábio Faria (PMN), Sandra Rosado (PSB), o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), a vice-prefeita de Natal Vilma de Faria (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PROS). Por fora da raia oficial, é convocado o deputado federal Betinho Rosado, que ainda enfrenta problemas legais para ser efetivamente escalado.

Na seleção adversária, devem jogar a governadora Rosalba Ciarlini, seu marido Carlos Augusto Rosado, e o senador José Agripino, junto com o deputado federal Felipe Maia. Os times que representam os partidos pequenos certamente que, mais uma vez, vão se dividir entre as duas seleções maiores e de acordo com os interesses momentâneos.

Uma situação pode mudar: Se Eduardo Campos é mesmo candidato a presidente do Brasil, certamente que ele desejará uma candidatura de Vilma de Faria ao Governo do RN, como forma de fincar em terras potiguares, uma bandeira da sua luta.

No estudos estratégicos e táticos funciona o ex-presidente Lula. Com todo poder popular que o seu nome carrega.

É por aí!….

ARENA DAS DUNAS INAUGURADA

De todas as praças esportivas do Brasil construídas para sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol, a primeira inaugurada é a Arena das Dunas, de Natal. Solenidade rápida, estava programada contando com a participação da presidente Dilma, que passaria por Natal, numa escala de reabastecimento, seguindo para mais uma viagem internacional.

(OBS: A coluna foi redigida na semana passada. A Arena das Dunas foi inaugurada nesta quarta-feira, dia 22, pela presidente Dilma Rousseff).

NATAL ESTÁ BEM MELHOR COM CARLOS EDUARDO

Em todas as rodas de bate papo político da cidade, o reconhecimento ao trabalho do prefeito Carlos Eduardo parece conquistar a unanimidade. Elogios para a gestão financeira, com o pagamento em dia da maioria dos fornecedores, pagamento dos prestadores de serviços e salários de funcionários. Obras são realizadas e a cidade está mais bem cuidada na sua aparência, com a recuperação das praças, parques, jardins e canteiros.

AEROPORTO ALUÍZIO ALVES

Anteriormente prevista para o dia 6 de abril, a inauguração do aeroporto internacional Aluízio Alves, de São Gonçalo do Amarante, deverá acontecer somente no dia 15 daquele mês. A Rosalba Ciarlini revela-se ansiosa com os atrasos em importantes obras públicas do Estado.

MÍDIAS SOCIAIS NA POLÍTICA

Políticos de todas estirpes estão aderindo, sem restrições, ao uso das mídias sociais para a alavancagem dos seus nomes na corrida sucessória deste ano. Desde Dilma Rousseff, passando por Eduardo Campos, Aécio Neves, Marina Silva, até o mais analfabeto eletrônico dos políticos, está contratando profissionais para o gerenciamento dos seus perfis ‘pessoais’ nas mídias sociais da internet, especialmente o twitter e o facebook.

A BRIGA É PELO SENADO

Fernando Bezerra ou Henrique Eduardo Alves, um dos dois, provavelmente Henrique, será o candidato do PMDB ao Governo do RN, com ampla base de apoio e ótimas perspectivas de vitória. A briga maior ficará por conta de PT e PSB, que desejam a vaga de candidato ao Senado na mesma coligação. Quem tiver uma idéia diferente, favor apresentar ao vice-governador Robinson Faria, do PMN.

FRASES

O PT está firme e unido. Nós temos como meta disputar a vaga do Senado, manter a cadeira que ocupamos na Câmara dos Deputados e ampliar a presença na Assembleia Legislativa.” Da deputada Fátima Bezerra (PT), no jornal Tribuna do Norte.

“O Senado, mais do que qualquer outro espaço na política brasileira, sempre foi reservado para ex-governadores, para políticos oriundos das famílias tradicionais ou para quem tem poder econômico. Vamos quebrar esse paradigma no Rio Grande do Norte? Esse é um bom debate.” Da deputada Fátima Bezerra (PT), no jornal Tribuna do Norte.

Vamos dialogar com todos os partidos que estejam no campo da oposição ao Governo do Estado.” Da deputada Márcia Maia (PSB), no jornal Tribuna do Norte.

Na hora que o PMDB passou a fazer oposição, obviamente fez com que pudéssemos nos aproximar.” Da deputada Márcia Maia (PSB), no jornal Tribuna do Norte.

Temos um potencial enorme para disputar a chapa majoritária, inclusive o Governo.” Da deputada Márcia Maia (PSB), no jornal Tribuna do Norte.

“Acho que o PSB  só não deve fazer aliança com o DEM, que causou tanto transtorno ao Rio Grande do Norte, com um governo que não tem atendido às verdadeiras necessidades de crescimento do Estado.” Da deputada Sandra Rosado (PSB), no jornal Tribuna do Norte.

PDT apoiará o PMDB para o Governo do Rio Grande do Norte.” Do deputado Agnelo Alves, n’O Jornal de Hoje.

A tendência do nosso partido é fazer uma composição política com o PMDB para o Governo do Estado, mas vamos conversar com lideranças de outros partidos.” Do vereador Rafael Motta, presidente do PROS, n’O Jornal de Hoje.

O empresariado potiguar está de luto. Faleceu na manhã dessa sexta-feira, Fernando Medeiros, 57, proprietário e fundador do restaurante Camarões.” Do jornalista Marcelo Hollanda, n’O Jornal de Hoje.

ME DISSERAM!…

… Que para selar um acordão nas eleições 2014 no RN, só falta unir Vilma de Faria e Fátima Bezerra. Será?…

… Que Henrique Eduardo Alves usa toda a sua habilidade política para fechar o acordão. Será?…

… Que o ministro Garibaldi Alves Filho tem certeza da primazia do PMDB nas eleições 2014 no RN. Será?…

… Que estão excluídos do acordão, a governadora Rosalba, o senador José Agripino e o deputado Felipe Maia. Será?

 

PESQUISA ÍNDICE REVELA APROVAÇÃO DE CARLOS EDUARDO E DILMA ROUSSEFF E MOSTRA ROSALBA CIARLINI SEM APROVAÇÃO

Desde o ano de 2001, com um pequeno intervalo de dois anos, o Instituto Índice Pesquisa realiza a pesquisa Top of Mind para a Revista Foco.

Na pesquisa deste ano, cujo resultado será publicado na edição que já se encontra em gráfica, foram incluídas, por solicitação da Revista FOCO, avaliações (através dos conceitos Ótimo, Bom, Regular Positivo, Regular Negativo, Ruim e Péssimo), do Governo da Presidente Dilma Rousseff, do Governo Rosalba Ciarlini e da Administração Carlos Eduardo, aqui em Natal.

Foram ouvidas 1.070 entrevistados e o perfil da amostra é o seguinte: Sexo – masculino 59,3% e feminino 40,7%. Idade – 10/14 anos 2,3%; 15/24 anos 23,4%; 25/34 anos 28,5%; 35/44 anos 20,8%; 45/59 anos 16,8% e 60 anos e mais 8,1%. Grau de Instrução – Analfabeto / Fundamental até a 3a Série 8,3%; 4a Série Fundamental 12,9%; Fundamental Completo 21,3%; Médio Completo 45,8% e Superior Completo 11,7%. Classificação Econômica Brasil – Classe A1 0,7%; Classe A2 1,3%; Classe B1 5,1%; Classe B2 11,7%; Classe C1 41,0%; Classe C2 12,1%; Classe D 26,2% e Classe E 1,8%.

O resultado apurado está no texto abaixo:

Na pesquisa Top of Mind deste ano, o Instituto Índice Pesquisa, também pediu aos entrevistados uma avaliação dos governos da presidente Dilma Rousseff, da governadora Rosalba Ciarlini e do prefeito Carlos Eduardo.

Conheça os números da Aprovação da Administração Carlos Eduardo e do Governo Dilma Rousseff e também da Falta de Aprovação do Governo Rosalba Ciarlini:

APROVAÇÃO DE CARLOS EDUARDO

Considerando o sistema mais rigoroso de interpretação da avaliação de governos pela opinião pública, pode-se afirmar que a Administração de Carlos Eduardo Alves conquista aprovação de 75,1% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 12,4% da avaliação positiva, que é de 87,5%).

APROVAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF

Pelo mesmo sistema, também pode-se afirmar que o Governo Dilma Rousseff tem aprovação de 70,9% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 14,5% da avaliação positiva, que é de 85,4%).

ROSALBA CIARLINI SEM APROVAÇÃO

Utilizando-se também o mesmo sistema, chega-se a conclusão que o Governo Rosalba Ciarlini não recebe aprovação da opinião pública, e fica com – 40,2% (resultado obtido a partir das subtração da avaliação negativa é de 70,1% da avaliação positiva, que é de 29,9%).

AVALIAÇÃO POSITIVA

Carlos Eduardo conquista 87,5%; Dilma Rousseff fica com 85,$% e Rosalba Ciarlini com apenas 29,9%.

A Administração do Prefeito Carlos Eduardo é campeã da avaliação positiva dos governos ao conquistar 87,5% (soma de Ótima 16,4% + Boa 45,7% + Regular Positiva 25,4%), com pouco mais de 100 dias.

O Governo Dilma Rousseff ocupa a segunda posição, conquistando 85,4% de avaliação positiva (soma de Ótimo 13,6% + Bom 45,0% + Regular Positivo 26,8%), para o seu governo que já está quase na metade do terceiro ano.

O Governo Rosalba Ciarlini, que também já está quase na metade do terceiro ano do seu mandato, ocupa a terceira e última posição neste curto ranking, conquistando apenas 29,9% de avaliação positiva (soma de Ótimo 1,9% + Bom 13,1% + Regular Positivo 14,9%), para o seu governo.

AVALIAÇÃO NEGATIVA

O Governo Rosalba Ciarlini tem a pior avaliação com 70,1%, onde o Governo Dilma Rousseff tem apenas 14,% e a Administração Carlos Eduardo aparece com apenas 12,4%.

O Governo Rosalba Ciarlini é o pior avaliado, ao receber 70,1% de avaliação negativa (soma de Regular Negativo 17,9% + Ruim 20,7% + Péssimo 31,5%).

O Governo Dilma Rousseff ocupa a segunda posição na avaliação negativa, recebendo 14,5% (soma de Regular Negativo 6,5% + Ruim 4,2% + Péssimo 3,8%).

A Administração de Carlos Eduardo ficou com a avaliação negativa menos prejudicial a imagem pública, com apenas 12,4% (soma de Regular Negativa 4,7% + Ruim 5,0% + Péssima 2,7%).

A LEITURA DOS NÚMEROS

Evidente que trata-se de uma pesquisa quantitativa, quando os seus resultados são apresentados em quantidades de avaliação, positivas e negativas. A pesquisa não teve como objetivo identificar os motivos da avaliação, mas apenas avaliar.

Os dados apurados revelam o que todo mundo já comenta, não somente nos cafés, bares, restaurantes e esquinas das cidades, como também reflete o que se publica e comenta nas redes sociais.

Difícil imaginar que a presidente Dilma Rousseff ou o prefeito Carlos Eduardo Alves possam apresentar insatisfação com os resultados da pesquisa. Já a governadora Rosalba Ciarlini, inquirida sobre as pesquisas pelo jornalista Alex Viana, no Jornal da Cidade, da Rádio Cidade, limitou a afirmar: “Espero avaliação do final do mandato”.

A Revista FOCO tem lançamento previsto para os próximos dias, quando também será encaminhada para os assinantes e vendidas em bancas de revistas.

É por aí!…